

  _sexo para _adolescentes

 Marta Suplicy
  _Publicao em #c volumes
  _S. _C. da _Misericrdia
    do _Porto _c_p_a_c -- _Edies _Braille
    _R. do _Instituto de
   _S. _Manuel
  #djej __porto
      #aiig _segundo _Volume
 _Marta _Suplicy
  _sexo para _adolescentes _Coleco _Grand._Angular/,#f
   _Edies _Afrontamento
  _R. _Costa _Cabral, #hei
     _Porto _Ttulo: _Sexo para
   _Adolescentes _Autora: _Marta _Suplicy _Reviso cientfica da edio
   portuguesa de _Jlio
   _Machado _Vaz *_C* #aiie, _Marta _Suplicy
   e _Edies _Afrontamento _ilustraes: _Walter
   _Caldeira _Fotos: _Fernando _Tomanik _Edio: _Edies _Afron-
   tamento _Capa: _Gil _Maia, sobre
   fragmentos de trabalhos do
   pintor _Jos de _Guimares _N.o de edio: #dhj _i_s_b_n:
#igb-#cf-#jcbb-#e _Depsito legal: #geafe/,#id _Impresso: _Litografia
   _Ach. _Brito _Acabamento: _Rainho 
   _Neves, _L.da -- _Santa
   _Maria da _Feira.
        5
    __iv. _rgos sexuais
   o _Os rgos que s o homem tem
   o _Tamanho: qual o ideal?
   o _Circunciso
   o _Os rgos que s a mulher tem
   o _Os seios por dentro
   o _Virgens e hmenes
        7
   _Os mamferos superiores, incluindo o homem e a mulher, so movidos
por necessidades biolgicas semelhantes s dos pssaros, peixes e
mamferos inferiores, que os levam a ter relaes sexuais, a dar  luz e
a proteger a cria.
   _Entre uma mulher e um homem passa-se muito mais do que o instinto
que leva os animais a acasalarem. _Para o casal, a relao sexual e a
criao dos filhos envolve amor, intimidade e cuidado com o outro.
   _Para o homem e a mulher, a relao sexual implica muitos sentimentos
alm do contacto genital. _A emoo  o aspecto mais importante na
   _Os rgos sexuais do rgos genitais externos e rgos genitais
internos. _Os rgos externos so os responsveis pelo prazer. _Os
rgos internos so os de reproduo: eles fabricam e transportam os
vulos e os espermatozides.
   _os rgos
     que s o homem tem *_Por fora*
   _Os dois principais rgos genitais externos do homem so o pnis e a
bolsa escro tal (.ou escroto/).
   _Por dentro, o pnis  formado por trs cilindros. _Dois desses
cilindros tm o nome de "corpo cavernoso" e o terceiro chama-se "corpo
esponjoso".
        9
   _O corpo esponjoso contm a uretra, canal que transpor- ta o smen ou
a urina. _O corpo cavernoso  composto por pequenas "cavernas" que retm
o sangue. _Quando o homem fica excitado, essas cavernas enchem-se de
sangue e aumentam o tamanho do p- nis, provocando a ereco.
   _A excitao acontece naturalmente, basta o homem ver ou pensar numa
mulher atraente ou entrar em contac- to prximo com ela atravs de
beijos e carinhos.
   _O pnis tambm pode ficar erecto e o motivo no ter na- da a ver com
sexo. _J deves ter percebido isso em situa- es de medo, surpresa ou
simplesmente quando a bexi- ga est cheia.
       10 ::::::::::::::::::::::::::::: _Vista longitudinal sem pele e
revestimentos:
   glande
   corpo esponjoso
   corpo cavernoso
   base do pnis _Corte transversal da poro mediana do pnis:
   pele e membrana envolvente
   corpo cavernoso
   uretra
   corpo esponjoso :::::::::::::::::::::::::::::
   _Quando o homem fica exci- tado, o seu pnis entra em ereco. _Se
houver maior es- timulao do pnis, ele solta um lquido que se chama
s- men ou esperma. _Esperma  um lquido que jorra do pnis e contm
espermatozides. _O espermatozide  o componente masculino que
fertiliza o vulo da mulher e faz com que ele se transforme num ser hu-
       11 mano. _Os espermatozides fo- ram observados pela primeira vez
h cerca de #cjj anos pelo inventor do microscpio.
   _A sada do esperma chama- -se ejaculao e  em geral acompanhada da
sensao de prazer a que se chama orgas- mo.
   _O pnis tem duas funes: reprodutora e urinria. _As duas funes
ocorrem separa- damente, apesar de utilizarem o mesmo canal. _
impossvel, num homem saudvel, a urina sair atravs do pnis durante a
relao sexual. _No momento da ereco fecha-se um anel muscular que no
deixa a urina sair.
   *_Prepcio* --  a pele que cobre a ponta do pnis. _Essa  a pele
que precisa ser puxada para trs, no ba- nho, para no deixar acumu- lar
uma secreo que pode
       12 provocar irritao, infeco e mau cheiro.
   *_Glande* --  a "cabea" do pnis, cuja pele  macia e tem maior
sensibilidade.
   *_Escroto* --  como um saco que guarda os testcu- los. _Os
testculos so as bolas que ficam dentro do escroto. _Os testculos fa-
bricam hormonas e espermato- zides, que so a contribui- o do homem
para fazer um beb.
   _Uma das funes do escro- to  manter a temperatura ideal para os
testculos po- derem funcionar. _Para viver, os espermatozides precisam
de uma temperatura mais fria do que a do corpo. _com tem- po quente, o
escroto fica mais baixo e solto. _No frio, ele encolhe automaticamente
para aproveitar o calor do corpo.
       13 *_Por dentro*
   _So poucos os homens que sabem que possuem rgos in- ternos
destinados  reprodu- o. _Esses rgos fabricam os espermatozides.
_So tam- bm canais onde o smen fica armazenado.
   *_Testculos* -- so as glndulas sexuais masculinas, tambm chamadas
gnadas. _Eles tm a forma de ovos e contm dois tipos de clulas, que
exercem duas funes:
   #a. _A produo do esper- ma;
   #b. _A produo de um grupo de hormonas chamados androgneos, entre
os quais se inclui a testosterona, responsvel pelas caracters- ticas
secundrias masculinas (.plos, voz, msculos/).
   *_Uretra* --  um canal por onde sai tanto a urina
       14 como o esperma.
   *_Epiddimo* --  um ca- nal, ligado aos testculos, onde ficam
armazenados os es- permatozides. _Os espermato- zides vo sendo
fabricados pelos testculos e amadurecem no epiddimo, at serem expe-
lidos atravs da ejaculao.
   *_Vesculas seminais* -- so duas bolsas que terminam num canal
estreito que se junta com o canal ejaculat- rio. _Durante muito tempo
pensou-se que a funo da ve- scula seminal fosse a de ar- mazenar
esperma. _Hoje j se sabe que a sua funo princi- pal  contribuir com
fluidos por onde o espermatozide consegue nadar.
   *_Canais do esperma* -- so os canais que trans- portam o esperma dos
testcu- los para a parte interior do corpo, onde se juntam com a
vescula seminal, formando o
       15 canal ejaculatrio.
   *_Prstata* --  formada por fibras musculares e teci- do glandular.
_As suas secre- es formam parte do fluido seminal e do o seu odor pe-
culiar. _A prstata  pequena quando a pessoa nasce, cresce rapidamente
na puberdade e encolhe na velhice.
   *_Canal ejaculatrio* --  curto e recto, e o seu percurso faz-se ao
lado da glndula da prstata, termi- nando na uretra. _O fluido da
vescula seminal mistura-se com o do canal deferente no canal
ejaculatrio e so despejados na uretra prost- tica (.v o desenho do
cami- nho do espermatozide no captulo _V/). (.a/) \\\\\\\\\\ (.a/)
_devido  com-
   plexidade dos desenhos, a
   edio braille no os
   reproduz. _sempre que esta
       16
   _tamanho: qual o ideal? _Querida _Marta, _Eu estou preocupado
   com o tamanho do meu p-
   nis. _Ele  bem menor do
   que os dos meus colegas
   (.pelo menos dos que eu
   vi/). _Quando  que ele
   vai crescer? _E se no
   crescer, o que acontece?
   _Para sua informao eu j
   tenho plos.
   _Carlos (.#ad anos/)
   _Carlos,
   *_O tamanho do pnis  determinado pela hereditarie- dade, ou seja, o
padro da \\\\\\\\\\
   impossibilidade se veri-
   fique, indic-la-emos com
   o sinal o.
       17 famlia, que passa de pai para filho.
   *_Geralmente o pnis erec- to de um homem adulto varia entre #ac,e e
#af,e\cm. _ comum existir uma diferena de tamanho entre dois pnis
flcidos (.moles/). _Mas quando os dois pnis ficam erectos, essa
diferena dimi- nui bastante ou at deixa de existir.
   *_ curioso, mas o pnis pode diminuir temporariamente de tamanho.
_Um duche gelado, o tempo frio, o cansao, o nervosismo podem fazer o
p- nis encolher um pouco. _tudo bem: rapidamente ele volta ao normal.
   *_Muitos homens preocupam- -se com o tamanho do pnis, mas no h
razo para "para- nias". _O tamanho do pnis no influi no prazer
sexual. _Um pnis pequeno "funciona" to bem como um grande.
       18
   *_No h nada que possas fazer para mudar o tamanho do pnis, da
mesma forma que no d para mudar o tamanho do brao ou do p.
   *_Por causa da importncia do pnis na relao sexual -- sem pnis o
homem no penetra na vagina da mulher --  que o tamanho passou a ser
valo- rizado.
   *_Antigamente no se fa- ziam pesquisas sobre sexo e achava-se que o
pnis pequeno daria menos prazer  mulher.
   *_hoje sabemos que, ao nvel fsico, o que d prazer  mulher  a
estimulao do rgo dela, o cltoris, e a penetrao do pnis na entra-
da da vagina, que  a parte enervada. _Alm disso, o prazer sexual 
feito de muito mais do que a penetra- o do pnis na vagina ou a
estimulao do cltoris. _A parte de envolvimento e amor
       19  to ou mais importante do que a parte fsica*.
  _circunciso
   _Normalmente o pnis pos- sui uma pele, chamada prep- cio, que cobre
a glande. _Quando o pnis fica erecto (.endurecido/), o prepcio 
puxado para trs e expe a glande.
   _A circunciso  uma ope- rao cirrgica em que o m- dico puxa a
pele do prepcio para a frente e corta uma parte dela, deixando a glande
do pnis descoberta. _Um p- nis circuncidado tem um as- pecto
diferente. ::::::::::::::::::::::::::::
   _o facto de ser circunci- dado no influi no desempenho sexual. _Se
tu no fores
       20 circuncidado e puxares a pele que cobre a glande, o teu p-
nis ficar com um aspecto de um pnis circuncidado.
::::::::::::::::::::::::::::
   _A circunciso  feita por razes religiosas ou por mo- tivos de
limpeza. _Hoje pou- cos fazem a circunciso num beb por motivos de
limpeza, pois basta a lavagem desde a infncia durante o banho, pu-
xando a pele para trs, para que s excepcionalmente ocor- ram
problemas.
   _os rgos
     que s a mulher tem _Marta, _Quantos buracos tem a
    mulher? _o que  a vagina?
       21 _Onde fica o beb? _Quantos ovrios tem a
   mulher? _Pode tambm explicar-
   -me o que  a ejaculao?
   _Existe algum rgo que
   seja responsvel pelo
   prazer na mulher?
    _Beijos, da _Luci-
        nha, _Elisa e
        _Miriam (.mas a
        turma toda quer
        saber/)
   _Meninas,
   *_A mulher possui trs orifcios.
   *_Primeiro, a uretra, por onde sai a urina; segundo, a vagina, por
onde se tm as relaes sexuais, nascem os bebs e sai o sangue da mens-
truao; terceiro, mais abai- xo, o nus, que  por onde saem as fezes*.
       22 *_por fora*
   _Os principais rgos genitais externos da mulher, que recebem o nome
genrico de vulva, so: _Monte de _Vnus, os pequenos lbios, os grandes
lbios e o clto- ris.
   _Como os rgos genitais da mulher no so to expos- tos como o
pnis e o escroto do homem, a mulher no conhe- ce to bem a sua
anatomia. _ muito importante para cada mulher poder localizar os seus
rgos, pois cada pessoa  responsvel pelo seu pr- prio bem-estar, e
quanto mais souber a respeito de si mesma mais preparada estar para se
manter saudvel.
   _Usando um espelho  fcil localizar os rgos genitais femininos.
_Existem diferen- as de tamanho para cada pessoa. _No te assustes se
       23 os teus genitais no forem idnticos aos do desenho.
   *_Cltoris* --  um rgo muito pequeno, mas de grande importncia;
ele  o respon- svel pelo prazer sexual da mulher. _Corresponde ao
pnis do homem. _O cltoris no  maior do que uma borracha que vem na
ponta de alguns lpis e  coberto parcialmente por uma pele chamada
"capuz do cltoris".
   _Quando a mulher fica excitada, esta pele descobre o cltoris, ele
enche-se de sangue e aumenta de tamanho. _Prximo do orgasmo, o clto-
ris retrai-se e esconde-se sob o capuz, tornando a sair quando cessa a
estimulao sexual.
   _Como o cltoris  muito sensvel, nem sempre o toque directo 
agradvel, princi- palmente se a mulher ainda
       24 no estiver excitada.
   *_Pequenos lbios* -- os pequenos lbios so finos e no tm plos.
_Quando ocorre a excitao eles crescem de tamanho e durante a penetra-
o do pnis na vagina fric- cionam o cltoris.
   *_Grandes lbios* -- come- am no _Monte de _Vnus e vo at ao
perneo. _Compem a parte mais externa da vulva, e na mulher adulta so
reco- bertos por plos. *_Por dentro*
   _Os rgos internos so a uretra, a vagina e, embora se exteriorizem,
as glndulas de _Bartholin e o hmen. _Os rgos sexuais reprodutores
so os ovrios, o tero e as trompas de _Falpio.
   *_tero* --  o lugar onde o feto se desenvolve durante a gravidez.
_No final da
       25 gravidez, com o feto total- mente desenvolvido, o tero mede
de #bg a #cj\cm de com- primento. _Quando a mulher no est grvida,
esse rgo tem o tamanho de um punho fechado.
   *_colo do tero ou crvix* --  a parte inferior do tero. _O colo do
tero pos- sui uma abertura, muito pe- quena, por onde a menstruao
desce do interior do tero at  vagina e os espermato- zides sobem
para chegar at s trompas.
   *_Corpo do tero* --  a parte maior do tero, que cresce durante a
gravidez e retorna depois ao tamanho normal.
   _o corpo do tero  cons- titudo por trs camadas. _As duas camadas
externas chamam- -se peritneo (.que  uma membrana/) e miomtrio (.te-
cido muscular/). _A camada
       26 interna  uma mucosa chamada endomtrio e desprende-se durante
a menstruao, reno- vando-se mensalmente. _Fala- remos depois da
menstruao (.est no captulo __VI/).
   *_Trompas de _Falpio* -- as trompas so duas, e saem de cada um dos
lados do te- ro. _Quando chegam ao ovrio abrem-se em forma de dedos.
   _ pelas trompas que os vulos viajam do ovrio para o tero. _Para
ajudar nessa viagem, a parte interna das trompas possui minsculos
plos, ou clios, ligados aos msculos das paredes das trompas. _Esses
msculos podem contrair-se e disten- der-se, movendo os clios de um
lado para outro. _ esse movimento dos clios que leva o vulo maduro
para baixo, at chegar ao tero.
   *_Ovrios* -- so dois, um do lado esquerdo e outro do
       27 lado direito do ventre. _Os ovrios so o local onde os vulos
esto armazenados e se desenvolvem; eles tambm produzem as hormonas
femini- nas.
   _A mulher nasce com #djj mil vulos nos ovrios. _Du- rante toda a
sua vida no criar mais nenhum. _Somente na puberdade, com a activao
das hormonas sexuais, esses vulos amadurecero e sero expelidos para
as trompas, um por ms, durante o ciclo menstrual.
   *_Uretra* --  o canal que conduz a urina da bexiga para fora. _Na
mulher ela s tem a funo urinria.
   *_Glndulas de _Bartholin* -- cada mulher tem duas. _Elas ficam de
cada lado dos pequenos lbios e segregam algumas gotas de fluido quan-
do a mulher est excitada.
   _A glndula de _Bartholin
       28  uma das glndulas que se- gregam fluidos que do a sensao
de ficar "molhada" quando a mulher est excita- da.
   _Esse lquido equivale quele que o homem segrega no incio da
ereco e que faci- lita a penetrao do pnis.
   *_Vagina* --  um canal localizado entre a uretra e o nus.
   _A vagina  um tubo, for- mado por uma srie de mscu- los, que liga
a vulva, na parte externa, ao tero.
   _A vagina  elstica, podendo contrair-se e expan- dir-se. _A sua
capacidade de adaptao  enorme: por isso, o tamanho do pnis no tem
importncia para o funciona- mento sexual.
   _O tero exterior da vagi- na, o que fica mais prximo da vulva, 
bastante enervado e, portanto, uma rea sens-
       29 vel da mulher. _Nos dois teros restantes, mais para dentro da
vagina, onde os nervos so praticamente ine- xistentes, a vagina no 
to sensvel.
   _Algumas mulheres tm muito prazer com a sensao de penetrao do
pnis at ao fundo da vagina. _Outras, igualmente normais, no sen- tem
tanto. _A parte sexual mais sensvel da mulher  o cltoris e no a
vagina.
    _os seios por dentro
   _No comeo da puberdade inicia-se o desenvolvimento dos canais de
leite, forman- do-se um tecido de gordura em torno desses canais para os
proteger.
   _Em algumas raparigas esse desenvolvimento pode comear
       30 to cedo como aos #h anos ou to tarde como aos #af anos. _A
maioria comea a desenvol- ver os seios dos #i aos #ad anos. _Esse
processo comea antes da menstruao. :::::::::::::::::::::::::::::
   _o seio  formado por lbulos, que so rodeados por uma camada de
gordura. _Den- tro de cada lbulo esto os alvolos, onde  fabricado o
leite quando a mulher tem um beb. _O leite viaja pelos alvolos atravs
dos canais de leite at ao mamilo. _Quando o beb suga o mamilo, o leite
sai. ::::::::::::::::::::::::::::
   _o tempo entre a primeira elevao do mamilo e arola e um seio j
desenvolvido varia muito de rapariga para rapa- riga. _Algumas vo to
de-
       31 pressa como de #f meses a #a ano, enquanto outras levam at #f
anos. _A maioria demo- ra uns #d anos e meio.
   _Os canais de leite e o tecido gorduroso formam um pequeno monte, que
fica alti- nho, sob o mamilo e a arola. _Essa  a primeira manifes-
tao do crescimento dos seios.
   _Aos poucos os seios ficam mais cheios e redondos, a arola
alarga-se. _O mamilo e a arola ficam mais escuros. _Nessa fase os seios
tm geralmente a forma de um cone. _virgens e hmenes _Querida _Marta,
_Falam muito de virgin-
   dade, mas eu no sei o que
       32
   . _D para explicar? _No
   tenho coragem de pergun-
   tar.
      _Beijos,
         _Selma (.#ab
         anos e #i me-
         ses/) _Marta, _Observei com cuidado a
   entrada da vagina e achei
   o meu hmen um bocado
   estranho. _No so todos
   iguais?
              _Carla _Martinha querida, _Acho que perdi a vir-
   gindade. _E agora?
    _Abraos da _Leny _Marta, _Pode perder-se a vir-
    gindade numa queda de
       33
    bicicleta? _E usando tam-
    pes?
    _Beijos da _Eunice _Prezada _Marta, _Por que razo algumas
   pessoas do tanto valor 
   virgindade?
              _Teresa
   _Selma, _Carla, _Leny, _Eunice e _Teresa,
   *_Uma pessoa  virgem, mulher ou homem, quando nunca teve relaes
sexuais. _A mulher virgem possui uma pele fina, chamada hmen, na en-
trada da vagina*. :::::::::::::::::::::::::::: _Tipos de hmen:
   anormal sem orifcio
   anelar
   semilunar
       34
   bilabiado
   trilabiado
   quadrilabiado
   cibriforme
   septado
   ruptura
   complacente :::::::::::::::::::::::::::
   _O hmen possui um orif- cio, cujo tipo varia de mu- lher para
mulher. _O tipo mais comum tem somente um orifcio em forma de anel, e
por isso se chama anelar. _Existem hmenes com #c ou #d orifcios. _
atravs desse orifcio que as secrees e o sangue da menstruao saem
da vagina. _Alguns hmenes san- gram ao romper-se, enquanto outros no
sangram.
   _Mesmo atravs do exame mdico,  difcil garantir se uma pessoa j
teve ou no relaes sexuais. _Existe um tipo de hmen, comum a #ae|%
       35 das mulheres, chamado "hmen complacente". _Ele  mais grosso
e elstico e, em vez de se romper durante as re- laes sexuais, cede e
depois volta  posio anterior.
   _Existem alguns casos ra- ros em que a mulher no tem hmen e tambm
outros casos em que o hmen no tem orif- cio. _Neste caso, na puberda-
de,  necessrio ir ao mdico para o furar. *_Mas ser virgem no  s
    isso*...
   _Ser virgem foi, e ainda , considerado por algumas pessoas algo
muito importan- te. _Essa ideia no  estra- nha, pois a primeira
relao sexual  realmente marcante tanto para a rapariga como para o
rapaz. _A importncia da primeira relao est em ser o incio da vida
sexual a
       36 dois. _Portanto, todos os esforos deveriam ser feitos no
sentido de a primeira relao sexual ser uma expe- rincia boa e
responsvel. _A possibilidade de ser uma ex- perincia gratificante
aumen- ta  medida que a pessoa tem informaes correctas e est
envolvida emocionalmente com o parceiro.
   _Algumas pessoas do im- portncia  "perda da virgin- dade", no por
ser a primeira relao sexual, mas por acre- ditarem que a "honra da mu-
lher" est nessa membrana chamada hmen. _Para essas pessoas, ter a
membrana na ntegra significa ser uma rapariga honesta e pura. _Na nossa
cultura frequentemente se ouve falar da "perda da virgindade". _No deve
exis- tir essa conotao de "per- da", porque quando a entrega  feita
com maturidade trata-
       37 -se de um ganho. _Pode tambm pensar-se que o verbo perder
equipara a mulher a um objec- to que vale mais ou menos no mercado
dependendo do uso. _Exemplo: o meu carro perde valor se tem alguns
quilme- tros.
   _Tu no s uma "coisa" que vale mais ou menos porque tem hmen.
   _Durante muitos sculos, e em culturas diferentes, a ma- nuteno do
hmen foi sinni- mo da pureza da mulher. _Na _Siclia, regio da
_Itlia, at algumas dcadas atrs era tradio colocar no dia se-
guinte ao do casamento o len- ol manchado de sangue  ja- nela.
   _A virgindade, tanto no homem como na mulher,  algo que se mantm ou
se deixa de ter por escolha, com algum de quem se gosta, em condi- es
adequadas de espao e
       38 tempo, no correndo o risco de acontecer uma gravidez que no
se deseja.
   _Se faltar qualquer uma dessas condies, ainda no est na altura de
teres rela- es sexuais. pcccccccccccccccccccccccc #a. _o que  que
achas da
   obrigao da mulher ser
   virgem enquanto ao homem 
   permitido ter muitas expe-
   rincias sexuais? #b. _Uma mulher que possui
   o hmen intacto  uma
   mulher melhor, ou o homem
    mais homem porque teve
   relaes sexuais com v-
   rias mulheres? #c. _Porque  que tantos jo-
   vens tm relaes sexuais
   na sala, podendo algum
   interromper, ou tm rela-
   es sem a proteco de um
   anticoncepcional adequado,
   ou mesmo achando que esto
       39
   a fazer algo errado ou
   para que no esto prepa-
   rados? #d. _Qual a importncia de
   saber onde so os rgos
   sexuais e como  o seu
   funcionamento? v---------------------------#
       41
   _V. _Reproduo humana
   o _A vida multiplica-se de formas variadas
   o _O que  um espermato- zide?
   o _O caminho do esperma- tozide dentro do corpo do homem
   o _Ejaculao/,polu- o nocturna
   o _O vulo
   o _A ovulao
   o _A fecundao
       43
    _a vida multiplica-se de formas variadas
   _A amiba, por exemplo, divide-se simplesmente ao meio. _Cada amiba 
igualzi- nha a qualquer outra e com- porta-se da mesma forma, porque tem
as mesmas caracte- rsticas hereditrias que a anterior. _A nica
alterao que ocorre nesse tipo de re- produo assexuada  produto de
mutaes, que so mudanas acidentais nos cromossomas, causadas por
raios csmicos ou qumicos. _Esse  um pro- cesso muito lento e, prova-
velmente, a amiba de hoje  semelhante  sua ancestral de h milhares de
anos atrs.
   _S as formas simples de
       44 vida se reproduzem assexuada- mente. _A evoluo teria pa-
rado a um nvel muito primi- tivo se no fosse a reprodu- o sexual.
   _As formas de vida mais avanadas reproduzem-se se- xualmente. _Isto
quer dizer que produzem filhos que con- tm material gentico resul-
tante da mistura de dois in- divduos diferentes.
   _A clula reprodutora hu- mana, que se chama espermato- zide no
homem e vulo na mu- lher, contm #bc cromosso- mas.
   _Os cromossomas so estru- turas do ncleo das clulas que contm
todas as informa- es e instrues genticas necessrias para o
desenvol- vimento de um novo ser huma- no. _Cada cromossoma transmi- te
os genes dos antepassados e as suas caractersticas: cor de pele,
altura, tamanho
       45 do pnis, maior ou menor quantidade de plos, cor dos olhos...
_Quando o espermato- zide e o vulo se fundem,  criada uma nova clula
com #df cromossomas.
   _Todos os homens e todas as mulheres produzem clulas reprodutoras,
que so dife- rentes das outras clulas do corpo, pois contm somente
metade do nmero de cromosso- mas do que uma clula precisa para viver.
   _As clulas dos teus olhos, do teu corao, da tua pele, do teu
fgado, do teu crebro... contm #df cromos- somas. _A composio
gentica de todas as clulas  idnti- ca, pois resultou do mesmo vulo
fertilizado que foi o seu comeo.
       46 *_Como  determinado o sexo
   do beb*
   _A me contribui sempre com o cromossoma _X, e o pai pode contribuir
com o cromos- soma _X ou _Y.
   _Se a criana possui cro- mossomas _X_X ser do sexo feminino, se os
cromossomas forem _X_Y o beb ser do sexo masculino.
   _Como a me contribui sempre com o cromossoma _X, ser sempre o
cromossoma _X ou _Y do pai que determinar o sexo do beb.
Pccccccccccccccccccccccccccc _Cromossoma _X (.contribuio
   da me/) + _Cromossoma _X
   (.contribuio do pai/)
   = _Feminino (.sexo do
   beb/) _Cromossoma _X (.contribuio
   da me/) + _Cromossoma _Y
       47
   (.contribuio do pai/)
   = _masculino (.Sexo do be-
   b/) v---------------------------#
 _o que  o espermatozide?
   _o espermatozide  mins- culo e no se pode ver a olho nu. _Comea
a ser fabricado nos testculos, na puberdade, quando o hipotlamo manda
uma mensagem para a glndula pi- tuitria, que ento comea a fabricar
duas hormonas cha- madas _L_H (.luteinizante/) e _F_S_H (.folculo
estimu- lante/). _Estas hormonas es- timulam as clulas dos tes-
tculos, que passam a produ- zir a hormona testosterona e tambm os
espermatozides.
   _A hormona testosterona  a responsvel pelas caracte- rsticas
secundrias no ho-
       48 mem, isto , plos, aumento dos msculos, mudana de voz.
_Enquanto ests a crescer, a ter plos e a ficar mais musculoso, dentro
dos test- culos est a comear a pro- duo de espermatozides.
   _Um homem saudvel produz milhes de espermatozides durante a maior
parte da sua vida, tantos quantos forem necessrios.
   _Cada ejaculao contm a quantidade extraordinria de #djj a #fjj
milhes de esper- matozides. _Sabemos que s um deles  que vai ser
res- ponsvel pela futura criana. _Eles saem "nadando" no s- men.
   _o espermatozide pode ser dividido em cinco partes: a cabea, o
pescoo, o meio, a cauda e o fim da cauda.
   _Os espermatozides carre- gam parte da carga gentica que formar o
embrio que
       49 ser o beb.
   _A *cabea* do espermato- zide  coberta, na parte da frente, por
uma membrana que contm um lquido. _Esse lquido dissolve a membrana
que cobre o vulo, para o espermatozide poder penetrar nele.
   _ na cabea do espermato- zide que esto contidos os #bc
cromossomas, que so a contribuio gentica do pai para a formao de
um beb.
   _o *meio* fornece a ener- gia para a movimentao da cauda,
necessria para o espermatozide se movimentar por dentro dos rgos
repro- dutores da mulher.
   _A *cauda* possui centenas de fibras que fornecem ao espermatozide o
mximo de mobilidade e rapidez para ele "nadar" no lquido seminal.
   _o espermatozide  dotado de uma espcie de "radar", e
       50 quando ele penetra no corpo da mulher vai muito depressa 
procura do vulo para o fertilizar, como um *robot* bem programado que
sabe qual  o seu trabalho. _Ele vai bem preparado com todas as enzimas
(.lquidas/) que lhe permitem penetrar no vulo, que  muito bem
protegido.
   _Uma vez dentro do corpo da mulher, o tempo de vida de um
espermatozide  de #dh horas. _Como em cada ejacula- o saem milhes
de esperma- tozides, se a mulher est no perodo frtil, isto , com um
vulo  espera,  muito difcil um deles no chegar l. _Aps a relao
sexual, os espermatozides que no entraram no tero escorrem da vagina,
misturados com o smen.
   _Na masturbao os esper- matozides saem, morrem e no acontece
nada.
       51 _o caminho do espermatozide
  dentro do corpo do homem
   _Os espermatozides so fabricados nos testculos, armazenam-se no
epiddimo e viajam para o interior do corpo atravs do canal defe-
rente.
   _Quando o homem ejacula, os msculos dos canais defe- rentes, das
vesculas semi- nais e da prstata contraem- -se. _O esperma  ento
lan- ado na uretra prosttica, onde se mistura com os flui- dos
provenientes das vescu- las e da prstata.
   _Esses fluidos, acrescidos dos espermatozides, formam o smen que
ser ejaculado pela uretra.
       52
    _ejaculao/,poluo
    nocturna
   _pode acontecer que o s- men jorre durante um sonho ou quando o
rapaz se mexer de forma a provocar uma sensao agradvel no pnis.
   _o smen no sai de um s jacto, mas numa srie de jactos a que se
chama ejacu- lao. _Na primeira ejacula- o da tua vida, o lquido que
sai do pnis  um pouco pegajoso e transparente. _Nas vezes seguintes
fica mais leitoso e espesso. _Cada eja- culao produz pouco menos que
uma colher pequena de es- perma. _Os testculos fabri- cam o esperma ao
longo de to- da a vida. _No h perigo de acabar ou de se gastar todo.
  _A ejaculao pode dar-se durante o sono. _Isso  per- feitamente
normal e chama-se
       53 ejaculao nocturna. _A eja- culao nocturna ocorre ge-
ralmente durante um sonho relacionado com temas se- xuais.
   _Antes de ter esperma, o rapaz pode chegar ao orgasmo, ou clmax, mas
sem ter ejacu- lao. _A ejaculao mostra que a pessoa j tem esperma e
que pode engravidar uma mu- lher.
    _o vulo
   _Ser na puberdade, com a activao das hormonas se- xuais, que os
vulos amadure- cero e sero expelidos, um por ms, para as trompas.
_Geralmente  por volta dos #ac anos que o primeiro vulo amadurece e 
eliminado pelo ovrio. _Esse processo conti- nua at a mulher atingir
mais
       54 ou menos os #ej anos (.a menopausa/). _Nessa idade o ovrio
pra de eliminar os vulos. _Dos #ac aos #ej anos so eliminados
aproximadamen- te #djj vulos.
   _A fisiologia da mulher  muito mais complexa que a do homem, porque
 organizada em ciclos, que duram geralmente #bh dias. _Todos os animais
do sexo feminino tm um ciclo reprodutor que varia conforme a espcie.
   _A mulher entra na puber- dade quando o hipotlamo manda uma mensagem
para a glndula pituitria comear a fabricar as hormonas _L_H e _F_S_H.
_Essas hormonas acti- varo o amadurecimento do vulo que, no
fecundado, produzir a menstruao.
   _Ao contrrio do esperma- tozide, que tem que competir com milhares
de outros esper- matozides para chegar pri-
       55 meiro ao vulo, este s tem que esperar a chegada do
espermatozide. _Depois entra em grande actividade.
   _Comparado com o tamanho do espermatozide, o vulo  enorme. _Isto
porque ele contm a alimentao, a pro- tena e a energia necessrias
para o trabalho que se inicia depois da fecundao.
   _Bebs gmeos tm origem em uma das seguintes formas: de dois vulos
fertilizados, ou de um vulo fertilizado que se dividiu em dois.
   _Os ovrios da mulher pro- duzem, geralmente, somente um vulo maduro
por ms. _Excepcionalmente ocorre a produo de dois vulos madu- ros ao
mesmo tempo. _Se os dois vulos forem fertiliza- dos e se fixarem no
tero, a mulher ter gmeos. _Os bebs que nascem de dois vulos
separados e fertilizados por
       56 dois espermatozides distin- tos, so chamados gmeos
dizigticos. _No se parecem um com o outro e podem ser ou no do mesmo
sexo. _O outro tipo de gmeos so os monozi- gticos. _Os bebs que
nascem de um vulo fertilizado que se divide pouco depois de ocorrida a
fertilizao so iguais e sempre do mesmo sexo. _Gmeos triplos, qu-
druplos, quntuplos... geral- mente no so monozigticos.
   _a ovulao
   _Na puberdade a glndula pituitria segrega duas hor- monas: _L_H e
_F_S_H. _Essas hormonas estimulam as clulas dos ovrios a segregar
estro- gnio, que, por sua vez, faz as clulas imaturas do vulo, os
ovcitos, amadurecerem.
       57 _Essa maturao leva mais ou menos doze dias. _No #ab.o dia, o
vulo quebra o folcu- lo onde estava, que  como um saco. _Esse
fenmeno chama-se ovulao.
   _O vulo viaja ento, du- rante #c ou #d dias, pelas trompas de
_Falpio, em di- reco ao tero. _O vulo est vivo apenas no incio
dessa viagem, durante um perodo de #bd a #dh horas. _Depois desse
tempo, se no for fecundado, morre e segue o seu caminho.
   _Depois de o vulo romper a superfcie do ovrio deixa uma cicatriz,
que  chamada corpo amarelo. _As clulas dessa cicatriz fabricam a
segunda hormona sexual femi- nina, a progesterona. _Se a fertilizao
ocorre, o corpo amarelo continua a produzir progesterona.
   _A progesterona  que faz
       58 com que as paredes do tero engrossem para alimentar o vulo
recm-fertilizado.
   _Se a mulher no engravi- da, o ciclo comea novamente, e o corpo
amarelo  absorvido em poucas semanas.
  _a fecundao
   _No desenho a seguir o podes entender como se d a fecundao. _O
pnis erecto, dentro da vagina, acaba de lanar milhes de espermato-
zides. _Esses espermatozi- des so depositados na entra- da do tero.
   _Os espermatozides pene- tram no tero, nas trompas, e um deles
fertiliza o vulo, que passa a chamar-se ovo.
   _Aps ser fertilizado, o ovo continua a descer pela trompa at chegar
ao tero,
       59 onde se acomoda, e o embrio -- uma nova vida -- comea a
desenvolver-se.
   _Quando o espermatozide jorra do pnis e o pnis est dentro da
vagina, geralmente no h problema para ele chegar at ao vulo. _Mesmo
quando a ejaculao ocorre na entrada da vagina, sem pene- trao,
existe a possibilida- de de o espermatozide cami- nhar pela vagina,
entrar no tero, passar para a trompa e encontrar o vulo.
   _Quando o homem tira o pnis antes de ejacular, pensando evitar a
gravidez, pode ter sado, sem ele per- ceber, uma gotinha com mi- lhes
de espermatozides. _Se um chegar at ao vulo ocor- rer uma gravidez
indesejada.
       60 *_A penetrao do
   espermatozide no vulo*
   _Aqui vemos o vulo dentro da trompa o. _Observa que, dos milhes de
espermatozi- des ejaculados, poucos conse- guem atingir o vulo, e so-
mente um desses ir penetrar a substncia gelatinosa e fertiliz-lo.
_Chama-se zona pelcida a substncia gelati- nosa que rodeia o vulo e
que, aps a penetrao de um espermatozide, se torna es- pessa,
impedindo a entrada dos outros espermatozides. *_Aproximao da cabea
do
   espermatozide ao ncleo
   do vulo*
   _Separada da cauda (.que fica do lado do vulo e se decompe/), a
cabea do es- permatozide incha  medida que se aproxima do ncleo do
       61 vulo. _A cabea do esperma- tozide contm #bc cromosso- mas
e o ncleo do vulo con- tm #bc cromossomas. _Esses elementos parecem
pequenos pedaos de linha. ::::::::::::::::::::::::::: #a.
_Espermatozide chegando
    proximidade do vulo. #b. _Penetrao da cabea e
   parte mdia do espermato-
   zide, com rotao de
   #ahj%; forma-se a membrana
   de fecundao. #c. _Encontro dos ncleos e
   duplicao do ster. ::::::::::::::::::::::::::: *_Fertilizao*
   _Ento, o ncleo do esper- matozide une-se ao ncleo do vulo,
juntando-se os cromos- somas de ambos. _ nesse mo- mento que acontece a
fecun- dao. _O vulo transforma-se
       62 em clula-ovo. _Comea uma nova vida.
:::::::::::::::::::::::::::: #d. _Fuso dos proncleos
   feminino e masculino: o
   zigoto formou-se efectiva-
   mente neste momento. _Os
   cromossomas j esto du-
   plicados. #e. _Forma-se o fuso mittico
   e inicia-se a primeira
   diviso da vida do zigoto. #f. _o zigoto est a dar
   origem s duas primeiras
   clulas do novo ser. ::::::::::::::::::::::::::::: *_O vulo
fertilizado*
   _o vulo agora fertilizado passa a ter #df cromossomas e devagarinho
vai-se movendo na trompa em direco ao tero.
   _Algumas horas aps a fertilizao, o vulo divide- -se em duas
clulas menores.
       63 _Poucas horas depois essas duas clulas dividir-se-o,
formando quatro clulas, depois oito; e assim por diante.
   _Antes de cada diviso celular, todos os cromossomas so copiados, de
modo que ca- da clula nova receba a mesma combinao completa.
   _A bola de clulas atinge o tero aproximadamente cinco dias depois
da fertilizao. _As clulas chatas, do lado exterior da bola, formaro
a placenta e a membrana que protegero o beb dentro do tero.
   _o grupo pequeno de clu- las da parte interior da bola  que se
desenvolver num beb.
       65
     __vi. _Menstruao
   o _Todos os meses
   o _Ciclo menstrual
   o _Clicas
   o _Tampes, pensos absor- ventes e "toalhinhas"
       67
 _todos os meses _Querida _Marta, _Tenho #ad anos e meio
   e ainda no sou menstrua-
   da. _Acho que sou a nica
   do bairro. _A minha me
   no fala sobre o assunto. _Pode haver alguma
   coisa errada comigo? _Se
   eu tiver a menstruao
   nas aulas pode escorrer
   pelas pernas e toda a
   gente ver?
   _Um beijo da supera-
      miga _Eliana
  *_A menstruao  uma perda mensal de sangue na rapariga. _Ningum
poder dizer qual a idade em que uma rapariga ser menstruada: isso
ocorre
       68 entre os #i e os #af anos. _A mdia, no _Brasil,  de #ac anos
e #f meses. _Eliana, pergunta  tua me em que idade ela teve a primeira
menstruao, pois  provvel que contigo acontea o mes- mo*.
   _Poucas raparigas sero menstruadas aos #i anos, mas a maioria j
ter tido a pri- meira menstruao antes dos #af anos. _Uma rapariga
cuja menstruao no tenha apare- cido at aos #af anos dever consultar
um mdico ginecolo- gista.
   _Algumas mulheres no gostam de ficar menstruadas e chamam "incmodo"
 menstrua- o. _ muito bom quando a rapariga consegue viver esses
dias como algo natural e que no tem nada de vergonhoso. _Algumas
raparigas imaginam
       69 que est escrito na testa "estou menstruada" ou ento "ainda
no cresci". _No h sinais visveis para identi- ficar se uma pessoa 
mens- truada ou no. _E se existis- sem, qual seria o problema? _Todas
ns passamos pelo mesmo.
   _A chegada da menstruao anuncia que aquela jovem j tem os rgos
reprodutores amadurecidos, portanto pode engravidar e ser me. _Mens-
truar e poder engravidar faz parte de se tornar mulher e  motivo para
alegria e orgu- lho.
   _Uma vez por ms, um dos vulos da mulher amadurece e  expelido do
ovrio para a trompa. _A menstruao pro- priamente dita tem a durao
mdia de quatro dias. _Algu- mas mulheres ficam menstrua- das dois dias
e outras at oito dias. _Algumas tm pouco
       70 fluxo, isto , perda de san- gue, enquanto para outras o fluxo
 intenso. _Cerca de metade das mulheres nota pequenos cogulos
(.placas/) no seu fluxo.
   _ normal que aparea uma mancha de sangue durante o intervalo entre
uma mens- truao e outra. _Uma coisa que  normal para ti pode no ser
normal para outra pessoa. _Por isso  importante conhe- ceres o
funcionamento habi- tual do teu organismo.
   _Nos primeiros dois ou trs anos em que comeas a ser menstruada a
menstruao pode ser irregular, podendo mesmo demorar de #f meses at #a
ano o intervalo entre a primeira menstruao e a segunda. _No te
preocupes: isto significa apenas que a produo de vulos ainda no
ocorre regularmente. _O orga- nismo leva certo tempo para
       71 aperfeioar o seu mecanismo biolgico.
   _Quanto ao temor de seres menstruada sem aviso prvio,  tambm
comum, mas raramente motivo de vexame. _Sentirs as calcinhas molhadas e
ters tempo para arranjar uma so- luo. _Caso estejas na esco- la, fala
com a professora.
   _Depois de estabelecido o ciclo menstrual, ele pode ser alterado por
outros factores, como a doena, uma drstica perda ou um sbito aumento
de peso, nervosismo devido a alguma prova escolar ou ex- pectativa antes
de uma festa.
   _A suspenso da menstrua- o chama-se menopausa. _Ela ocorre entre
os #de e os #eb anos e  parecida com o in- cio, vai-se tornando
irregu- lar nas primeiras vezes, at que desaparece. _A partir da a
mulher j no pode ter filhos, porque o ovrio cessa
       72 de expelir vulos. _Mas ela continua a ter desejo e pra- zer
sexuais, mesmo durante a velhice, e  muito bom que seja assim.
   _A menstruao no impede relaes sexuais: essa  uma escolha do
casal. _ciclo menstrual
   _O ciclo menstrual  for- mado por trs fases, das quais a
menstruao  a fase do meio. _O ciclo  controla- do pelas hormonas
estrognio e progesterona, produzidas pelos ovrios.
   _o ciclo menstrual varia de uma mulher para outra. _O nmero mdio de
dias do ciclo  de #bh ou #bi. _Mas pode variar de #ba a #ce dias e
assim mesmo ser normal. _ importante para toda a
       73 mulher saber o seu ciclo menstrual para poder determi- nar o
perodo frtil.
   _Para saberes de quantos dias  o teu ciclo, marca o primeiro dia da
menstruao e o dia anterior ao incio da menstruao seguinte. _Faz
essa observao durante v- rios meses. _O nmero mdio dos dias que vo
de uma mens- truao at  outra constitui o teu ciclo.
   _Faz um crculo no primei- ro dia da menstruao e nos dias seguintes
enquanto hou- ver hemorragia. _Quando come- ar o novo ciclo, faz um
crculo de novo.
   _Por exemplo:
   _o primeiro dia de hemor- ragia foi no dia #ag e o ltimo no dia #bj.
_Imagina que o prximo ciclo comea no dia #ac, sendo o perodo de #d
dias tambm marcado com um crculo. _Se contarmos o
       74 nmero de dias entre o pri- meiro dia de um ciclo e o primeiro
do outro, teremos o nmero de dias do ciclo dessa pessoa: #bh dias. _Faz
a tua tabela para conheceres o teu organismo e saberes o teu perodo
frtil. *_fases do ciclo menstrual*
   _Enquanto o vulo amadure- ce, graas aos estrognios, as paredes do
tero comeam a engrossar para receber o ovo. _Isso demora mais ou menos
#ab dias.
   _Depois de o vulo ficar maduro viaja pelas trompas durante #c ou #d
dias. _At s primeiras #dh horas, a mulher est frtil, podendo
engravidar.
   _Quando o vulo sai do ovrio, as paredes do tero j esto mais
grossas, prepa- radas para o alimentar se ele
       75 chegar fertilizado.
   _Outra hormona feminina, a progesterona,  que provoca a preparao
do tero para uma possvel gravidez. _Caso o vulo chegue ao tero sem
estar fecundado por um esper- matozide, o fluxo da proges- terona e de
estrognios vai diminuindo. _Essa  uma men- sagem para o tero de que o
vulo no foi fertilizado. _Se o vulo no encontrar um espermatozide
dentro de um prazo de #dh horas, morre. _Ento o tero expele (.atra-
vs da vagina/) toda essa camada que havia sido prepa- rada para receber
o vulo fertilizado.
   _Esse fluxo -- mistura de sangue, vulo e outras clu- las que se
descamam do tero --  a menstruao.
   _Se o vulo for fertiliza- do, a progesterona continua a ser
fabricada e as paredes do
       76 tero permanecem grossas at ao final da gravidez. _Nor-
malmente no ocorre mens- truao nas mulheres grvi- das.
    _clicas
   _Um pouco antes ou durante a menstruao, algumas mulhe- res sentem
clicas que podem ser uma dorzinha suave ou mesmo uma dor forte. _A
maio- ria das mulheres no sente nenhuma dor, ou tem essa sensao
dolorosa somente de vez em quando. _A dor da clica no  imaginao, as
mulheres que sentem dor sen- tem mesmo.
   _A partir de uma semana antes da menstruao, algumas mulheres
sentem-se mais "pe- sadas", outras tm mais ener- gia; algumas dizem-se
mais
       77 deprimidas ou com mais faci- lidade para se emocionar ou
chorar; outras acham-se mais distradas. _Isso tambm  real.
   _No h nenhuma necessida- de de se sentir doente ou com vergonha.
_Ela pode continuar a fazer tudo o que fazia. _Apenas deve evitar fazer
um exerccio muito violento no primeiro dia de menstruao. _Nadar,
fazer desporto a que est acostumada... tudo bem.
   _Algumas raparigas preocu- pam-se com o cheiro da mens- truao e
tambm com o aumen- to do suor, nesse perodo. _A soluo  ser mais
cuidadosa com a higiene pessoal, usando desodorizante debaixo dos braos
e lavando a parte genital vrias vezes durante o dia. _Mesmo com pouca
he- morragia, o penso ou o tampo devem ser trocados frequente- mente,
no mnimo de #d em #d
       78 horas.
   _Existem algumas hipteses que tentam explicar a razo das clicas
menstruais:
   #a. _A contraco rtmica do tero, ajudando a expulsar o sangue
menstrual.
   #b. _A fabricao de uma quantidade excessiva da hor- mona chamada
prostaglandina, que pode fazer o tero con- trair-se com maior
intensida- de. *_o que pode ajudar*:
   -- *a longo prazo*: pode- -se procurar reduzir as cli- cas
praticando exerccios dirios regulares, especial- mente os que so
capazes de fortalecer e dar maior elas- ticidade aos msculos abdomi-
nais.
       79 :::::::::::::::::::::::::::: _Exerccio #a: _Levanta
gradualmente a
   cabea e o corpo sem usar
   as mos at que o teu
   torso esteja fora do cho. _Usando os braos,
   ergue mais o torso de modo
   que as tuas costas fiquem
   arqueadas. _Repete vrias
   vezes. _Exerccio #b: _Comea-o deitada sobre
   a barriga. _Segura os tor-
   nozelos com as duas mos,
   puxando-os para a frente
   em direco  parte da
   cabea. _Suavemente ba-
   lana para a frente e pa-
   ra trs. _Repete vrias
   vezes. _Exerccio #c: _Deita-te numa mesinha
   ou plataforma de uns #fj-
   -#ij\cm de altura, como se
   v no desenho o. _Coloca
   as mos no cho  tua
       80
   frente. _Curva os joelhos
   e suspende os tornozelos
   em direco s ndegas.
   _Ento, num movimento
   contnuo e suave, estende
   as pernas para fora de
   novo. _Continua at que
   possas faz-lo por seis
   minutos. :::::::::::::::::::::::::::::
   -- *a curto prazo*: exer- ccios, principalmente deita- da de barriga
para baixo, com as pernas esticadas, levan- tando somente o tronco e a
cabea, ou, na mesma posio, segurando as pernas e balan- ando.
   -- _O orgasmo alivia mui- tas mulheres. _Isto porque, depois do
orgasmo, os vasos sanguneos dessa regio ficam menos congestionados,
permi- tindo que o sangue saia mais facilmente.
   -- _Uma botija de gua
       81 quente, ou qualquer outra fonte de calor (.garrafa com gua
quente/), na parte baixa do abdmen pode ajudar.
   -- _A aspirina pode aju- dar, porque  um analgsico que actua sobre
as prosta- glandinas. *_Quando deves procurar um
   mdico*:
   #a. _Se a dor for muito forte em todas as menstrua- es, procura um
mdico, porque no  normal que seja assim e existem medicamentos para
no teres de sentir essa dor todos os meses.
   #b. _Se a menstruao du- rar mais de uma semana se- guida, saindo
sangue em vo- lume igual ao do primeiro dia.
   #c. _Se tiveres trs ci- clos menstruais seguidos com um intervalo de
tempo infe-
       82 rior a dezoito dias, ou mais do que trinta e cinco dias entre
um e outro.
   #d. _Se existir um corri- mento malcheiroso, branco ou amarelado, que
provoque comi- cho ou ardncia, provavel- mente causado por alguma
bactria. _Se no fizeres nada, a infeco pode conti- nuar e piorar.
*_No  verdade*: -- _Que no se deva lavar a
   cabea quando menstruada. -- _Que no se deva fazer
   desporto ou nadar. -- _Que no se possa mastur-
   bar-se durante a menstrua-
   o. -- _Que no se possa ter re-
   laes sexuais. -- _Que no se deva comer
   sorvetes. -- _que alguns alimentos fa-
   am mal quando se est
       83
   menstruada. -- _que a mulher menstruada
   se canse facilmente por-
   que perde muito sangue. -- _que, quando a mulher est
   menstruada, o d a perce-
   ber por algum sinal. -- _Que no se deva pisar um
   cho frio. _tampes, pensos absorventes
 e "toalhinhas"
   _Principalmente na poca em que se usavam "toalhinhas" higinicas e
existiam muitos *tabus* sobre a menstruao, a mulher preocupava-se com
a possibilidade de manchar a roupa de sangue. _Hoje, com os pensos
absorventes e os tampes internos, esse pro- blema foi reduzido e a mu-
lher pode praticar desporto e trabalhar sem receio de que
       84 isso acontea.
   _A proteco higinica ideal  aquela com que tu te sentires melhor.
_Depois da fabricao dos pensos absor- ventes industrializados, no se
usa mais a "toalhinha". _Entretanto, em lugares afas- tados da cidade,
ou se s vezes no h dinheiro para comprar os absorventes, pode ser que
te vejas obrigada a usar toalhinhas. _Nesse caso, deves ter vrias
"toalhi- nhas", troc-las com frequn- cia e lav-las muito bem aps o
uso. _No se deve nunca usar jornal, pois favorece a infeco.
   _o penso absorvente  fei- to de uma massa compacta de algodo, que
se coloca nas calcinhas. _Algumas raparigas prendem-no com um alfinete,
outras usam o penso aderente, que adere s calcinhas.
   _O tampo  uma espcie de
       85 tubo de algodo que se coloca dentro da vagina. _Geralmente 
usado por mulheres que j tiveram relaes sexuais. _Dependendo do
hmen, e de se colocar o tampo com fora, pode haver rompimento do h-
men. _No entanto algumas mu- lheres usam tampes sem deixar de ser
virgens.
   _o tampo pode ser de trs tamanhos e deve ser colocado inteiro no
interior da vagi- na; s o fio fica de fora, para puxar depois de
algumas horas.
       87 __vii. _Gravidez
   o _Fases do feto
   o _Parto
       89
   _Ficar grvida e dar  luz uma criana pode ser uma das experincias
mais emocionan- tes da vida de uma mulher. _Principalmente se o pai e a
me se amam e desejam essa criana.
   _ muito importante para o bom relacionamento do casal que a vida
sexual continue durante a gravidez, pois o desejo sexual permanece du-
rante os #i meses de desen- volvimento do beb.
   _A relao sexual e o or- gasmo so completamente se- guros, tanto
para a me co- mo para o beb. _O beb es- t envolto dentro de uma
membrana chamada saco amni- tico, cheia de lquido, e no h perigo de
o pnis entrar em contacto com ele ou de mago-lo. _Naturalmente o
       90 casal ter que adaptar as posies para ter relaes sexuais 
medida que a barri- ga da me for crescendo.
   _Depois de o beb nascer  aconselhvel um perodo de seis semanas
sem relaes sexuais, at os rgos repro- dutores da mulher voltarem ao
tamanho normal. _ uma poca em que o casal se sente pr- ximo e a
intimidade sexual, mesmo sem penetrao vaginal, pode ser muito
gratificante.
   _Os hbitos da mulher gr- vida no precisam de ser mo- dificados, e
os exerccios fsicos so aconselhveis.
 _fases do feto
   _Quando o vulo  fertili- zado e se aloja na parede do tero, ele 
um ncleo de clulas do tamanho de uma
       91 cabea de alfinete. _Chama-se ovo.
   _Pouco tempo depois, o ovo transforma-se num embrio, desenvolve um
sistema sangu- neo e o tero torna-se um r- go especial que fornece
oxi- gnio e alimento.
   _o feto recebe alimentos e oxignio directamente do sangue da me, e
os seus de- tritos so eliminados pelos rins maternos. _Os vasos
sanguneos que levam e trazem o sangue da placenta formam o cordo
umbilical. _Atravs desse cordo, o beb recebe alimentos. _Quando o
beb nasce, o mdico corta esse cordo que o une  me. _O seu umbigo 
o local de onde saa esse cordo.
   _o sangue do beb no se mistura com o da me: isto porque metade das
"instru- es" na sua formao vem do pai, e s vezes o beb pode
       92 ter um tipo de sangue que no combina com o da me. _Uma
mistura do sangue entre os dois seria semelhante a uma transfuso com o
tipo errado de sangue.
   _Algumas drogas e alguns vrus, como o da rubola e o da __SIDA,
podem atravessar a placenta e atingir o feto. _Por isso se aconselha as
mes a s tomarem remdios sob orientao mdica, a no ingerirem lcool
nem fumarem durante a gravidez.
     _PARTO
   _Fala-se muito das dores do parto e muitas mulheres ficam, sem razo,
com medo desse momento. _O parto , para a maioria das mulheres, uma
experincia de dor per- feitamente suportvel, logo
       93 superada pela alegria de ser me.
   _o anncio de que a hora do parto est prxima comea com dores
semelhantes s c- licas. _Essas dores trans- formam-se em contraces
(.a barriga fica dura/) e vm a intervalos espaados. _Essas contraces
vo ficando mais fortes e cada vez mais prxi- mas umas das outras.
_Nesse momento o colo do tero come- a a abrir-se, havendo a di-
latao desse espao para a sada do beb, e a membrana em volta do feto
rompe-se li- bertando o lquido. _ o que se chama rompimento da bolsa
de gua. _A mulher fica toda molhada e, s vezes, at con- funde esse
sinal com sada de urina. _Depois de a bolsa de gua se romper, o beb
est prestes a sair.
   _o parto natural pode ser com ou sem anestesia. _No
       94 mtodo de "parto sem dor", a gestante aprende, durante a
gravidez, exerccios de res- pirao e relaxamento. _Ela vai utiliz-los
durante o trabalho de parto, cada vez que ocorrer uma contraco
uterina. _O uso de anestesia  defendido por muitos pro- fissionais,
pois protege o organismo materno contra os esforos excessivos. _Existem
tambm: o parto _Leboyer, em que o beb, antes de se cor- tar o cordo
umbilical,  colocado sobre o peito da me; o parto de ccoras, como o
dos ndios; e o parto sub- merso, em que o beb nasce na gua, ambiente
semelhante ao lquido amnitico onde se en- contrava. _Existe tambm o
parto feito por cesariana. _Antigamente a cesariana s era feita com
indicao obs- ttrica: quando, pela posio da criana no tero, a me
ou
       95 a criana corriam riscos num parto natural, ou por falta de
dilatao do tero, o que no permitiria a sada do beb.
   _Actualmente alguns mdi- cos so muito criticados porque fazem
cesarianas di- zendo que  mais prtico (.marca-se o dia e a hora do
parto/), ou ento porque a parturiente o exige, acredi- tando que vai
doer menos.
   _o mais importante no  o tipo de parto, mas se a mu- lher est
feliz com o aconte- cimento, conta com o envolvi- mento do parceiro na
gravi- dez, tem confiana no seu obstetra e no mtodo escolhi- do.
pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Que condies achas que deveriam existir para uma mulher
engravidar?
   #b. _Por que razo os
       96 filhos so responsabilidade do homem e da mulher? _Na prtica
 isso que ocorre? _Porqu? _Como mudar?
   #c. _Faz uma encenao de como seriam as horas que an- tecedem o
parto e o momento da sua realizao.
   #d. _No poema a seguir tens uma expresso dos senti- mentos de uma
mulher grvida em relao ao filho que vai nascer. _Meu filho, iniciemos
j o nosso dilogo. _A tua vida est suspensa em
   mim, indita seiva nos percorre. _No sou apenas um, mas dois
   em ti -- um sangue de esperana nos
   inunda. _A mesma carne, a que dars
   outra existncia
       97  veia que nos une, e o mesmo
   esprito, onde paira a nsia de verdade se desdobra, intacto, em tua
   infncia: que cresas com ele, mais
   livre ainda, a realiz-lo por in-
   teiro. _Sei que me aguardam as tuas
   mos, primeiro frgeis, e os teus olhos, na procura
   de conquistar os contornos deste mundo; sei que necessitas das minhas
   mos e dos meus olhos para revelar-te os contactos,
   os significados e toda me apronto para rela-
   tar esse gratuito mistrio, essa
   fonte de beleza, que paira alm do cu e da misria.
       98 _ser-te- difcil ser algum com tantas exign-
   cias e renunciar, para criar re-
   laes possveis com teu prximo; sei que
   necessitas de muita coerncia para cres-
   ceres justo, sem ferir-te e a tua solido na terra desconexa; sei de
   tua inocncia e desconfiana, fora e re-
   ceio, amor e dio, e me transformo mais em caminho do que em
   seta: melhor rumo no me ocorre,
   alm do corao, para servir a tua
   existncia. _Um novo tempo surge em mim a cada instante, um tempo de
futuro, a que confio a tua vida.
       99 _o passado depura-se, e guar-
   do cada dia para ofertar-te o mais belo poente, o apelo dos perfumes
inten-
   sos, o sentimento exacto, a memria dos encontros to-
   tais. _Outra armadura e outra co-
   ragem no sei dar-te, que esse
   ncleo melhor, recolhido da humani-
   dade. _Na tua hesitao e dvida, escolha e alternativa hei-de
lembrar-te a subtileza da borboleta na imensido do vale; a constncia
verde do mar ininterrupto; a extrema voz do vento; a lquida firmeza da
vontade dos rios;
       100 a natureza toda pulsando no mais grave pensamento. _Meu
filho, ofereo-te uma terra que amo, um prximo que sinto como
   prximo um amanh que confio, um universo humano. _Neste amor, que
compartilho
   contigo no mais ermo de mim revelo este segredo onde possas erguer o
amor de ti mesmo. _Meu filho, eis o mundo; que saibas receb-lo.
   _lupe, _Cotrin,
      "_Iniciemos", in
      *_Encontro*.
      _So _Paulo,
      _Brasiliense,
      #aihd v---------------------------#
       101
   __Viii. _A vida sexual
  na puberdade
   o _vivendo as diferenas
   o _E o nosso desejo se- xual?
   o _Queremos mudar
   o _O que  o namoro?
   o "_Paranias" sobre a primeira relao sexual
   o _E como  a relao sexual
   o _Responsabilidade se-
 xual
   o _Abuso sexual
       103
   _vivendo as diferenas _Querida _Marta, _Fico um bocado atrapa-
   lhada por querer sair com
   o _Joo, beijar o _Filipe
   e namorar o _Jorge. _As
   minhas amigas acham que
   quero ficar com todos os
   namorados e os rapazes
   acham que s quero curtir.
   _Mas eu no consigo --
   acho que nem quero --
   decidir-me por um deles.
    _Beijos da _Luciana
    (.tenho #ab anos e
    meio/)
   _Querida _Luciana,
   *_ normal na tua idade querer conhecer vrios rapa-
       104 zes. _ uma poca em que  difcil escolher um s para
namorar e conhecer melhor. _Provavelmente  mais neces- srio perceberes
como os outros te vem, especialmente os rapazes, do que iniciar uma
relao mais profunda com outra pessoa, algo ainda desconhecido para ti.
_Nesse processo de adquirir autocon- fiana,  importante no ma- goar
os amigos e as amigas, que podem ficar ressentidos ou sentirem-se
usados*. _Querida _Marta, _Tenho vontade de ter
   relaes sexuais, mas com
   as raparigas que me ligam
   no  possvel. _Elas tm
   #ab-#ac anos e no ligam a
   essas coisas. _Como fazer?
   _Wilton (.#ad anos/)
       105
   _Querido _Wilton,
   *_Tu mesmo observaste que na tua faixa etria a maioria das raparigas
ainda acha que  demasiado cedo para ter relaes sexuais. _Tanto o
rapaz como a rapariga tm desejo sexual. _Mas cada sexo vive essa
necessidade de forma distinta, sendo que essa diferena na maneira de
vivenciar a sexualidade per- durar a vida toda. _E  mais acentuada na
puberdade*.
   _A puberdade  a poca em que as diferenas sexuais entre ser homem
ou ser mulher vo ser enfrentadas de forma mais acentuada. _Eles tm
posturas diferentes frente  vida e informaes e expecta- tivas
contraditrias adquiri- das atravs da educao. _Alm disso, os dois
sexos
       106 vo viver de forma distinta a experincia de se tornarem
seres capazes de reproduo.
   _Os rapazes tm uma proxi- midade com a sua sexualidade bem mais
intensa do que as raparigas. _Por volta dos #ae anos, quase todos os
rapazes se masturbam, enquanto metade das raparigas nunca se sentiu
"excitada". _Isto no quer dizer que no existam rapari- gas que de
imediato se aper- cebem do seu desejo sexual, se masturbam com a mesma
frequncia que os rapazes e se interessam pelo sexo com a mesma
intensidade.
   _A percepo da necessida- de e do desejo sexual parece no ser igual
para rapazes e raparigas. _Existe grande discusso sobre se essa si-
tuao tem a ver com caracte- rsticas biolgicas ou com a represso
pela sociedade da sexualidade da mulher. _As
       107 regras do que a mulher pode ou no fazer, do que est "certo"
ou "errado", do que  "bonito" ou "feio" foram criadas por cada
sociedade, aproveitando as caractersti- cas especficas de cada sexo.
   _As expectativas num namo- ro so, na maior parte das vezes, muito
diferentes para rapazes e para raparigas. _Enquanto a maioria dos rapa-
zes est ansiosa por uma maior intimidade sexual com as raparigas,
estas, geral- mente, esto interessadas em sair com eles, namor-los,
apreciar a sua companhia. _Mas a relao sexual ainda no faz parte da
sua vida.
   _Dificilmente os rapazes e as raparigas entendem que esto numa fase
mais de afir- mao e de necessidade de se fazerem queridos do que de
desenvolver relaes profun- das. _As raparigas tambm
       108 querem descobrir o sexo, mas a um ritmo diferente do dos
rapazes. _Muitas vezes eles surpreendem-se com o facto de as suas
tentativas de aproxi- mao serem aceites num pri- meiro momento e
rejeitadas no seguinte. _Esse recuo  in- compreensvel para a maioria
deles e passam a chamar a essas raparigas "caretas".
   _As raparigas assustam-se frequentemente com a intensi- dade do
desejo dos rapazes e muitas vezes no se sentem preparadas, ou tm medo
de corresponder com a mesma in- tensidade.
   _Saber essas diferenas quanto  vivncia sexual ajuda o jovem a
entender melhor o outro sexo.
       109
  _e o nosso desejo sexual?
   _Desde cedo que o rapaz tem que se acostumar a lidar com a ereco do
seu pnis. _Muitas vezes inconveniente e incontrolvel, a ereco
aparece quando o rapaz convi- da "aquela" menina para dan- ar, em plena
apresentao de um trabalho na sala de aula, ou ento quando ouve uma
m- sica incrvel... _ uma si- tuao com que todo o adoles- cente
aprende a conviver, e sofre um bocado enquanto isso no acontece.
   _Apesar de frequentemente a ereco surgir sem ligao com o sexo,
senti-la torna o rapaz mais consciente do seu desejo sexual do que a
rapa- riga.
   _A rapariga tambm sente desejo sexual. _S que essa atraco pelo
outro sexo no
       110  visvel. _Muitas nem perce- bem que a humidade na vagina 
a demonstrao da excita- o. _Alm disso, com fre- quncia a sociedade
reprime, acha feio que a mulher sinta desejo sexual.
   _Quando a jovem e o jovem vivem o marco da puberdade, que  a
menstruao e a eja- culao, a emoo  semelhan- te para os dois
sexos: espan- to, alvio, orgulho e, s vezes, at medo. _So comuns
pensamentos do tipo: "final- mente", "j chegou tarde", "e agora, como
ser?", "sou adulto?", "posso ter fi- lhos"...
   _A reaco a essa nova etapa da vida tem sido dife- rente nos rapazes
e nas rapa- rigas. _Para os rapazes, a ejaculao aumenta muito a
curiosidade de saber "como  fazer sexo" e de o experimen- tar. _As
raparigas no inter-
       111 pretam a menstruao como um "sinal verde" para iniciar a
vida sexual.
   _Essas dificuldades em re- lao ao desejo perduraro toda a vida.
_Isto porque o rapaz viver biologicamente na adolescncia o auge da
resposta sexual. _Tambm so- frer nessa idade presses sociais para
provar a sua po- tncia. _A mulher desenvolve- -se mais gradualmente.
_Se essa maturao sexual mais lenta ocorre somente devido  educao
repressiva ou tambm a factores biolgicos,  uma questo em aberto,
sendo o pico da sua resposta sexual na vida adulta.
pccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Quais so as preocu- paes que notas na rapariga quando ela
inicia a adoles- cncia? _e no rapaz?
   #b. _Encena situaes em
       112 que o relacionamento ou o namoro deu "asneira".
v-------------------------#
 _queremos mudar
   (._As raparigas no nascem com tendncia para lavar pra- tos nem os
rapazes com incli- nao para sustentar as mu- lheres/).
   _Em muitos lares, ainda  ensinado  rapariga que ela no deve
mostrar interesse pelos rapazes, procur-los ou telefonar-lhes. _Coisa
engra- ada! _Ao mesmo tempo, a me fica muito preocupada se ela no
arranja um namorado.
   _Para a rapariga a mensa- gem  contraditria: "no procures, mas
arranja", "pro- cura disfaradamente". _Ge- ralmente, o perigo da gravi-
       113 dez e de ficar mal vista  o nico tema de conversa que os
pais tm com a filha.
   _o sexo  apresentado  rapariga como algo perigoso e no como parte
essencial da vida, algo bom e fundamental para a realizao de uma
pessoa como ser humano.
   _Para o rapaz a mensagem tem o sentido contrrio: "namorar o mximo
possvel", "coleccionar todas", "no te prendas a nenhuma"... _Os ra-
pazes so, desde logo, incen- tivados a mostrar que so "homens" atravs
do sexo.
   _At a __SIDA aparecer, a maioria dos rapazes, apesar do receio de
contrair uma doena sexualmente transmis- svel, mas curvel, iniciava a
sua vida sexual com prosti- tutas ou "mulheres fceis". _Essa
experincia geralmente satisfazia a curiosidade do "como ", mas ficava
muito
       114 longe de ser to gratificante como  a relao sexual com uma
pessoa de quem se gosta.
   _Essa moral dupla ainda gera muita confuso entre os jovens.
_Contudo, houve uma mudana de atitudes face ao sexo: muitos
adolescentes j no concordam com o precon- ceito de que a rapariga 
"fcil" s porque  conquis- tada. _Um grande nmero de jovens de ambos
os sexos j no quer iniciar a sua vida sexual como antigamente.
_Preferem comear com algum que conhecem e de quem gos- tam.
   _Com a mudana do compor- tamento da mulher, as aspira- es quanto
ao futuro tambm so hoje outras: um grande nmero de raparigas j no
encara o casamento como a "profisso". _O casamento no  perseguido com
a finalidade de "no ficar para tia" ou
       115 "arranjar algum para cuidar de mim". _O casamento  enca-
rado como a busca de um com- panheiro para partilhar ale- grias,
tristezas, problemas e prazeres. _Hoje, um nmero cada vez maior de
raparigas v-se como pessoa que procura uma realizao afectiva e
profissional.
   _Os homens esto a cami- nhar devagar. _Muitos ainda querem uma
esposa integral- mente dedicada a eles, como foram as suas avs ou mes.
_Essa situao est a mudar  medida que as mulheres se posicionam de
forma diferente e exigem atitudes menos ma- chistas por parte dos
homens. _No so somente os homens que tm comportamentos ma- chistas, 
bastante comum uma mulher ter vergonha de a vizinha ver o seu marido a
lavar os pratos ou a roupa, ou uma rapariga achar que o
       116 rapaz tem obrigao de lhe pagar o cinema.
  _Avaliar os seres humanos de acordo com o seu sexo ainda  uma
caracterstica muito comum. _Numa pesquisa recente, filmaram um beb de
#i meses brincando e ouvindo uma campainha. _Esse filme foi mostrado aos
dois sexos, pedindo que descrevessem o comportamento do beb. _A metade
das pessoas foi dito que o beb era menino e  outra metade que era
menina. _As pessoas viram emoes diferentes a partir do sexo que
acreditaram ser o da criana. _Quando o beb cho- rou, as pessoas que
acredita- ram que era menino acharam que ele estava zangado, as pessoas
que acharam que era menina disseram que ela esta- va com medo. _Tanto os
homens como as mulheres acharam que o "menino" era mais activo do
       117 que a "menina".
   _Os esteretipos e papis sexuais, a forma de ser homem e mulher,
esto em transfor- mao. _Um sinal dessa mudan- a  o facto de poderes
con- versar sobre sexo na escola, o que era raro no tempo da tua me e
impossvel na poca da tua av. _As tuas bisavs e tetravs nem iam 
escola, porque se achava que no era importante a mulher aprender a ler.
_Esses comportamentos esto em constante transfor- mao, mas leva tempo
a serem assimilados pela sociedade. pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Vocs saberiam dar exemplos de um comportamento machista tanto
masculino como feminino?
   #b. _Quais as caracters- ticas de uma relao de igualdade? _Escolhe
aquela que para ti  a mais impor-
       118 tante.
   #c. _O que percebes como maiores preocupaes dos teus pais em
relao ao sexo? _Essas preocupaes tm razo de ser?
   #d. _As preocupaes dos teus pais so diferentes com o teu irmo ou
com a tua irm?
   #e. _Encena uma situao: a/) _Em que tu e os
   teus pais conversem
   acerca das preocu-
   paes deles; b/) _Em que apaream
   tratamentos diferen-
   tes para os dois
   sexos.
   #f. _Como se explica que parte das mulheres escolham manter-se
virgens enquanto outras se prostituem? v--------------------------#
       119 _o que  o namoro
   _o namoro  o primeiro passo para uma vida afectiva a dois. _Essa
poca pode ser muito boa, cheia de descober- tas e emoes novas. _Ao
mes- mo tempo, algumas vezes pode- rs ter dificuldade em enten- der os
teus sentimentos e as atitudes dos outros. _poders ficar fascinada por
algum e da a alguns dias nem enten- der como isso aconteceu. _
possvel que te envolvas per- didamente com uma pessoa e da a um tempo
estejas pro- fundamente apaixonado(.a/) por outra.
   _Outras vezes, inicia-se um namoro com tal envolvimen- to que tudo 
abandonado en- quanto dura o romance.
   _Nada disto significa que sejas irresponsvel ou que essas paixes
sejam maluqui-
       120 ces. _Elas fazem parte da adolescncia. _Tambm  natu- ral a
paixo por algum que nunca se viu pessoalmente, ou que nunca nos
prestou aten- o.
   _A intensidade dos senti- mentos e a rapidez com que essas emoes se
transformam dificilmente sero revividas na vida adulta. _Como tudo na
adolescncia  um pouco exa- gerado, s com o tempo perce- bers que
fazem parte da vida algumas situaes que parecem trgicas: ser deixada
por um namorado, ouvir um "no" da rapariga que nos atrai, ou no ter
par numa festa.
   _Ningum conquista todas as pessoas que deseja e isto no significa
que se seja me- lhor ou pior como ser humano.
       121 _Querida _Marta, _Nos livros que leio e
   pelas conversas que ouo
   apercebo-me das paixes
   que todos tm. _Eu no
   penso nessas coisas e no
   meu quarto no tenho von-
   tade de pr um pster de
   ningum. _Para falar a
   verdade, sinto-me sempre
   diferente. _Ser que sou
   normal?
   _Beatriz (.#ad anos
      e alguns meses/)
   _Querida _Beatriz,
   *_No  porque as paixes e paixonetas fazem parte da adolescncia
que tu devers ter uma neste momento. _Pro- vavelmente ainda vivers uma
situao dessas, mas as pes- soas tambm so diferentes e vivem em
momentos diversos e
       122  sua maneira os sentimentos de encantamento*. *_Qual  a
hora certa*?
   _No existe uma poca exacta para comear a namo- rar. _Tu  que vais
sentir quando chegou a altura.
   _o namoro  o encontro de duas pessoas que querem co- nhecer-se
melhor, e que vo ter uma aproximao fsica e um envolvimento emocional
diferente daquele que  pro- vocado por uma amizade.
   _ uma ptima possibilida- de quando um rapaz e uma rapariga que
simpatizam um com o outro comeam a namo- rar, podendo explorar juntos
essa amizade, a sexualidade e trocar segredos entre si.
   _Com #ab, #ac anos ainda  rara a situao de namoro mais prolongado.
_ uma fase
       123 mais de conhecimento do outro sexo e de avaliao e afir-
mao de si mesmo no grupo: os amigos e as amigas tm maior peso do que
qualquer namorado. _Com o avanar da adolescncia, o grupo vai perdendo
espao e o envolvi- mento com uma outra pessoa vai-se tornando mais
impor- tante.
   _Algumas raparigas, por terem sido educadas na base de que o sexo 
feio e peri- goso, fazem do namoro um bicho-de-sete-cabeas. _Ou namoram
s escondidas... _Provavelmente, em vez de aproveitarem tudo o que exis-
te de bom nessa fase, na maior parte do tempo sentem- -se culpadas e com
medo.
   _muitas vezes o rapaz receia namorar, pois tem medo que a rapariga
no se inte- resse por ele. _Ele demora um pouco a perceber que, se uma
       124 rapariga no est interessa- da, outra estar. _E mesmo que
seja difcil arranjar uma namorada, isso no deve ser confundido com o
seu valor como pessoa. _Querida _Marta, _Est a acontecer uma
   coisa gira na minha esco-
   la. _Ningum confessa que
   j namora. _Porque ser?
   _Andr (.#ac anos/)
   _Andr.
  *_Geralmente, o que aconte- ce  at o contrrio. _Muitos inventam
histrias para se sentirem os "bons". _Tanto ser o "bom" como esconder
costuma acontecer porque ainda  difcil combinar o grupo com o namoro.
_Aos poucos, as regras do grupo
       125 mudam e vo-se formando ca- sais de namorados que saem
juntos*. _Marta, _Eu tenho um primo
   muito "amaricado". _As
   raparigas andam atrs dele
   e ele... nada!. _A malta
   j comea a mandar bocas.
   _O pai dele tambm est
   preocupado e j pediu para
   eu o convencer a sair com
   raparigas. _O que  que
   acha que devo fazer?
        _Alberto (.#ae
           anos/)
   _Alberto,
   *_Como  difcil ser ho- mem! _Tem que se ser macho, namorar todas,
no chorar e saber tudo. _Porque  que no ajudas o teu primo mostrando
s pessoas que quando ele se
       126 interessar por algum no vai precisar de empurres? _Cada um
tem o seu ritmo prprio*.
   _Pode acontecer que o ra- paz queira namorar s para se exibir,
sentir-se homem e ser mais aceite pelo grupo. _fre- quentemente  para
"ver como ", ou at para ter uma expe- rincia sexual. _Algumas ra-
parigas tambm fazem isso. _o importante nessas experin- cias  ter
cuidado para no magoar o outro: ele ou ela podem ter expectativas dife-
rentes. *_A intimidade*
   _o namoro, de beijos e abraos no comeo, evolui de- pois para uma
maior intimida- de. _Os beijos tornam-se mais longos e mais ntimos.
_mui- tas raparigas e rapazes ficam
       127 atrapalhados com o primeiro beijo, porque acham uma ver-
gonha no saber beijar. _mas as pessoas no nascem ensina- das. _Com o
aumento do conhe- cimento um do outro e uma maior confiana nos seus
sen- timentos, os namorados apren- dem a conhecer-se como pes- soas e,
nessa troca de expe- rincias, podem ajudar-se bastante.
   _Essa maior intimidade afectiva pode levar a uma maior intimidade
fsica, por vezes chegando aos genitais. _Essa progresso da intimida-
de no acontece numa semana: e  bom que seja assim, pois  asneira
apressar essa pri- meira fase, que  uma apren- dizagem segura, sem
riscos de gravidez e muito agradvel! _ prefervel que a intimida- de
maior acontea quando o namoro j dura h bastante tempo: j se conhece
bem o
       128 prprio corpo e no se sente vergonha de conversar sobre sexo
com a outra pessoa. _E est-se preparado(.a/) para usar os mtodos
anticoncep- cionais.
   _Esse amadurecimento  uma preparao para uma vida sexual futura.
_Mas ateno: isto no  um manual! _Cada pessoa vai passar por essa
experincia  sua maneira. pccccccccccccccccccccccccccc
   _Os "coleccionadores" po- dem ser rapazes ou raparigas. _Em ambos os
casos o(.a/) jovem utiliza os outros sem respeitar os seus sentimentos e
os seus corpos. _Ao agir assim, acaba por no se res- peitar a si
prprio.
   -- _V se consegues des- crever este tipo de comporta- mento no homem
e na mulher.
       129 _Achas que existem diferen- as? _Porqu?
v---------------------------#
       131
     _ndice __iv. _rgos sexuais \\ #5 _v. _reproduo humana #da
__vi. _menstruao \\\\\ #65 __vii. _gravidez \\\\\\\ #87 __viii. _a
vida sexual
   na puberdade \\\\\\\\ #101
     _fim do _segundo _volume 
 _Marta _Suplicy pgina 41
  _sexo para _adolescentes
       por
 _Marta _Suplicy
  _Publicao em #c volumes
  _S. _C. da _Misericrdia
    do _Porto _c_p_a_c -- _Edies _Braille
    _r. do _Instituto de
   _s. _Manuel
  #djej __porto
      #aiig _terceiro _Volume
 _Marta _Suplicy
  _sexo para _adolescentes _Coleco _Grand._Angular/,#f
   _Edies _Afrontamento
  _R. _Costa _Cabral, #hei
     _Porto _Ttulo: _Sexo para
   _Adolescentes _Autora: _Marta _Suplicy _Reviso cientfica da edio
   portuguesa de _Jlio
   _Machado _Vaz *_C* #aiie, _Marta _Suplicy
   e _Edies _Afrontamento _ilustraes: _Walter
   _Caldeira _Fotos: _Fernando _Tomanik _Edio: _Edies _Afron-
   tamento _Capa: _Gil _Maia, sobre
   fragmentos de trabalhos do
   pintor _Jos de _Guimares _N.o de edio: #dhj _i_s_b_n:
#igb-#cf-#jcbb-#e _Depsito legal: #geafe/,#id _Impresso: _Litografia
   _Ach. _Brito _Acabamento: _Rainho 
   _Neves, _L.da -- _Santa
   _Maria da _Feira.
        5
   __Viii. _A vida sexual
  na puberdade (._continuao/)
   o _vivendo as diferenas
   o _E o nosso desejo se- xual?
   o _Queremos mudar
   o _O que  o namoro?
   o "_Paranias" sobre a primeira relao sexual
   o _E como  a relao sexual
   o _Responsabilidade se- xual
   o _Abuso sexual
        7
     "_paranias" sobre
  a primeira relao sexual
   _Talvez te parea cedo de mais para falar sobre a pri- meira relao
sexual. _Con- tudo, conversar e adquirir informaes  uma forma sau-
dvel de se preparar e poder decidir sobre a melhor forma e poca para
iniciar a vida sexual.
   _ comum as pessoas acha- rem-se informadssimas sobre o assunto. _
muito possvel que tenhas tido informaes erradas. _A respeito da pri-
meira relao, a rapariga pe mil hipteses, desde que "pode doer" at
que "vai ser uma experincia fantstica, como no cinema". _O rapaz s
        8 vezes tambm se sente preo- cupado com a sua reaco, se vai
ter ereco, se vai acertar na vagina...
  _Essas preocupaes so normais. _Quase toda a gente as tem antes de
viver a pri- meira relao sexual. _Mas  preciso saber que:
   #a. _A ruptura do hmen s di se a mulher estiver tensa e no
relaxar a musculatura vaginal. _No relaxando, ela no fica excitada,
portanto no lubrifica e torna mais difcil a penetrao do p- nis. _Se
a mulher relaxa e deixa as coisas acontecer, o organismo reage. _A
lubrifi- cao ocorre naturalmente e a penetrao acontecer sem grandes
problemas.
   #b. _Essa histria de "experincia fantstica" cria uma expectativa
que no 
        9 necessariamente verdadeira. _A primeira relao pode ser muito
boa, pois  uma expe- rincia de entrega, proximi- dade e unio como
nunca ti- veste antes. _Mas, em termos de sexo, a primeira vez no 
certamente o momento de maior prazer da tua vida. _ algo que est a
comear e ainda vai melhorar muito com o tempo e com a experincia.
   _Sobre os ombros do homem cai toda a obrigao de "sa- ber" como
fazer e ter que "produzir" uma ereco. _Na verdade, os rapazes sabem
to pouco de sexo como as rapari- gas e no precisam de mostrar que so
os maiores. _Aprender em conjunto  muito bom. _O casal demora um certo
tempo a conhecer-se e a descobrir o que agrada a cada um.
   _Se o homem no se preocu- par de mais com a ereco,
       10 ela vem naturalmente. _O mes- mo acontece com a lubrifica- o
da vagina: uma resposta natural do organismo face  excitao. _Basta o
beijo, a meiguice, e a ereco e a lubrificao aparecem.
   _Se os dois parceiros ficam preocupados com a "me- cnica do sexo",
acabam por sair da relao humana e pas- sam a controlar o processo para
ver se funciona. _Assim no acontece nada.
   _o importante na primeira relao  no ter planos de como vai
acontecer. _A melhor tcnica  simplesmente deixar acontecer.
   _Alto a! _Isto s  vli- do se a pessoa reflectiu muito e resolveu
assumir essa relao, inclusive tomando as precaues necessrias quando
no quer ter filhos.
       11 :::::::::::::::::::::::::::: _ele o -- _O meu pai vai
   ficar orgulhoso de mim. _ela -- _Sou a nica do gru-
   po que ainda  virgem. _ele -- _A malta vai morrer
   de inveja. _ela -- _Vou-me vingar do
   meu pai; ele vai ver. _ele -- _Se ela quer, porque
   no? _Uma a mais para a
   coleco! _ela -- _Eu no esperava que
   isto acontecesse. _ele -- _Se eu no for, cha-
   mam-me maricas. _ela -- _Se eu no digo que
   sim ele arranja outra
   namorada. _ele -- _O que dir ela se
   eu no quiser? _ela -- _Quero ser a rapa-
   riga mais popular da esco-
   la. ::::::::::::::::::::::::::::
       12 pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Poderias citar algu- mas condies que deveriam existir antes de
ocorrer a relao sexual?
   #b. _Existem motivos fre- quentes pelos quais se tem a primeira
relao sexual. _que achas?
   #c. _V, agora o, alguns motivos para no ter relaes sexuais. _O
que achas? v--------------------------# ::::::::::::::::::::::::::::
_ele -- _Onde curtir? _ela -- _E se ele conta a
   toda a gente? _ele -- _No sei como se faz.
   _Tenho medo de falhar. _ela -- _E se ele acha que
   sou "fcil"? _ele -- _E se ela for virgem? _ela -- _No encontrei
nin-
   gum com quem me apetea. _ele -- _E se o irmo dela
   souber?
       13 _ela -- _Morro de medo do meu
   pai e da minha me. _ele -- _E se ela achar o meu
   pnis pequeno? _ela -- _e se depois acabar o
   namoro? _ele -- _E se ela engravidar? _ela -- _E se eu engravidar?
   (.*/) :::::::::::::::::::::::::::
 .......... (.*/) _Essas questes e
  desenhos foram baseados no
  folheto *_Nossas paixes*,
  da srie "_Esse sexo que 
  nosso", _Fundao _Carlos
  _Chagas.
 _e como  a relao sexual?
   _Na relao sexual a exci- tao vai aparecendo com as carcias. _No
homem aparece a ereco e na mulher a lubri- ficao.
       14
   _Geralmente a mulher exci- ta-se mais devagar que o ho- mem. _O homem
acaricia a mu- lher antes da penetrao, que s deve acontecer quando
ela der sinais de que est pronta. _Nesse momento o p- nis penetra na
vagina: a mu- lher pode segurar o pnis para ajudar a penetrao.
   _Com o tempo e muito ca- rinho os dois vo descobrindo o que mais
agrada a cada um, qual a posio melhor, como controlar o momento da
ejacu- lao, como estimular o cl- toris ou a rea perto dele para a
mulher ter orgasmo. _A forma da relao sexual pode ser muito variada:
depende da opo do casal.
   _Nem sempre a primeira vez  um sucesso em termos de de- sempenho.
_Por outro lado, no h nada que impea de ser uma ptima experincia.
   _Se ele no tiver ereco,
       15 se ela no tiver orgasmo, se ele ejacular muito rapidamen- te
ou antes da penetrao... tudo isso pode acontecer nas primeiras vezes e
pode pare- cer uma tragdia. _No . _Pode acontecer a muitos casais.
_Basta no ficar a pensar nisso e tentar nova- mente.
   _Para ter um relacionamen- to sexual  preciso um lugar adequado,
onde no haja in- terrupes, com bastante tempo para no haver pressa.
_ importante estar bem con- sigo mesmo e com as suas con- vices.
_Caso no se queira uma gravidez,  preciso tomar precaues (.ver
_captulo _X/).
   _Entende bem: a relao sexual no  somente uma questo de local
adequado, tempo e cuidado para no engravidar. _Essas so as condies
necessrias depois
       16 de estar garantido o mais importante: uma pessoa de quem
gostas, por quem sentes atraco e com a qual tens intimidade e
confiana.
   _Nada disso adianta se achares que ests a fazer algo errado. _
fundamental iniciar a vida sexual nas condies em que te sintas bem.
   _Lembra-te: pode existir sexo sem amor e tambm amor sem sexo. _Mas
ser a combi- nao desses dois elementos que produzir a experincia
mais plena e gratificante do ser humano.
  _responsabilidade sexual
   _Sexo  uma rea em que  fcil magoarmo-nos. _Por isso  importante
ter responsabi- lidade sexual.
       17 *_E o que  a responsabilida-
   de sexual*?
   -- _ saber respeitar os seus sentimentos e o seu corpo.
   -- _ saber respeitar os sentimentos e o corpo do outro.
   -- _ pensar e tomar pro- vidncias quanto  possibilidade de gra-
videz.
   _A responsabilidade sexual implica tambm ter ideias claras sobre o
que aquela relao significa para si e para o outro.
   -- _ curiosidade?
   -- _ para ter filhos?
   -- _ para demonstrar amor?
   -- _ para ter prazer?
   -- _ tudo isso ao mesmo tempo?
       18
   _Nenhuma dessas possibili- dades  boa ou m em si mes- ma. _Na maior
parte das ve- zes, a satisfao ou o medo depois de uma relao sexual
derivam da honestidade que se teve para consigo mesmo e para com o
outro, do respeito que se teve por si mesmo e pelo outro, e de se correr
ou no riscos de uma gravidez indesejada.
   _Quando se decide ter uma relao sexual  importante que ambos os
parceiros tenham uma ideia bem clara do que pretendem com essas
intimida- des. _Imagina se o homem vai para a relao sexual porque se
quer divertir e a rapariga porque est apaixonada por ele. _Ele no a
respeita e engana-a quanto aos seus sentimentos. _Uma rapariga que tem
relaes sexuais para ficar grvida, se no discute isso com o parceiro
tambm o
       19 no respeita. _Se uma pessoa tem relaes sexuais porque "toda
a gente tem", no res- peita os seus prprios senti- mentos e o seu
corpo.
   _A responsabilidade em relao  possibilidade de gravidez  algo
extremamente srio. _Isto porque implica pr uma criana no mundo. _Essa
 uma responsabilidade dos dois parceiros.
   _A gravidez pode ocorrer desde a primeira relao se- xual, se a
rapariga estiver no perodo frtil. _Caso os dois no desejem ter
filhos, devem discutir a forma de anticoncepo a utilizar, antes de
iniciar a relao sexual.
       20
  _abuso sexual _Querida _Marta, _Meu tio, que tem quase
   a idade do meu pai, apal-
   pou-me. _Eu no sei que
   fazer. _Tem mal?
     _Um abrao da
        _Rosa (._Tenho
        #ac anos, mas
        pareo mais
        velha/)
   _Querida _Rosa,
   *_Foi muito bom levantares esse problema que, infeliz- mente,  mais
comum do que a maioria das pessoas pensa. _Ao que te aconteceu chama-se
abuso sexual, e no deve ser permitido. _Se uma pessoa mais velha,
heterossexual ou homossexual, quiser envolver- -se sexualmente com
um(.a/)
       21 adolescente,  bom evitar, porque essas pessoas geral- mente
tm problemas srios. _Caso o teu tio continue a insistir, fala com os
teus pais ou com a tua professora. _Se no tomarem providncias que te
faam "sentir" prote- gida, ameaa queixar-te  polcia.
   *_No permitas que essa experincia se repita e no tenhas medo das
ameaas, porque geralmente se no te intimidares e disseres que te
queixas aos teus pais ou  polcia a pessoa ficar com medo e no te
importunar mais*. Pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _vamos tentar pensar o que significa dentro da tua vida, do teu
dia-a-dia, ter respeito pelo outro. _Ocorre- -te alguma situao em que
exista e outra em que no
       22 exista respeito?
   #b. _Porque  que a con- versa  importante numa rela- o amorosa?
   #c. _Como reages quando as pessoas no pensam como tu em relao ao
sexo?
   _Seria interessante, de- pois, comentar as atitudes que cada um
mostrou na defesa das suas ideias.
   #d. _Na adolescncia, o amor  uma aprendizagem. _V o que dizem os
poetas:
       _i -- _Em mim sonhas um mar, um
   horizonte, murmuravas. -- _Ao ver-me rio
   e vento sabes que ao ser apenas lago
   e fonte s imvel, e sou teu movimen-
   to.
       23 _E sonhei mais. _Que em volta
   do teu rio fosse eu contorno e no teu
   vento eu fosse a flexvel resposta de um
   navio saciando essa procura que te
   trouxe. _e sonhei mais ainda pois
   sonhei tambm que me sonhavas. _Des-
   cobri que nem mesmo sonhaste o que
   te amei. _na manh do teu rio em que
   me apago ficaram, desse sonho onde
   vivi, as guas tristes que no
   foram lago.
      __ii _Que o amor assim perdido se
   conforme
       24 e renasa na forma de outro
   amor, embora sem ser meu. _Que se
   transforme num sorriso distante desta
   cor. _Que as mos, assim crispadas
   pelo sonho, repousem finalmente na ver-
    dade aceite e compreendida em que
   disponho os limites da estreita reali-
   dade. _Que o ramo onde te amava e
   me perdia em tristeza to grande no
   incorra sobrevivendo a altura em que
   eu vivia. _Que poesia e no lgrimas
   escorra dos meus olhos. _No sonho j
   desperto
       25 seja gua a responder ao teu
   deserto.
      __iii _Pouco sabeis de mim. _Hoje
   percebo que o segredo mais puro do
   que sou vos  desconhecido. _ um
   arremedo apenas do que sinto o que vos
   dou. _Se  receio vos largar o
   corao, talvez eu tema. _Sei o que 
   o silncio, a magia de compor a solido uma outra vez. _E sei que no
   conveno vossa distncia em minha
   entrega. _Perto ou longe, sois limite pr-
   prio. _Surda  em vs essa paixo em que
   desperto
       26 um arrepio que vossa paz
   perturba. _E intensa me contenho e mais
   no fao para atrair-vos ao cu que
   vos disfaro.
      __iv _Tudo acabou, bem sei, mas
   no importa. _No  s de futuro que amor
   vive. _o tempo em que se amou no
   mais se corta de ns; ainda sou muito do
   que tive. _Nessa entrega tambm me
   pertenci. _Tive dois corpos, duas al-
   mas, em braos mais longos envolvi o mundo.
   _Nasci de ns, por isso levo-te em
   meus traos.
       27 _No pesa que a verdade foi
   momento, a presena to breve e o
   desconexo desse sonho. _Restou-me o
   sentimento em que de novo te surpreendo
   em mim. _E o que foi belo, imvel num
   reflexo me enriqueceu de haver amado
   assim.
   _Lupe _Cotrin,
      "_amar de amor,
      amor de amor", in
      *_Encontro*.
      _So _Paulo,
      _Brasiliense,
      #aihd. _joo amava _teresa que amava
   _raimundo que amava _Maria que amava
   _Joaquim que amava _Lili que no amava ningum. _Joo foi para os
_Estados
       28
   _Unidos, _Teresa para o
   convento, _Raimundo morreu de desastre,
   _Maria ficou para tia, _Joaquim suicidou-se e _Lili
   casou com _J. _Pinto _Fer-
   nandes que no tinha entrado na
   histria.
   _Carlos _Drummond de
      _Andrade, "_qua-
      drilha" _De tudo, ao meu amor serei
   atento _Antes, e com tal zelo, e
   sempre, e tanto _Que mesmo em face do maior
   encanto _Dele se encante mais meu
   pensamento. _Quero viv-lo em cada vo
   momento _E em seu louvor hei-de espa-
   lhar meu canto
       29 _E rir meu riso e derramar
   meu pranto _Ao seu pesar ou seu conten-
   tamento. _E assim, quando mais tarde
   me procure _Quem sabe a morte, angstia
   de quem vive _Quem sabe a solido, fim de
   quem ama _Eu possa me dizer do amor
   (.que tive/): _Que no seja imortal, posto
   que  chama _Mas que seja infinito en-
   quanto dure.
   _vincius de _mo-
      raes, "_soneto de
      fidelidade" v---------------------------#
       31
     __IX. _Masturbao
   o _Masturbao
   o _Brincar aos mdicos
     33
  _masturbao
   _Masturbao quer dizer tocar ou acariciar de prop- sito os prprios
rgos geni- tais para obter prazer.
   _A masturbao  um acto que comea na infncia, cres- ce na
puberdade, diminui na vida adulta e prossegue na velhice. _Acompanha a
vida inteira do ser humano, com maior ou menor frequncia, dependendo da
idade e das possibilidades de encontro sexual de cada pessoa. _O pico da
masturbao ocorre na puberdade, por causa do im- pacto do incio do
funciona- mento das hormonas sexuais.
   _Por terem genitais dife- rentes, os homens e as mulhe- res
masturbam-se de maneiras
       34 diversas. _Cada pessoa acaba por desenvolver uma forma de
estimulao com a qual sente maior prazer.
   _Algumas religies ensinam que a masturbao  moralmen- te errada,
embora reconheam que  muito frequente e quase inevitvel. _Se te
preocupas com a ideia de te masturbares conversa com algum da tua
confiana. _O principal  estares tranquilo contigo mesmo, sabendo que a
mastur- bao  um fenmeno natural e que no prejudica a sade.
   _At o comeo do sculo __XX, o acto de se masturbar era considerado
perigosssi- mo, com consequncias to srias como a cegueira, a surdez,
a debilidade mental e a loucura.
   _Na poca dos teus pais atribua-se  masturbao a responsabilidade
pelas espi- nhas, pela palidez e pelos
       35 problemas sexuais do homem e da mulher depois de adultos.
   _Hoje em dia, s vezes ainda se ouve dizer que a jovem que se
masturba no vai atingir o orgasmo quando tiver relaes sexuais, pois
ficou "viciada". _H quem diga que o homem que se mas- turba muito fica
"fraco" e deixa de conseguir ter rela- es sexuais. _Como se fosse
verdade que o homem tivesse uma quantidade "pronta" de esperma e que,
usando tudo, acabasse!
   _Pesquisas actuais sobre o comportamento sexual mostram que a maioria
dos homens e das mulheres que se masturbam conhece melhor o seu prprio
corpo e, portanto, tem maior possibilidade de atingir o orgasmo na
relao sexual.
       36
    _brincar aos mdicos
   _Acontece, e  normal, os meninos masturbarem-se em grupo, ou um
menino tocar o pnis do outro menino, mas- turbando-o. _Quando isso
ocorre, s vezes o menino pode ficar preocupado achando que  anormal ou
homossexual. _Esses "jogos sexuais" so normais na fase de crescimen-
to, significam apenas que ele se est a desenvolver normal- mente. _As
meninas tambm tm brincadeiras sexuais, como quando brincam aos mdicos
ou a outras brincadeiras em que as meninas e os meninos se tocam.
   _Os jogos sexuais entre crianas da mesma idade fazem parte de um
desenvolvimento sadio da sexualidade no ser humano e so uma preparao
para a vida sexual a dois.
       37
   _A masturbao s embaraa e prejudica quando provoca culpa ou
vergonha na pessoa, passando a ser fonte de con- flito e de baixa
auto-estima. _Como no caso de algum que acha a masturbao errada.
_Prope-se evit-la, mastur- ba-se e sente-se mal. _Fica a gostar menos
de si, por achar que no tem fora de vontade, que pecou, etc. _O que
faz mal  a pessoa sentir-se culpada e no a masturbao em si.
   _Geralmente, essa culpa vem da informao errnea de que a
masturbao faz mal, consequncia dos preconceitos acerca do prazer.
   _A frequncia da masturba- o varia muito: enquanto uns se masturbam
uma vez por ms ou por semana, outros fazem- -no trs vezes ao dia.
_Isto  de mais? _A masturbao  "de mais" quando a pessoa
       38 passa a maior parte do dia a masturbar-se. _ o mesmo "de
mais" que seria uma pessoa passar o dia todo a comer, a ver _T_V ou a
ler, sem conse- guir ter outras actividades ou interesses.
   _O facto de uma pessoa s se masturbar e no ter con- tacto com
outras pessoas indica algum problema. _Algu- mas raparigas ou rapazes
podem achar mais fcil a masturbao e a fantasia do que sair, conhecer
e namorar algum.
  _s vezes a pessoa pode es- tar com medo de levar um "no", acha-se
"feia", acha que ningum gosta dela. _Em- bora essas "paranias" atra-
palhem, elas podem ser resol- vidas conversando com algum, em vez de
ficar no quarto a masturbar-se. _Isto no quer dizer que sejas anormal
se te masturbares para aliviar a
       39 tenso provocada por algum desses problemas. _A mastur- bao
pode at aliviar, mas no vai resolver a questo. _Mesmo sem ter
problemas,  comum a pessoa masturbar-se e isso no deveria ser motivo
de preocupao.
   _O bom senso indica quando a masturbao est a ser prejudicial:
quando tende a tornar-se uma alternativa para a vida real, ou simples-
mente a forma de disfarar a falta de parceiro(.a/) sexual e de aliviar
a tenso provo- cada pelas mudanas da puber- dade.
pccccccccccccccccccccccccc
   #a. _dizem erradamente que a masturbao:
   -- torna maiores o pnis ou a vulva;
   -- provoca doenas;
   -- deixa sinais em quem se
       40 masturba;
   --  tpica das prostitu- tas;
   -- faz crescer o peito dos homens;
   -- aumenta o volume dos plos;
   -- faz olheiras.
   #b. _Qual a razo dessas crenas?
   #c._existem pessoas que preferem ficar no quarto a masturbar-se e a
sonhar com algum do que sair, conhecer e namorar mesmo. _Que formas
haveria de sair desse mundo de sonhos? v---------------------------#
       41
  _x. _Mtodos anticoncepcionais
   o _Anticoncepo
   o _Preservativo
   o _Mtodo natural
   o _Plula
   o _Diafragma
   o _D_I_U
   o _Mtodo _Billings ou do muco cervical
   o _O coito interrompido
       43
 _anticoncepo
   _Se leste com ateno este livro at aqui, j sabes que  impossvel
engravidar com um beijo, ou por se sentar num banco do autocarro que
acaba de ser usado por um homem, ou por beijar um p- nis... e por a
fora.
   _Mas no  tudo claro, como provam as seguintes dvidas da _Yvone, da
_Elsa, da _Fernanda e do _Ricardo:
   #a. _Se tiver relaes de p, pode haver gravidez?
   #b. _Se saltar depois da relao, engravida-se?
   #c. _Se se tomar um duche vaginal aps a relao, evi- ta-se a
gravidez?
   #d. _A relao sexual
       44 durante a menstruao evita a gravidez?
   #e. _E se for a primeira? _Pode dar gravidez?
   _A resposta para todas essas perguntas  que nenhum dos "cuidados"
apresentados constitui um mtodo anticon- cepcional. _Vamos ver porqu.
   _Se decides ter relaes sexuais e no desejas ter filhos, tens que
te preparar __ANTES, para evitar engravi- dar. _No vs nessa de "a mim
no me vai acontecer", "hoje no deve ser dia", "estou com sorte"...
porque a maioria dos casos de gravidez em adolescentes no ocorre com
raparigas que no sabiam quando isso podia acontecer, mas com raparigas
que achavam que com "elas" no ia aconte- cer.
   _Caso no seja usado ne- nhum mtodo anticoncepcional
       45 e ocorra uma relao sexual,  bem possvel que a mulher
engravide. _s vezes acontece logo na primeira relao.
   _H casos raros em que a mulher virgem engravida (.mesmo sem o
rompimento do hmen/). _Isso pode acontecer se o homem ejacular 
entrada da vagina e ela estiver no perodo frtil.
   _Mesmo se j tiveste rela- es sexuais e no engravi- daste, foi
pura sorte. _Ficar grvida ou engravidar algum  um assunto demasiado
srio para ser resolvido "pela sorte".
   _Algumas pessoas resolvem o problema da gravidez no tendo relaes
at ao casa- mento. _Outras, que se sentem bem tendo sexo sem pretender
formar famlia, tm que usar o anticoncepcional mais ade- quado. _No
adianta imaginar que "a mim no vai aconte-
       46 cer": acaba por acontecer.
   _Para fazer um filho so necessrias duas pessoas. _O rapaz  to
responsvel como a rapariga e devem conversar sobre a deciso de como
evi- tar filhos. _Caso sintam vergonha de conversar sobre o assunto, no
devem ter rela- es sexuais, pois no esto preparados.
   _ preciso ter bem claros os motivos pelos quais se quer engravidar.
_Existem pessoas que querem ter filhos por motivos muito tolos:
:::::::::::::::::::::::::::: -- "_assim ela no vai namo-
   rar com os outros". o -- "_vou ter um beb s para
   mim". -- "_assim ele vai ficar
   comigo para sempre". -- "_o meu pai vai ver que j
   no sou uma criana". -- "_vou provar que sou ma-
       47
   cho". -- "_quero ver se ela gosta
   de mim". ::::::::::::::::::::::::::::
   _H outras que engravidam estupidamente: ::::::::::::::::::::::::::::
-- "_ai que vontade. _quero
   l saber!". -- "_essas coisas s aconte-
   cem s outras". -- "_ela que tome cuidado, o
   problema no  meu". -- "_deixa isso comigo. _na
   altura eu tiro fora e tudo
   bem". -- "_acho que ela toma a
   plula". -- "_vamos ter relaes de p
    e depois lavas-te". -- "_ a primeira vez, por
   isso no h perigo". -- "_Acho que ele sabe o que
   deve fazer".
       48 -- "_Se engravidar, depois
   vejo o que hei-de fazer".
   (.*/)
 .......... (.*/) _frases obtidas
   atravs de pesquisas rea-
   lizadas pela _Fundao
   _Carlos _Chagas -- "_Esse
   sexo que  nosso". ::::::::::::::::::::::::::::
   _ comum os jovens irem adiando a deciso de procurar conscientemente
o melhor m- todo anticoncepcional a ser usado, achando que no vo ter
relaes ou que, se tive- rem, a rapariga no vai en- gravidar.
   _Em conversa com raparigas que engravidaram percebe-se que elas
tinham uma ideia bem clara da possibilidade de ficarem grvidas. _Ento
porque  que deixaram que isso acontecesse?
   _Com dificuldades em assu-
       49 mir uma vida sexual, com muitas dvidas e conflitos, os
adolescentes no tm ge- ralmente condies para tomar essa deciso, nem
tm fora de vontade para controlar a intimidade sexual de modo a evitar
que isso acontea. _As coisas vo "rolando". _Quando percebem, a
rapariga engravi- dou.
   _Encarar o problema de frente, tomar a resoluo de escolher o
anticoncepcional ou ento de no ter relaes sexuais  algo que fica na
gaveta at que explode o problema gravidez.
   _Tudo isto deves pensar com cuidado, pois quando resolveres comear a
tua vida sexual ters que fazer a tua escolha do mtodo anticoncep-
cional __ANTES da primeira relao. _Mas antes de come- ar a usar
qualquer mtodo deves ir ao ginecologista:
       50 sozinha, com a tua me ou com o teu parceiro. _No existe o
"melhor" mtodo, existe o que  mais adequado para ti. _O mdico
explicar os mtodos disponveis e orientar a tua escolha.
   _O principal  que o mto- do seja seguro (.pois no se podem correr
riscos/), no prejudique o prazer sexual e que o casal concorde que o
mtodo escolhido  bom. _To- dos eles tm vantagens e desvantagens, e
uns so mais seguros do que outros. _Vamos conhecer alguns.
  _PRESERVATIVO
   _o preservativo tambm  chamado "camisa-de-vnus" ou camisinha. _
um invlucro de borracha fina, que vem enro- lado e  colocado no pnis
       51 erecto antes de ele entrar na vagina.
   _Quando se coloca o pre- servativo deve ser deixada uma folga na
ponta para o smen ficar depositado. _Essa folga  tambm a sua seguran-
a para a borracha no reben- tar. _Quando o homem ejacula, o smen fica
dentro dessa folga do preservativo e por isso os espermatozides no
chegam at ao vulo. _O pre- servativo deve ser retirado com o pnis
ainda erecto. _Os preservativos so vendidos nas farmcias e
supermercados e qualquer pessoa pode com- pr-los. _No escolhas os
modelos s porque so mais baratos ou porque so colori- dos ou por
qualquer parvoce do gnero. _Procura uma marca conhecida. _O
preservativo vem em tamanho nico, serve para qualquer tamanho de pnis.
_usa-se um preservati-
       52 vo novo para cada relao.
   _Quando usado correctamen- te e com geleias ou creme espermicida
(.que mata os espermatozides/), a seguran- a  quase total. _A mulher
aplica o creme na vagina. _A geleia espermicida encontra- -se nas
farmcias.
 _mtodo natural
   _Como o nome diz,  um mtodo natural, que no uti- liza produtos
qumicos nem materiais estranhos ao corpo. _ um mtodo que consiste em
descobrir os dias em que  mais fcil engravidar. _Para ser eficaz, a
mulher tem que ter uma menstruao regular, que no se adianta nem atra-
sa.
   _Para saber qual o ciclo menstrual e se s regular, 
       53 necessrio anotar mensalmen- te, durante #h a #ab meses, os
dias das menstruaes. _Se a mulher for regular, o ciclo vai ser sempre
de #bh em #bh dias, ou de #cj em #cj dias, etc.
   _Deve anotar-se o primeiro dia da menstruao como o primeiro dia do
ciclo, e o dia anterior ao incio da menstruao seguinte como o ltimo
dia do ciclo (.ver captulo __VI/).
   _Num ciclo de #bh dias a ovulao ocorre geralmente #ad dias depois
do incio da menstruao. _No se deve ter relaes #c-#d dias antes e
#c-#d dias depois da ovula- o. _Para quem quer evitar a gravidez, os
dias mais segu- ros so:
   -- os dias da menstruao;
   -- #c dias depois da mens- truao;
       54
   -- #g dias antes da mens- truao.
   _Este mtodo no  de con- fiana, pois um grande nmero de mulheres
no so regula- res, principalmente as jo- vens, nas primeiras mens-
truaes. _Se a pessoa for regular e tiver relaes s nos dias de maior
segurana, este mtodo poder funcionar bem, embora uma indisposio ou
uma preocupao forte possam afectar a ovulao. _A eficincia  muito
maior se se usar conjuntamente o mto- do do muco cervical (.ou mtodo
_Billings/), descrito mais adiante. _O mtodo natu- ral no  um mtodo
aconse- lhvel para quem no pode correr risco de gravidez.
       55
     _plula
   _A plula  um comprimido feito com hormonas no-na- turais. _ o
mtodo mais se- guro de anticoncepo, desde que a pessoa no se esquea
de a tomar.
   _Adolescentes com menos de #d anos de menstruao regu- lar no devem
tomar plulas, pois as hormonas sintticas podem prejudicar a formao
dos seus rgos reprodutores.
  _A plula evita a gravidez porque no deixa o vulo sair do ovrio e
engrossa o muco que fica na vagina, no dei- xando o espermatozide pas-
sar.
   _o tipo mais comum de p- lula  a que vem em carteiras com #ba
comprimidos. _Comea a tomar-se, uma por dia, #e dias depois do incio
da menstruao. _A menstruao
       56 aparece de #b a #e dias de- pois de terminada a carteira. _A
plula deve ser tomada todos os dias,  mesma hora, qualquer que seja a
hora escolhida.
  _Como existem vrios tipos de plulas, com dosagem hor- monal
diferente, deves procu- rar um mdico para te orien- tar sobre qual  a
melhor para ti.
   _No primeiro ms em que se comea a tomar a plula  aconselhvel
usar tambm outro mtodo anticoncepcio- nal, como o preservativo. _Isto
porque muitas vezes a ovulao ainda pode ocorrer nesse primeiro ms.
   _A plula tem muitas con- tra-indicaes, mas quase todas se referem
a mulheres de mais de #ce anos, que fumam mais de #ae cigarros por dia,
que tm tenso alta ou diabetes, que tiveram
       57 cancro no seio ou no ovrio, ou tiveram hepatite recente-
mente.
   _Actualmente fazem-se pesquisas sobre uma plula masculina. *_A
plula do dia seguinte*
   _Existe um medicamento, relativamente novo, que  a "plula do dia
seguinte". _Para se tomar esse anticon- cepcional  preciso no ter tido
nenhum tumor da mama ou dos rgos reprodutores. _Este medicamento s
faz efeito se for tomado at #gb horas aps a relao sexual. _H
numerosas e srias con- tra-indicaes, e por isso  necessrio
consultar o mdico antes de o usar.
       58
   _diafragma
   _o diafragma  uma capinha de borracha que deve ser co- locada na
parte mais profunda da vagina, tapando a entrada do tero. _Dessa forma,
os espermatozides so impedidos de entrar no tero, subir pela trompa e
encontrar o vulo. _O diafragma s deve ser retirado oito horas de- pois
da relao sexual, pois esse  o tempo que os esper- matozides
sobrevivem na vagina. _Deve ser lavado e guardado para ser colocado
novamente. _O diafragma  colocado na altura da rela- o, ou mesmo duas
horas an- tes.
   _Este mtodo, para ser mais eficiente, deve ser usa- do com geleia ou
creme esper- micida. _O creme  colocado dentro do diafragma antes da
       59 relao sexual.
   _Para usar o diafragma,  necessrio ir ao mdico, que tirar a
medida exacta do tero e ensinar como o colo- car e tirar para que a
mulher possa faz-lo em sua prpria casa.
   _A vantagem do uso do dia- fragma est em ser um mtodo que no
interfere com o ciclo menstrual. _No entanto, exige consulta mdica.
     _D_I_U
   _D_I_U quer dizer "_Dispo- sitivo _Intra-_Uterino". _consiste num
dispositivo de cobre ou de plstico, que  colocado pelo mdico dentro
do tero. _Esse dispositivo impede que o espermatozide atinja o vulo
ou que o vu- lo, j fertilizado, se im-
       60 plante nas paredes do tero e o feto se desenvolva.
   _Muitos mdicos no reco- mendam o _D_I_U para adoles- centes ou
mulheres que nunca foram mes. _mtodo _billings
     ou do muco cervical
   _O muco  uma espcie de catarro grosso que sai da va- gina e muda de
consistncia quando a mulher est no pe- rodo frtil.
   _Quando a menstruao termina, a vagina fica seca por #b ou #c dias.
_Depois ela fica molhada. _ sinal de que o perodo frtil vai comear.
_Podes saber que ests frtil quando sai da vagina um muco (.um lquido
grosso/) claro, pegajoso, com consistncia semelhante 
       61 clara de ovo cru. _Nessa altura, a ovulao est para
acontecer ou a acontecer. _Depois da ovulao a vagina fica novamente
seca at  prxima menstruao.
   _Para evitar filhos, no se deve ter relaes nos dias com muco
(.dias molhados/). _S  seguro ter relaes nos dias sem muco (.dias
secos/). _Combinar este mtodo com o mtodo natural aumenta o grau de
segurana. _Quando a mu- lher est com corrimento, produto de alguma
infeco, no se deve orientar pelo mtodo _Billings.
    _o coito interrompido
   _O coito interrompido tambm  uma forma comum de tentar evitar a
gravidez, mas pouco segura. _Consiste em o
       62 homem retirar o pnis da va- gina no momento em que vai
ejacular. _Contudo,  fre- quente a sada de gotas de smen antes da
ejaculao. _Uma gota carregar milhes de espermatozides e resulta- r
em gravidez se a mulher estiver no perodo frtil.
   _Este mtodo tambm  psicologicamente desaconse- lhvel, pois pode
prejudicar o desempenho e o prazer se- xual do casal. _Alm disso 
muito difcil para os jovens saberem exactamente quando vo ejacular. _O
stress acaba por ser muito grande para os dois parceiros e assim o acto
amoroso perde muita da sua espontaneidade. Pccccccccccccccccccccccccc
   _Como vocs viram, para a populao em geral,  parte o preservativo,
todos os mto- dos anticoncepcionais so da
       63 responsabilidade da mulher. _Espera-se que as pesquisas
coloquem no mercado novos mtodos de utilizao tambm masculina.
   _Mesmo assim, a responsa- bilidade pela gravidez  do homem e da
mulher. _Portanto, o mtodo anticoncepcional  para ser discutido pelo
ca- sal.
   _Mentir sobre o uso do anticoncepcional tem geral- mente
consequncias pssimas! _Tanto para o rapaz que diz que vai usar o
preservativo e na altura no o coloca, como para a rapariga que diz
estar a tomar a plula e no est. _Um casamento ou um relacio- namento
amoroso que comeam assim tm poucas hipteses de dar certo.
   _Caso tenhas tido relaes sexuais sem teres utilizado
anticoncepcional, ou o pre- servativo tenha furado na re-
       64 lao, e aches que podes es- tar grvida ou ter engravida- do
algum, conversa com os teus pais ou com um adulto responsvel. _Por
maior que seja o teu receio dessa con- versa,  melhor t-la o mais
depressa possvel.
   _No queiras "livrar-te" da gravidez sozinha ou com uma pessoa que
no seja um mdico. _As consequncias podem ser muito srias para a tua
sade fsica e psquica. v---------------------------#
       65 __XI. _Homossexualidade
   o _O que ?
   o _Amizade exclusiva
       67
    _o que ?
   _Homossexualidade  o envolvimento sexual com uma pessoa do mesmo
sexo. _Na mulher chama-se homossexuali- dade feminina ou lesbianismo.
   _Um dos pioneiros na rea da sexualidade, _Kinsey, ob- servou,
atravs de uma ampla pesquisa, que poucas pessoas (.#d|% dos
pesquisados/) so totalmente homossexuais ou totalmente heterossexuais
(.s sentem atraco pelo outro sexo/). _Na realidade, os seres humanos
apresentam uma enorme variao no seu comportamento sexual.
   _A maior parte dos hete- rossexuais j teve alguma experincia sexual
com uma pessoa do mesmo sexo.
       68
   _Gostar da companhia de pessoas do mesmo sexo, ter tocado nos rgos
genitais ou ter tido uma relao sexual com uma pessoa do mesmo sexo faz
parte da experincia da maioria das pessoas e no quer dizer que se 
homosse- xual. _Quando a pessoa  homossexual, ela s gosta de ter
relaes sexuais com o mesmo sexo e, quando se mas- turba, o que a
excita e pro- duz ereco ou lubrificao  a imagem ou a fantasia com o
mesmo sexo. _Dificuldades nas primeiras relaes ou timidez frente ao
outro sexo tm mais a ver com preocupao e an- siedade do que com
tendncias homossexuais.
   _No se sabe ao certo porque  que uma pessoa  ho- mossexual. _O
homossexual no tem cromossomas, sangue, glndulas ou hormonas dife-
rentes do heterossexual.
       69 _Todos nascemos bissexuais, podendo desenvolver a hete-
rossexualidade ou a homosse- xualidade. _O ambiente em que a pessoa vive
e as experin- cias emocionais com os pais vo influir em um ou outro
caminho. _A maior parte dos psiquiatras e psicanalistas acredita que o
relacionamento emocional com os pais pode levar  inibio do desejo
sexual por pessoas do outro sexo.
   _Muita gente pensa que o homossexual  sempre efemina- do, ou tem uma
profisso artstica, ou  cabeleireiro ou decorador, e que  magri- nho.
_E que a mulher lsbica  sempre machona. _No  verdade: em qualquer
profis- so existem homossexuais. _Quanto  aparncia, existem
homossexuais campees de atletismo, outros com cara de executivos
caretas, lsbicas
       70 "feiosas" e outras lindas e femininas.
   _O preconceito contra a homossexualidade  grande na maioria das
culturas. _Com o aparecimento da __SIDA, doen- a que se pode transmitir
pelo coito anal, o homosse- xual passou a ser mais dis- criminado ainda
porque as pessoas pensam que esse com- portamento  tpico dos ho-
mossexuais, o que no  ver- dade.
   _O homossexual merece a nossa considerao e respeito como ser
humano. _Ele no  melhor nem pior do que o heterossexual e no deve ser
discriminado pela preferncia sexual. _Muitos homossexuais podem ser
agradveis e pro- fundos, tais como os heteros- sexuais, mesmo que a
socieda- de ainda rejeite esse tipo de relacionamento.
   _Outros homossexuais gos-
       71 tariam de ser heterossexuais: estes podem ser ajudados com
tratamento psicolgico, prin- cipalmente se iniciado cedo, antes de a
preferncia sexual estar firmemente estabeleci- da.
Pcccccccccccccccccccccccccc
   _Notas em ti prprio, ou nas pessoas que conheces, preconceitos em
relao aos homossexuais? _Descreve si- tuaes em que esses precon-
ceitos apaream. v---------------------------#
     _amizade exclusiva _Querida _Marta, _Estou sempre a ouvir
   falar de mulheres lsbi-
   cas. _Eu tenho uma amiga
   que adoro. _Falamo-nos
       72
   todos os dias, e o meu pai
   diz a brincar que ela 
   minha namorada. _ engra-
   ado ele dizer isso, por-
   que eu at tenho cimes
   dela. _Ontem zangamo-nos
   porque ela preferiu sair
   com outra amiga. _Outro
   dia ns amos de mos
   dadas e eu pensei: "_Ser
   que gostar tanto dela 
   ser lsbica?".
     _Abraos da _Susa-
        na (.tenho #ac
        anos e vou fa-
        zer #ad daqui a
        cinco meses/) _P._S.: _Eu no quero
   ser lsbica e pensei at
   em nunca mais ver a minha
   amiga. _Se for preciso eu
   mudo de escola.
       73
   _Querida _Susana e mais todas as meninas nessa faixa de idade,
   *_Faz parte da adolescn- cia, principalmente entre as raparigas, a
amizade intensa e exclusiva. _ comum haver zangas porque uma amiga
come- a a sair ou a conversar mais com outra. _Nessa idade, h ms
lnguas e os mal-entendi- dos interferem constantemente nas amizades. _
uma poca em que se comea a aprender a lidar com os sentimentos nas
relaes humanas, a observar- mo-nos, a observar as reac- es dos
outros e a conversar sobre as emoes*. _Querida _Marta, _Conversando
com os
   meus amigos, ficmos preo-
   cupados porque fazemos
   concurso de quem esporra
       74
   (.desculpa a palavra, mas
   eu no sei explicar de
   outra maneira/) mais lon-
   ge. _Ser que se passa
   algo de errado connosco?
   _Joo _Roberto,
      _Damio, _Manoel
      e nem d para es-
      crever todos os
      nomes porque so-
      mos muitos, de
      idades entre os
      #ab e os #ad
      anos.
   _Resposta para todos vo-
 cs,
   *_Esse tipo de brincadeira sexual, em grupo,  bastante comum na
vossa idade. _Os rapazes vivem menos intensa- mente do que as raparigas
as amizades exclusivas, e o gru- po  mais importante. _Per- tencer ao
grupo, ser "ma- cho", "o bom" no desporto
       75 ou nos "engates", so formas de marcar pontos no grupo e com
as raparigas. _s vezes podero ocorrer exageros nas exibies,
provavelmente mo- tivados pela insegurana e pela necessidade de se ser
aceite ou sobreviver. _Nada disso leva  homossexualida- de ou  sinal
dela*. _Marta, _Fiquei na dvida se
   lhe havia de escrever,
   porque talvez ache o meu
   problema meio estpido. _O
   caso  que eu estou des-
   confiado de que sou ho-
   mossexual. _Eu penso muito
   no _Rambo e tambm naquele
   outro de que agora no me
   lembra o nome.
   _Ricardo, #ad anos.
      _Responda rpido:
      sou ou no homos-
      sexual?
       76
   _Ricardo,
   *_Ter amigos homens no tem nada a ver com homosse- xualidade, assim
como ter atraco sexual por uma pes- soa do mesmo sexo no signi- fica
que a pessoa  homosse- xual.
   *_A admirao por um pro- fessor, por um atleta ou por um artista do
mesmo sexo pode levar a fantasias erticas. _s vezes a pessoa acha que
 homossexual por causa disso, mas a maioria dessas pessoas raramente
ter uma relao homossexual, nem essas fanta- sias vo interferir na
sua vida heterossexual futura. _Na adolescncia,  muito difcil poder
ter certeza de que algum ser homossexual*.
   _Alguns rapazes comeam a sua vida sexual com outros
       77 rapazes e no com raparigas, s vezes alguns com animais, pois
 mais fcil para eles, por timidez ou por estarem mais prximos. _Mas
isto tam- bm no quer dizer que so ou sero homossexuais.
   _Para a maioria das rapa- rigas as brincadeiras sexuais ocorrero
principalmente en- tre os #d e os #i anos de idade e menos entre os #aj
e os #ac anos. _Pode acontecer que as raparigas tenham a primeira
experincia mais ntima, mas nem de longe sero lsbicas. _Esse compor-
tamento  geralmente apenas uma forma da curiosidade, e a experincia
acaba por a.
  _Se descobres que sentes muita atraco sexual por pessoas do teu
sexo, tiveste fantasias sexuais ou j ti- veste algum tipo de aproxi-
mao sexual, e isso te pro- voca ansiedade ou preocupa-
       78 o, conversa com um adulto que possa ouvir-te sem pnico e
sem recriminaes.
   _lembra-te que ainda  muito cedo para teres uma definio da tua
tendncia sexual, e muitos podem ser os motivos -- que no tm nada a
ver com o sexo -- que te levam a preferir a companhia de pessoas do
mesmo sexo e a evitar o outro sexo.
   _Vale a pena pensar sobre esta questo com uma pessoa mais preparada
e que poder ajudar a entender melhor o que se passa contigo. _O
importante  desenvolveres-te como ser humano e no teres medo de te
aproximar de al- gum. _A identificao com pessoas do mesmo sexo faz
parte do desenvolvimento saudvel. _A amizade, fre- quentemente com
pessoas do mesmo sexo,  um privilgio
       79 que deve ser mantido ao lon- go da vida.
pccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Como achas que duas amigas poderiam conversar sobre o cime e a
m lngua que prejudicam uma boa ami- zade?
   #b. _Podes citar algumas pessoas que so importantes para ti? _Porque
 que gos- tas delas? v-------------------------#
       81

 __XII. _Doenas
 sexualmente transmissveis
   o _Factos e lendas
   o _Preveno
   o __SIDA
   o _Sfilis
   o _Gonorreia
   o _Herpes
   o _Tricomonase
   o _Verrugas venreas
   o _Uretrite
       83 _factos e lendas
   _as doenas sexualmente transmissveis, ou doenas venreas, so
infeces que se transmitem atravs de algum tipo de contacto sexual.
   _Nos ltimos #bj anos o comportamento sexual de um grande nmero de
pessoas mudou substancialmente. _Mui- tos passaram a iniciar a vida
sexual mais jovens e com parceiros variados, possibi- litando um sexo
mais proms- cuo (.com muitas pessoas/) e entre pessoas que no se
conhecem bem. _Esse comporta- mento teve como consequncia um aumento
das doenas se- xualmente transmissveis.
   _O que tornou a situao
       84 ainda mais sria foi que, juntamente com essa maior liberdade
sexual, as pessoas no receberam educao se- xual, no sabiam e no
sabem como prevenir as doenas sexualmente transmissveis e tm vergonha
de procurar um mdico ou de falar com os pais para pedir ajuda.
   _Muitos medicam-se com remdios indicados por amigos ou
farmacuticos, no curando a doena. _Mais srio do que isso, o
organismo torna-se resistente aos antibiticos: tomando a dose errada, o
remdio no cura e acaba por perder o efeito.
   _As doenas sexualmente transmissveis so causadas por organismos
que vivem nas membranas mucosas e macias do corpo humano, isto , em
lugares como a boca, os r- gos sexuais e o recto.
   _Os micrbios que causam
       85 essas doenas s conseguem viver por alguns segundos fo- ra do
corpo humano. _Por is- so,  praticamente impossvel contrair as doenas
sexual- mente transmissveis em re- tretes, maanetas, piscinas, etc.
_Fora do contacto se- xual, s h verdadeiramente perigo de contgio se
se uti- lizar um copo imediatamente depois de este ter sido uti- lizado
por algum com sfi- lis ou herpes na boca.
   _A __SIDA, que  a mais recente doena sexualmente transmissvel,  a
pior de todas, porque ainda no tem cura. _No  verdade:
   -- que a doena venrea possa ser curada ou prevenida por pequenas
doses de penicilina;
   -- que a doena venrea apresente sempre sin-
       86 tomas;
   -- que uma vez curada no se possa repetir;
   -- que os testes para constatao da doena venrea no sejam de
confiana;
   -- que a doena venrea possa ser causada pela masturbao,
instalao sanitria infectada ou comidas apimentadas;
    -- que os homens que ejaculam prematuramente tenham menos hipteses
de contrair doenas venreas;
   -- que quando se tem rela- es sexuais com algum infectado se
contraia automaticamente a doen- a;
   -- que se possa saber se a pessoa tem uma doena venrea com um
simples exame dos seus rgos genitais;
       87
   -- que a doena venrea possa ser curada com remdios caseiros;
   -- que o indivduo se possa tratar a si mes- mo;
   -- que as doenas venreas s apaream nas camadas mais pobres da
popula- o.
   _preveno
   _Existem alguns cuidados que o indivduo pode tomar para diminuir o
risco de contrair uma doena venrea.
   -- _Lavar os rgos geni- tais e a rea com sabo e gua antes e logo
aps o contacto sexual ajuda a prevenir o contgio.
   -- _O uso de preservativo
       88 com creme espermicida vaginal  muito eficaz contra a
transmisso de sfilis, gonorreia e tricomonase.
   _Os sintomas de doena ve- nrea so: comicho, inflama- o,
corrimentos, verrugas, dor ou feridas na rea geni- tal. _Importante:
   -- _Caso constate a exis- tncia da doena ven- rea, a pessoa deve
sempre avisar o(.s/) seu(.s/) parceiro(.s/) sexual(.is/). _Quando deves
procurar um mdico:
   -- _Se sentires dor ao urinar;
   -- _Se ao apertar o pnis, antes do coito, apare- cer uma substncia
       89 leitosa. _No tenhas relaes sexuais e vai imediatamente ao
mdi- co;
   -- _Se observares na rea genital e no nus in- chao, comicho,
corri- mento malcheiroso, inflamao, ferida, excreo ou qualquer coisa
suspeita. _No tenhas relaes sexuais e procura um mdico.
   _As mais importantes doen- as sexualmente transmiss- veis so:
   __SIDA, sfilis, gonor- reia, herpes, tricomonase, verrugas venreas
e uretrite.
     __SIDA
   __SIDA  a abreviatura de _Sndrome da _Imuno-_Defi-
       90 cincia _Adquirida.
   _A __sida  provocada por vrus de vrios tipos que pe- netram nas
clulas de defesa do organismo, diminuindo a sua capacidade imunolgica,
isto , de defesa face ao ataque dos vrus.
   _A pessoa acaba por morrer no de __SIDA, mas das in- feces e
tumores malignos que contrai por causa da reduo da sua imunidade.
   _A __SIDA foi detectada nos _E_U_A, em #aigi, quando hospitais de
_Los _Angeles comearam a receber pacientes homens com doenas raras,
que s se manifestam em indiv- duos com sistemas imunolgi- cos
gravemente deficientes. _No _Brasil, os primeiros casos foram
diagnosticados em #aihb. _E_U_A, _Brasil, _Uganda e _Frana so os
pases com mais casos de __SIDA.
       91
   _A __SIDA apanhou de sur- presa a classe mdica. _Nin- gum sabia do
que se tratava e no havia pessoal treinado para lidar com essa doena.
_Como os seus portadores eram principalmente homossexuais, todos os
preconceitos contra esse grupo explodiram: os moralistas colocando a
doena como castigo de _Deus, os puritanos culpando a liberda- de
sexual... _A doena gerou pnico e caos na sociedade, sendo utilizada
para incutir o medo da liberdade sexual e a culpa pela homossexualida-
de. *_Quem transmite a __SIDA*?
   _Quando a __SIDA foi de- tectada criou-se a denomina- o "grupo de
risco", para alertar quais as pessoas que, pelo seu comportamento, esta-
riam mais sujeitas a serem
       92 contaminadas com o vrus. _Aps alguns anos esta deno- minao
foi mudada para "com- portamento de risco", princi- palmente porque os
grupos homossexuais passaram a adop- tar alguns comportamentos
preventivos e o ndice de transmisso no seu meio dimi- nuiu.
_Entretanto, a contami- nao aumentou assustadora- mente entre os
utilizadores de drogas, expandindo-se de- pois para os heterossexuais
que nunca tiveram experin- cias com drogas, relao ho- mossexual ou
transfuso de sangue.
   _Hoje, portanto, costuma falar-se em luta contra o vrus _H_I_V, pois
mesmo no comportamento promscuo, se a pessoa usar algum preventivo tem
menos hiptese de se con- taminar do que algum que no se previne,
mesmo tendo pou- cas relaes sexuais.
       93 *_Como se contrai a __SIDA*?
   #a. _Tendo relaes se- xuais com uma pessoa portado- ra do vrus.
   *_De homem para homem*: com a penetrao do pnis de um homem no nus
de outro, seguida de ejaculao. _Como o nus  estreito para rece- ber
o pnis, esse tipo de penetrao pode provocar leses na mucosa anal. _O
esperma contaminado penetra atravs delas na corrente sangunea, da
resultando a contaminao.
   *_De homem para mulher*: a vagina tambm pode ficar contaminada, como
ocorre com a mucosa do nus, principal- mente se a mulher estiver com
alguma infeco. _Alm disso no nos podemos esquecer que o coito anal
tambm se pode verificar na relao heteros- sexual.
       94
   *_De mulher para homem*: a secreo vaginal (.e sobretu- do
menstrual/) contaminada, em contacto com qualquer ferimento no rgo
genital do homem, tambm possibilita a transmisso da doena.
   _Apesar de o vrus ter sido encontrado na saliva e nas lgrimas,
sendo, por isso, teoricamente possvel a transmisso atravs do beijo,
no existe nenhum caso regis- tado.
   _Se houver um ferimento na boca, o esperma pode transmi- tir o vrus
atravs de uma relao oral. _Tanto a vagina como a boca possuem uma
aci- dez natural que dificulta o contgio.
   #b. _Infeces com agulhas no esterilizadas, se estive- rem
contaminadas com o vrus.
  _Esta  a forma de trans- misso entre toxicodependen-
       95 tes que usam a mesma agulha. _Sempre que uma seringa passa de
uma pessoa para a outra, pode existir transmisso de vrias doenas,
inclusive a __SIDA, se algum do grupo estiver contaminado.
   _A melhor coisa que um consumidor de drogas tem a fazer ,
evidentemente, pa- rar. _Enquanto isso no acon- tece,  importante usar
so- mente agulhas e seringas do tipo descartvel e novas, ou ento
esterilizadas. _Nota: _Objectos no
   devidamente esterilizados
   e utilizados por tatuado-
   res, perfuradores de ore-
   lhas, barbeiros, acupunc-
   turistas, *manicures*
   podem transmitir a doena.
   #c. _Receber transfuses de sangue contaminado. _ o que se verifica
no caso dos
       96 hemoflicos, que necessitam de transfuses com frequn- cia.
_Qualquer pessoa pode receber sangue contaminado, se no for verificado
se o doador  so ou doente. _No _Brasil, a morte do cartoo- nista
_Henfil e do seu irmo _Chico _Mrio, atravs da transfuso de sangue
contami- nado, desencadeou uma extensa campanha de controlo da qua-
lidade do sangue. _O resulta- do depender da presso da sociedade sobre
o governo e os bancos de sangue.
   #d. _De me contaminada para o feto. _Importante:
   _Quanto maior for o nmero de parceiros sexuais maior  o risco de
contaminao: uma pessoa que mantm relaes sexuais com qualquer um,
indiscriminadamente, tem mais
       97 hipteses de contrair a doen- a. _A maioria das pessoas que
morreu de __SIDA tinha tido muitos parceiros se- xuais.
   _A __SIDA pode ser con- trada e transmitida por qualquer pessoa,
independen- temente do sexo.
   _Uma pessoa contaminada, mesmo que no apresente sin- tomas da
doena,  transmis- sora. _A doena pode demorar muitos anos at se
manifestar em quem est contaminado. *_Como evitar a __SIDA*?
   -- _Ao ter relaes se- xuais, utilizar o pre- servativo (.a borracha
no permite ao smen entrar em contacto com a pele/);
   -- _Evitar a promiscuida- de;
   -- _S receber transfuses
       98 de sangue devidamente controlado;
   -- _Receber injeces com material descartvel ou esterilizado;
   -- _Doar sangue usando agulha descartvel nova ou esterilizada. _Nes-
sas condies no se corre riscos;
   -- _Evitar relaes anais quando no se est seguro de que os dois
parceiros so sadios (.mesmo na relao heterossexual/);
   -- _Ter boas condies de higiene;
   _Ateno:
   -- _A simples aproximao a um doente no apre- senta nenhum risco.
   -- _No se apanha __SIDA abraando ou beijando.
   -- _Copos, talheres, len- is, travesseiros,
       99 toalhas e roupas de uma pessoa contaminada la- vados com gua
e sabo no transmitem __sida.
   -- _No se contrai __SIDA utilizando bacios, retretes, banheiras,
piscinas, saunas. pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Como achas que a __SIDA afectou a tua vida sexual actual e
futura?
   #b. _faz uma pesquisa para saber o que saiu nos jornais e revistas,
nos ltimos seis meses, sobre a __SIDA.
   #c. _O que achas que pode- ria e pode ser feito para controlar o
vrus da __sida?
   #d. _Agora que j ests bem informado sobre a __SIDA, vamos ver o que
as outras pessoas sabem sobre a doena: prepara com cuidado uma lista de
perguntas que esclaream se a pessoa sabe o que  a
       100 doena, como preveni-la e se existe algum preconceito em
relao a ela.
   -- _Parte da turma entre- vista pessoas de #aj a #ae anos, outros de
#ae a #bj, outros de #bj a #ej e outros de mais de #ej anos. _Apresentem
os resultados e faam comparaes quanto ao nvel de informao e
preconceitos.
   -- _Um grupo entrevista um mdico: informem-se com ele sobre as suas
dvi- das em relao  doena e sobre os sentimentos dos pacientes com
__sida e das suas fa- mlias.
   _agora vamos conhecer as outras doenas sexualmente transmissveis.
v---------------------------#
       101
    _sfilis
   _ transmitida atravs de relaes sexuais. _A trans- misso ocorre
por contacto directo com a rea afectada. _Se no for tratada correcta-
mente, pode causar paralisia, problemas de corao, ceguei- ra,
insanidade e at a morte.
   _O sintoma da sfilis  uma ferida de cor avermelha- da, indolor, na
regio geni- tal. _Mesmo no sendo trata- da, a ferida desaparece sozi-
nha. _Mais tarde a doena pode manifestar-se atravs de febre alta,
gnglios incha- dos, leses nas plantas dos ps e das mos, perda de
cabelo.
   _Esta doena  curvel com doses correctas de penicili- na. _No
tentes medicar-te sem procurar o mdico, porque doses erradas mascaram o
       102 sintoma e no curam. _Por ser uma doena que desaparece
aparentemente por um tempo, o risco de a pessoa se autome- dicar e achar
que est curada  imenso. _Anos depois a doena reaparece, em estado
muito mais avanado.
   _gonorreia
   _Nos homens, o sintoma  uma dor e ardncia ao urinar e um corrimento
amarelado e purulento que sai do pnis poucos dias depois do cont- gio.
_A urina pode vir acom- panhada de pus e pode existir inflamao de
gnglios na virilha.
   _As mulheres, na sua maio- ria, no apresentam sintomas no comeo da
doena. _Em es- tado mais avanado da doena podem sentir dores no abd-
       103 men.
   _A mulher pode ficar est- ril se no tratar a gonor- reia.
   _O mdico pode diagnosti- car a gonorreia no homem e, sem dificuldade
e com trata- mento adequado, a doena pode ceder em apenas uma semana.
_Como as mulheres no apre- sentam sintomas,  importante a ida ao
ginecologista pelo menos uma vez por ano.
     _herpes
   _O herpes genital  uma doena que est a aumentar muito. _
transmitido por dois tipos de vrus, durante a fase de infeco. _Depois
de a ferida cicatrizar a pessoa continua a ser trans- missora. _Os
sintomas so pequenas bolhas, que depois
       104 provocam uma ferida no pnis, vagina ou vulva (.herpes
simples __II/), ou nos lbios e boca (.herpes simples _I/).
_Frequentemente  confundido com sfilis. _No  uma doen- a perigosa,
mas no tem cura e incomoda bastante.
  _tricomonase
   _ uma infeco localiza- da. _Muitos homens e algumas mulheres no
tm sintomas; as mulheres apresentam geralmen- te corrimento vaginal com
mau cheiro. _Ambos os sexos podem sentir uma irritao dolorosa ao
urinar, prurido intenso, ardor e vermelhido nos r- gos genitais e
coxas. _O tratamento  simples,  base de tricomonicidas, tendo de ser
feito pelos dois parcei- ros.
       105
     _verrugas venreas
   _Doena altamente conta- giosa, as verrugas aparecem isoladas ou em
grupo em volta da vagina, crvix ou nus. _Tm a aparncia de couve-
-flor. _O tratamento  com cirurgia, congelamento ou aplicao de
loes. _Mesmo depois de removidas as verru- gas, o vrus permanece e
pode provocar novas manifestaes.
    _uretrite
   _Esta doena est a alas- trar muito. _Os sintomas so: secreo que
sai do pnis, dor ao urinar. _Alguns homens no tm sintomas.
   _Os sinais na mulher no so to claros como no homem. _s vezes
aparece prurido 
       106 volta da abertura da uretra.
   _Se no for tratada, esta doena ataca os rgos repro- dutores da
mulher. _So ne- cessrios exames de laborat- rio para o seu
diagnstico. _Os antibiticos fazem parte do tratamento.
       107
  __XIII. _Amor
   o _A forte presena
       109 _a forte presena
   _Se leste, pensaste e discutiste os temas deste livro, aprendeste
tambm sobre o funcionamento do teu corpo, o respeito que se deve ter
por ele, pelos sentimen- tos das pessoas e pelos pr- prios.
   _Sabes que o sexo  uma actividade natural do ser hu- mano e,
provavelmente, perce- beste que amor  o ingredien- te que torna o sexo
completo.
   _O amor existe quando te- mos uma preocupao pelo bem-estar do
outro.
   _Juntamente com o carinho e a vontade de estar com a pessoa amada,
existe o desejo de ter relaes sexuais. _Isto  o que diferencia o
       110 amor dos sentimentos que temos pela nossa me, pai e amigos.
   -- _Quando se ama, a pos- sibilidade de dar pra- zer ao outro ,
justa- mente, uma parte impor- tante do prazer que se sente;
   -- _Quando se ama, existe respeito e orgulho pelo outro;
   -- _Quando se ama, existe vontade de compartilhar a vida com o outro.
   _Quando existe amor no quer dizer, necessariamente, que as pessoas
vo casar ou morar juntas. _Entretanto, seria bom que existisse amor
quando elas querem casar ou ter filhos. _Assumir um casa- mento, ter uma
famlia, no  deciso que se tome porque se engravidou. _O amor 
funda-
       111 mental num casamento.
   _Nem sempre as pessoas esperam essa situao de "amor" para ter
relaes sexuais. _No entanto, a expe- rincia da relao sexual com
amor  completamente diferen- te da relao sexual por outros motivos.
_Sexo sem amor pode ser um jogo cujas peas so tambm sentimentos e
encantos. _Com amor,  comunho, o outro  mais fortemente presente do
que o eu em mim.
   _A tua idade  ainda uma fase de aprendizagem, nela  difcil
existirem todas essas qualidades do amor plenamente desenvolvidas.
_Essas desco- bertas vo sendo feitas aos poucos, e  na fase do namoro
que vais aprender sobre os teus sentimentos face ao sexo, e desenvolver
relaes em que o aspecto afectivo e o sexual esto juntos.
       112
   _Para existir, o amor depende do conhecimento de si e do outro, que
s vem com a convivncia e o amadurecimen- to de cada um.
   _o namoro, o interesse pelo outro sexo,  uma prepa- rao para esse
encontro que  o amor. _O sexo  muito importante no amor, pois  uma
das principais formas de express-lo.
   _Quando o homem e a mulher conseguirem juntar a mente e os
sentimentos de forma seme- lhante quela em que os seus corpos se
juntam,  possvel a sensao de "pessoa plena- mente preenchida". _Esta
 a mais completa experincia do ser humano: de uma forma ou de outra,
estando conscientes disso ou no, todos ns a procuramos.
   _Um sentimento que costuma ser confundido com o amor  a paixo.
_Algumas pessoas
       113 acham que enquanto o amor faz a pessoa ficar mais interes-
sada em tudo, estudar mais, criar, cuidar-se, a paixo interfere nas
actividades normais. _A pessoa apaixonada sonha, acha que nada mais
importa no mundo, e tem mais dificuldade em concentrar-se nos estudos e
nas obrigaes, s vezes at no desporto. _Ao mesmo tempo, outros
acreditam que a paixo pode dar uma extraordinria fora de cria- o e
energia s pessoas.
   _Muito comum na tua idade  a admirao por um artista de _T_V, ou
professor(.a/) ou heri do desporto. _Isso no tem nada a ver com amor
ou com paixo. _ uma admirao natural por algum que fez coisas ou tem
qualidades que tu queres ter ou desenvolver.
       114 pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _tens algum exemplo de gestos de amor entre um homem e uma
mulher? _O amor tem alguma dimenso para a socie- dade (.a nvel
artstico, filantrpico, poltico/)?
   #b. _Faz uma anlise do amor e da paixo entre as personagens de uma
novela.
   #c. _Actividade interdis- ciplinar: conversa com o pro- fessor de
_Histria e tenta montar uma pea de teatro baseada na manifestao do
amor nas diferentes pocas histricas.
   #d. _O que achas dos se- guintes poemas que falam de amor? _Conheces
outros? _amor  fogo que arde sem se
    ver;
  _ ferida que di e no se
    sente;
       115
  _ um contentamento descon-
    tente;
  _ dor que desatina sem
    doer; _ um no querer mais que bem
    querer;
  _ solitrio andar por
    entre a gente;
  _ nunca contentar-se de
    contente;
  _ cuidar que se ganha em
    se perder; _ querer estar preso por
    vontade;
  _ servir a quem vence, o
    vencedor;
  _ ter com quem nos mata
    lealdade. _Mas como causar pode seu
    favor
  _Nos coraes humanos ami-
    zade
       116
  _Se to contrrio a si  o
    mesmo _Amor?
               _Cames _Quando ele aparece bonito e mudo se posta entre
moitas de murici. _Faz alto-vero no corpo, no tempo dilatado de
resinas. _Como quem treina para ver a
   _Deus, olho a curva do lbio, a
   testa, o nariz afrontoso. _No se despede nunca. _Quando sai no
vejo, extenuada por tamanha abun-
   dncia: seus dedos com unhas, inacre-
    ditveis!
    _adlia _prado,
       "_memria _amo-
       rosa" v---------------------------#
       117
     _ndice __viii. _a vida sexual
   na puberdade
   (._continuao/) \\\\ #5 __ix. _masturbao \\\\\ #31 _x. _mtodos
anticon-
   cepcionais \\\\\\\\\\ #41 __xi. _homossexualidade #65 __xii. _doenas
sexual-
   mente transmiss-
   veis \\\\\\\\\\\\\\\\ #81 __xiii. _amor \\\\\\\\\\ #107
     _fim do
 _terceiro e _ltimo _volume
  _Publicao em #c volumes
  _S. _C. da _Misericrdia
    do _Porto _c_p_a_c -- _Edies _Braille
    _R. do _Instituto de
  _S. _Manuel
  #djej __porto
      #aiig _Primeiro _Volume
 _Marta _Suplicy
  _sexo para _adolescentes _Coleco _Grand._Angular/,#f
   _Edies _Afrontamento
  _R. _Costa _Cabral, #hei
     _Porto _Ttulo: _Sexo para
   _Adolescentes _Autora: _Marta _Suplicy _Reviso cientfica da edio
   portuguesa de _Jlio
   _Machado _Vaz *_c* #aiie, _Marta _Suplicy
   e _Edies _Afrontamento _Ilustraes: _Walter
   _Caldeira _Fotos: _Fernando _Tomanik _Edio: _Edies _Afron-
   tamento _Capa: _Gil _Maia, sobre
   fragmentos de trabalhos do
   pintor _Jos de _Guimares _N.o de edio: #dhj _i_s_b_n:
#igb-#cf-#jcbb-#e _Depsito legal: #geafe/,#id _Impresso: _Litografia
   _Ach. _Brito _Acabamento: _Rainho 
   _Neves, _L.da -- _Santa
   _Maria da _Feira
        5
   _Amor
   _Homossexualidade
   _Masturbao
   _Virgindade
   _Anticoncepo
   _Sida
        7
   _Sexo e poltica, quanto menos se sabe mais asneira se faz. _Chega a
ser inacredit- vel: deciframos o corao do tomo e descobrimos os
bura- cos negros onde o _Universo se contrai e, no entanto, somos
ignorantes a respeito de nosso prprio corpo! _Cla- ro que a _Igreja e
os precon- ceitos familiares tiveram culpa nisso. _Tinha-se vergo- nha
de falar sobre o que _Deus no teve vergonha de criar. _E as "noes"
sexuais eram captadas atravs da pornografia, da prostituio, dos
*media*, que usam e abu- sam do corpo da mulher, das piadas...
   _Ainda bem que _Marta _Su- plicy escreveu este livro! _Em linguagem
simples e di- recta ela introduz-nos na
        8 nossa prpria sexualidade. _No se trata de um manual de
iniciao sexual. _Nem de uma obra de teologia moral. _As questes
morais e religiosas que dizem respeito  nossa sexualidade devemos
discuti- -las sem receio. _Porm, o propsito da _Marta, como
psicanalista e sexloga, foi abordar o tema do modo mais amplo possvel,
sem deixar de lado nenhum aspecto, por mais "delicado" que ele possa
parecer.
           _Frei _Betto
   _Utilssimo, este livro! _Em linguagem clara e agrad- vel, _Marta
vai tratando uma a uma as questes da sexuali- dade que interessam aos
jo- vens. _Com bom senso e sem falsos moralismos, a autora vai
destruindo mitos e aju- dando os leitores a pensar no sexo, no seu
maravilhoso
        9 potencial de prazer e apro- fundamento das relaes entre
pessoas, e tambm -- porque no? -- nos seus perigos. _Carmen _Barroso,
   _Presidente da _Co-
   misso de _Direitos
   Reprodutivos do
   _Ministrio da _Sa-
   de, professora do
   _Departamento de
   _Cincias _Sociais
   da _U_S_P e inves-
   tigadora.
   _Escrita em linguagem de compreenso simples, directa e objectiva,
esta obra aborda temas de enorme importncia para adolescentes e pais, e
sem dvida contribuir para um melhor entendimento entre os jovens e a
sociedade em que vivem. _Dr. _Nlson _Vitiello,
   _Ginecologista, pre-
   sidente da _Comisso
       10
   _Nacional de _Estu-
   dos sobre a _Adoles-
   cncia.
   _Todo o terapeuta se con- fronta no seu dia-a-dia com os malefcios
gerados pela desinformao em assuntos de sexualidade. _Os danos decor-
rentes de um desconhecimento e de uma m formao tornam- -se bem
evidentes, complican- do a vida afectiva e emocio- nal das pessoas, 
medida que geram bloqueios, desvios ou condutas indesejadas e des-
trutivas. _A sexualidade deixa de ser vivenciada como uma componente
normal, boa e bonita da natureza, uma fora energtica impetuosa e cons-
trutiva que aproxima os seres humanos. _Gilda _Bacal _Fucs,
   _Psiquiatra e sex-
   loga, professora de
   _Psicopatologia _Se-
       11
   xual da _Universida-
  de _Federal da _Baa,
  sexloga investiga-
  dora da _O_M_S.
       13
    __MARTA __SUPLICY estudou _Psicologia na _Faculdade de _Filosofia,
_Cincias e _Le- tras *_Sedes _Sapientiae* da _Pontifcia _Universidade
_Catlica de _So _Paulo, fez mestrado em _Psicologia _Cl- nica na
_Universidade _Esta- dual de _Michigan, cursou uma ps-graduao na
_Universida- de de _Stanford, fez formao em _Psicanlise pela _Socie-
dade _Brasileira de _Psican- lise de _So _Paulo e  mem- bro da
_Associao _Interna- cional de _Psicanlise.
    _Na ltima dcada, em consequncia do seu programa dirio
"_Comportamento _Se- xual", na _T_V _Globo, duran- te seis anos e meio,
e na _T_V _Manchete durante #ac meses, com uma audincia de
       14 #b milhes de espectadores, tornou-se uma pessoa muito
conhecida e querida do pbli- co, sendo convidada pelos mais variados
quadrantes da sociedade e do pas para ministrar palestras na rea da
educao sexual.
   _De alguns dos seus li- vros, entre eles *_Sexo para _Adolescentes*,
foram vendi- dos mais de #ajj.jjj exempla- res no _Brasil.
   _Actualmente trabalha como psicanalista e  responsvel pela
implantao de um pro- jecto de orientao sexual nas escolas do
_Municpio de _So _Paulo, a convite do _Prof. _Paulo _Freire.
Principais obras publi- cadas:
   *_Conversando _Sobre _Se- xo*, #aihc
   *_Condio da _Mulher, _Amor, _Paixo, _Sexua-
       15
     lidade*, #aihd
  *_De _Mariazinha a _Maria*,
     #aihd
  *_Reflexes sobre o _Quoti-
     diano*, #aihf
  *_Sexo para _Adolescentes*,
     #aihh
  *_Mame, _Papai e _Eu*, #aiij
       17
    _Prefcio
      edio portuguesa
 _Paulo _Freire
    _Lembro-me de, quando menino, ir olhar, detrs da moita, as
raparigas a tomar banho no rio. _Tal como mui- tos jovens, eu tinha essa
curiosidade, e, de um lado pesava a ideia do pecado, de outro, a imensa
vontade de conhecer o corpo das mulhe- res.
   _Revendo a minha histria pessoal, o meu trabalho como educador,
tenho clara a di- menso da importncia da informao adequada sobre
sexo, sem tabus e preconcei- tos, no qual o prazer e o amor tenham lugar
especial.
       18
   _Nestes anos todos pude observar o quanto a falta de informao sobre
sexualidade, a angstia e a ansiedade, fruto desta desinformao, podem
dificultar a aprendiza- gem e encorajar um desinte- resse pelo mundo
intelectual.
   _Quando, em #aihi, como _Secretrio da _Educao do municpio de _So
_Paulo, convidei _Marta _Suplicy, _Coordenadora do __GTPOS, _Grupo de
_Trabalho e _Pes- quisa em _Orientao _Sexual, para implantar um
projecto de orientao sexual nas escolas do municpio de _So _Paulo,
sabia que os resultados iriam muito alm da transmisso de informaes e
erradicao de preconceitos frente  sexua- lidade.
   _Os resultados deste tra- balho foi um dos prazeres que vivi nessa
experincia como administrador.
       19
   _Com a possibilidade de expressarem as suas dvidas e inquietaes
sobre sexo, conversarem sobre os seus medos, reflectirem sobre
diferentes valores, os ado- lescentes adquiriram, alm de informaes,
noes de cida- dania, tiveram melhor apro- veitamento escolar e
passaram a encarar a questo do gnero de forma menos preconceituo- sa.
_Os professores tambm beneficiaram com o uso de uma metodologia
participativa, com a superviso semanal do seu trabalho e com a possibi-
lidade de conhecer melhor os adolescentes. _Muitos deles disseram que o
seu relaciona- mento familiar mudou, assim como o relacionamento com os
seus alunos e a sua prtica pedaggica.
   _Vrios professores obser- varam que os alunos que par- ticiparam das
aulas de orien-
       20 tao sexual ficaram menos agressivos, prestando mais ateno
s aulas regulares, e que se tornava mais fcil dar aulas a essas
turmas.
   _E, para mim,  bvio que se o adolescente est preocu- pado com uma
possvel gravi- dez, com as consequncias da masturbao, com a
probabili- dade de se ter infectado com o vrus _H_I_V,  pouca a libido
disponvel para a aprendizagem.
   _A possibilidade de o aluno ter um espao semanal garantido na
escola, no qual possa falar sobre suas in- quietaes sexuais com os
colegas, com a presena do orientador sexual servindo como catalisador
da discus- so, gera tambm solidarieda- de no grupo e aumento de
respeito entre eles.
   _O livro de _Marta _Su- plicy, *_Sexo para _Adoles-
       21 centes*, abordando todos os temas de maior interesse dos
alunos, com sugestes para o professor trabalhar os temas em classe, 
um excelente material didctico a ser utilizado na orientao se- xual.
   _D prazer observar o encontro do jovem com o livro *_Sexo para
_Adolescentes*. _Eles comeam a folhear deva- garinho, e perdem-se do
mundo quando encontram o assunto que lhes interessa. _Este no  um
livro s para ser utilizado na escola. _ um livro de fcil leitura de
que podem beneficiar imenso os adolescentes que ainda no tiveram
oportunidade de con- versar sobre este tema com os pais ou com um
professor.
   _Marta _Suplicy fala de sexo com simplicidade, jamais com simplismo,
e assume, com este livro e com os projectos
       22 que vem desenvolvendo junta- mente com o _Grupo de _Traba- lho
e _Pesquisa em _Orienta- o _Sexual, um papel pionei- ro nesta luta
necessria contra a represso da sexua- lidade.
       23
 _Agradecimentos
   _Devo agradecer a muitas pessoas a elaborao deste livro. _Em
primeiro lugar, a _Jorge _Cludio _Ribeiro, da _F_T_D, professor de
_Filoso- fia, escritor e jornalista, que foi meu interlocutor desde o
comeo do trabalho.
   _A cada vez que eu o acha- va pronto, o _Jorge _Cludio exigia mais.
_Tivemos embates acirrados que me foram teis, pois resultaram num
trabalho mais profundo e consciente.
   _Jorge _Cludio foi tambm o interlocutor de muitos pro- fissionais
que liam o origi- nal, comentavam e davam su- gestes. _Gostaria de
agrade- cer a sua inexorvel pacin- cia e boa disposio, assim
       24 como a sua capacidade argu- mentativa.
   _Ao mesmo tempo em que a _Editora _F_T_D tinha esse cuidado, eu
discutia, com um grupo ligado  rea de sexua- lidade, os temas mais
dif- ceis do livro. _O captulo __viii, *A vida sexual na puberdade*,
foi o que deu mais trabalho: como aceitar a sexualidade do adolescente
sem incentivar a promiscuida- de e, ao mesmo tempo, resga- tar o prazer?
   _Esse grupo -- formado por _Antnio _Carlos _Egypto, _Ricardo de
_Castro e _Silva, _Cordlia de _Souza _Castelo _Branco, _Dalva _Taveira
_Menocci, _Maria _Ceclia _Pereira da _Silva, _Slvia _Posso, _Iana
_Gonalves de _Albuquerque, _Slvio _D. _Bock, _Elizabeth _Maria _Vieira
_Gonalves, _Yara _Sayo, _Maria _Rosa da _Sil-
       25 va e, nas primeiras reunies, contando com a presena de
_Maria _Teresinha _Lello de _Castro, _Maria _Regina _Cas- tanho _Frana
e _Gisela _Pi- res _Castanho -- reuniu-se durante quase um ano, discu-
tindo o que era educao sexual, alguns temas mais polmicos do livro e
a forma de treinar o professorado na utilizao de um livro de educao
sexual. _ de auto- ria desse grupo o material para os professores que
acom- panha este livro. _Profissio- nais qualificados, todos com
experincia em educao se- xual, com livros publicados nesta rea, as
suas opinies, experincia e apoio foram extremamente valiosos para mim.
   _As professoras _Maria _Anglica _Santos, _Magali _Felippe, _Maria
_Beatriz _Torello, _Irene _Ramos da
       26 _Silva, _Thereza _Costa, _Vera _Estrela, _Marilena _Malarenko,
_Maria _Ins _Mussi e _Diva de _Falco debateram comigo os temas e
analisaram o contedo do livro, a partir do primeiro rascunho, elaborado
sobre as questes postas por alunos seus. _Agradeo as crticas, o
incentivo e o tempo que despenderam comigo nesse comeo do projecto.
   _Carmen _Barroso, _Gilda _Bacal _Fucs e _Nlson _Vi- tiello deram
importantes sugestes. _Agradeo a boa vontade e o carinho com que leram
o texto.
   _Mas o colaborador mais importante foi o _Joo, meu filho de #ac
anos. _As muitas conversas que tivemos revela- ram-me aspectos da
vivncia do adolescente actual.
   _Agradeo a _Maria da _Graa _Duarte pelo paciente
       27 trabalho de dactilografia.
   _A vocs todos, obriga- da,
       _Marta _Suplicy
       29
    _Abertura
   _Quando comecei a escrever este livro, achei que ia ser fcil.
_Afinal, h mais de uma dcada que trabalho na rea da sexualidade,
tinha ideias claras do que seria importante focar num livro de educao
sexual e no imagi- nei que existissem grandes problemas em escrever
para adolescentes. _Puro engano.
   _O que me surpreendeu foi a minha dificuldade em lidar com os temas
mais polmicos de modo informativo e estimu- lante, no-moralista e, ao
mesmo tempo, no-preconceitu- oso. _Percebi que muitos dos temas
abordados no tinham sido suficientemente elabora- dos por mim, ao
contrrio do
       30 que imaginara, e outros eram bastante difceis de explicar sem
cair num mecanicismo simplista.
   _Sei que no momento em que um educador diz "faa assim" ou "faa
assado", ou acha que a sua ideia ou os seus valo- res so os melhores,
falha na sua tarefa de educar. _Este livro foi feito com o maior cuidado
de modo a no forne- cer "padres" de comportamen- to. _Por outro lado,
a tarefa de educar implica tambm acreditar em alguns valores ticos e
combater preconcei- tos que dificultam o desen- volvimento da
sexualidade: estas posies foram assumi- das no livro.
   _No  funo dos profes- sores incutir os seus valores pessoais. _A
proposta da educao sexual , informan- do, criar condies para a
discusso de pontos de vista
       31 diversos, desenvolver a capa- cidade de criticar e pensar do
aluno, erradicar precon- ceitos, mostrar a sexualidade como algo natural
e incenti- var nos jovens o respeito pelo corpo e pelos sentimen- tos.
   _Espero que estas pginas os ajudem a perceber os co- nhecimentos
sobre sexo, para se poder reflectir sobre eles, descobrir o que  bio-
lgico, o que  da cultura e da educao familiar e elabo- rar o que 
de cada um. _Se este livro for bem sucedido, a educao sexual no
decorrer da vida ser marcada por este questionar, mantendo sempre
aberta a postura de rever o que j "se sabe". _Sobre sexo sabemos muito
pouco.
 _Um grande beijo
    _Marta _Suplicy
       33 _I. _Introduo
   o _Porqu este livro?
   o _Agradvel ou perigo- so?
   o _Sexo. _Mas, afinal, o que  o sexo?
   o _Para que serve o sexo?
       35
     _Porqu este livro?
   _Ests a iniciar uma fase importante na tua vida. _Ne- la, comeas a
transformar-te de criana em adulto, a des- ligar-te dos teus pais e a
construir uma ligao afecti- va com os teus colegas.
   _ tambm um perodo dif- cil. _s vezes parece que no te entendes
a ti prprio. _Sentes que s "gente grande" com interesses muito
diferen- tes dos que tinhas at h pouco. _Mas, de repente, achas-te
igual ao que eras h dois anos atrs. _As tuas bonecas e os teus
carrinhos esto meio abandonados, mas um dia morres de saudades deles,
voltas a pegar na tua boneca favorita ou fazes uma
       36 corrida com aquele carrinho e ainda arranjas uma zanga com a
tua irm. _A tua me pe-te de castigo: parece que vol- taste aos #e
anos de idade!
   _Muitas vezes, preocupas- -te com as transformaes do teu corpo:
ser que elas esto a acontecer depressa de mais? _Devagar de mais? _O
meu brao no  muito compri- do? _O meu seio esqueceu-se de crescer?
_Quando chegar a altura de usar *soutien*? _Porque razo o meu pnis
no cresce como j aconteceu com o do meu amigo?
   _ muito comum na tua idade que os sentimentos se choquem dentro de
ti. _Ao mesmo tempo vs-te criana e adulto; ora te encantas com o teu
corpo ora ele te parece sem graa e desengonado.
   _Os chineses tm para a situao de crise um smbolo que combina a
ideia de opor-
       37 tunidade com a ideia de ris- co. _Essa  uma maneira inte-
ressante de avaliar a adoles- cncia: nela se juntam gran- des *chances*
e grandes peri- gos. _Comeas a pensar nos teus valores, nas tuas aspi-
raes, numa possvel carrei- ra, estilo de vida e identi- dade. _Tambm
 uma poca de riscos considerveis:  fcil ficares magoado, sofreres
grandes desiluses. _Em suma,  uma poca em que a pessoa est muito
vulnervel. _Crise = _Risco +
   _Oportunidade _De que riscos e oportuni-
   dades te apercebes na
   fase que ests a atra-
   vessar?
   _As transformaes no teu corpo, as novas responsabili- dades e
interesses podem
       38 confundir-te ou preocupar-te. _Descontrai. _D para "sabo-
rear" todas essas mudanas. _Tudo se torna mais fcil quando percebes
que os teus colegas esto a passar por sensaes muito parecidas. _At
os teus pais e professo- res tambm j passaram por elas.
   _Procura tirar o mximo proveito de uma poca em que as tuas escolhas
sero a base para a tua vida futura.
   _De entre as transforma- es que ests a viver, o sexo  das mais
importantes. _Isto porque viver bem com a prpria sexualidade d muita
alegria  vida. _Poder usu- fruir o amor com sexo  um privilgio do ser
humano.
   _Este livro pretende aju- dar-te a informar e a pensar sobre o que
est a acontecer com o teu corpo, com a tua pessoa e com os valores se-
       39 xuais da tua poca.
   _Pessoas bem informadas tm melhores condies para optar melhor.
_Conhecer-se a si mesmo gera maior tranqui- lidade e possibilidades na
busca de uma vida plena de amor, prazer e realizaes.
   _Agradvel ou perigoso? _Querida _Marta, _As pessoas falam muito
   de sexo. _O que eu acho
   estranho  porque  que
   alguns acham to bom e
   outros to perigoso? _E se
    to bom como dizem,
   porque existe tanta proi-
   bio e tanto medo?
   _Beijos da _Mnica e
      do _Lus (._Eu
      tenho #ac anos e
       40
      meu irmo #ab, e
      no percebemos
      porque  que os
      adultos pensam
      assim/).
   _Mnica e _Lus,
   *_O sexo  uma das maio- res fontes de satisfao e prazer do ser
humano. _Da ser to bom. _O "perigo", a "proibio" e outros ta- bus
tm a ver com o facto de o sexo despertar nas pes- soas as emoes mais
profun- das e o que h de mais ntimo em cada um. _Enfrentar a pos-
sibilidade de gostar e ser correspondido, de ter inti- midade com
algum, de fracas- sar... podem levar ao medo e s proibies de que
vocs falam. _O sexo tam- bm  usado para controlar as pessoas e uma
das formas
       41 de fazer isso  manter os indivduos desinforma- dos e,
portanto, com medo face ao que desconhecem.
   *_O sexo no precisa de ser complicado nem peri- goso. _s vezes, o
difcil  conviver com as emoes que aparecem quando se lida com a
nossa sexuali- dade*.
   _Toda a pessoa saudvel tem desejo sexual, pois ele faz parte da raa
humana. _Temos esta necessidade da mesma forma que precisamos de dormir,
comer, conviver com amigos e evitar a dor.
   _O desejo sexual  algo to forte no ser humano que mesmo as
proibies mais terrveis no conseguem aca- bar totalmente com ele. _S
que as proibies podem cau- sar bastante mal  pessoa, provocando culpa
e criando,
       42 at, srios problemas sexuais. _Por exemplo: uma mulher que
acredita que o sexo  sujo e feio vai ter mais dificuldade em se envol-
ver, em ter prazer e orgasmo na sua vida sexual. _Um homem que pensa que
a mulher que tem prazer sexual no  "s- ria" inibir a sua companhei-
ra e ter com ela uma vida sexual com muito menos pra- zer.
   _A maioria dos trabalhos cientficos sobre sexo foi feita nos ltimos
#cj anos. _At ao sculo passado, mesmo os mdicos eram proibidos de
examinar as partes genitais da mulher, a no ser atravs do tacto e
debaixo de pesados vus. _Estudavam-se os rgos de reproduo, mas o
estudo da relao sexual, do orgas- mo, por exemplo, s ocorreu muito
mais tarde. _At aos anos #fj no se sabia exac-
       43 tamente como  que os rgos sexuais reagiam ao prazer. _Nessa
poca, o aparecimento da plula anticoncepcional, a necessidade da
mulher traba- lhar fora de casa e o facto de reivindicar direitos iguais
aos do homem provoca- ram uma verdadeira revoluo no modo de encarar o
sexo.
   _Ainda hoje procuramos um equilbrio entre a proibio e a
promiscuidade. _Ser li- berto sexualmente no signi- fica estabelecer
uma relao com quem aparecer. _Ser li- berto  ter condies para
escolher com quem, como, quando e onde se quer ter relaes sexuais. _
viver a prpria sexualidade com ale- gria e prazer. _E com respon-
sabilidade. _Mesmo que apare- am o medo, a culpa e a ver- gonha,
sentimentos muito comuns.
   _Quando somos educados
       44 para respeitar a nossa sexua- lidade e encar-la com natu-
ralidade, entendendo que o sexo faz parte do ser humano, crescemos
achando o sexo bonito e normal. _Se nos ensinam que o sexo  sujo e
feio, a vida sexual torna-se muito complicada e, s vezes, podemos
sentir culpa e preo- cupao por coisas que so absolutamente normais.
pccccccccccccccccccccccccccc
   _Hoje, o aparelho de tele- viso  uma presena obriga- tria na
maioria das casas. _Toda a gente tem, pelo me- nos, rdio. _As palavras
e os debates sobre sexo, tratado -- e nem sempre da melhor forma --
pelos meios de comu- nicao, esto na boca de todos. _Costumes e
valores que dantes demoravam dca- das para mudar transforma- ram-se
rapidamente. _Muitas
       45 vezes essas mudanas tm acontecido de forma radical: a pessoa
adopta um comporta- mento que viu ser bem suce- dido na televiso, mas
que no tem nada a ver com ela ou com a sua famlia. _ pu- ra
caricatura. _Isso acon- teceu com uma rapariga do interior que me enviou
uma carta contando que era me solteira. _Ela estava surpre- endida com
a reaco negativa da comunidade, diferente da que via na novela, quando
a personagem representada pela _Bruna _Lombardi viveu a mesma
experincia sem proble- mas.
   _No sexo, muita coisa que era proibida transformou-se em obrigao.
_Se antes no se podia falar de sexo, agora quem no fala  "otrio".
   _Se antes a mulher no podia ter relaes sexuais antes do casamento,
agora, em
       46 muitos grupos, ser virgem  ser parva.
   #a. _Que mudanas achas que ocorreram na maneira de viver o sexo nos
ltimos anos? _Qual achas que pode ser a influncia da televi- so?
   #b. _Quais as regras da tua comunidade em relao ao sexo? _O que 
que no encai- xa com o que vs na _T_V?
   #c. _Como  que gostarias que fosse o comportamento sexual na tua
comunidade? v--------------------------#
       47
    _Sexo. _Mas, afinal,
 o que  o sexo? _Querida _Marta, _Ouvimos falar muito de
   sexo, mas fica-nos a dvi-
   da do que .
    _Joo, _Lcia,
       _Francisco, _Va-
       nessa e _Paulo
       (._Temos #ab
       anos. _O _Paulo
       tem #ac e tambm
       quer saber/)
   _Joo, _Lcia, _Fran- cisco, _Vanessa e _Paulo,
   *_Para te matriculares numa escola, para arranja- res um emprego ou
entrares em algum concurso tens de preencher um questionrio
       48 para identificar o teu sexo:
   _Masculino y
   _Feminino y
   *_Essa identificao aponta para as diferenas entre o corpo do homem
e o da mulher. _A diferena mais visvel  que o homem possui pnis e
escroto e a mulher tem vulva e vagina. _Estes so os principais rgos
sexuais e determi- nam se a pessoa pertence a um sexo ou a outro.
   *_Acontece que, quando falamos em sexo, estamos a querer dizer algo
mais do que o facto de ser homem ou mulher. _Geralmente referimo-nos ao
acto se- xual, isto , quando o homem introduz o pnis dentro da vagina
da mu- lher.
       49
   *_Mas a sexualidade en- volve tambm os sentimen- tos e desejos
provocados por esta unio. _Vrias das nossas atitudes podem revelar a
sexualidade: um olhar, um roar de mos, o modo de andar ou falar, de
mexer no cabelo, de segu- rar um copo, de disputar uma competio
desportiva, de trabalhar...
   *_Tu, eu, todos ns nas- cemos com a capacidade de ter relaes
sexuais e de gostar delas. _Desde pe- quenos, a nossa imaginao produz
fantasias sexuais: pensar em como seria namo- rar algum, ter relaes
sexuais com uma pessoa muito atraente...
   *_Tambm temos curiosi- dade quanto ao nosso corpo e sentimos prazer
quando tocamos em certas partes. _A capacidade de ter esses
       50 pensamentos e sensaes  to preciosa que devemos cuidar dela
como se cuida de uma flor delicada. _As fantasias sexuais fazem parte do
desenvolvimento da nossa capacidade de amar e de ter prazer se- xual*.
  _para que serve o _sexo?
   _O sexo  uma das formas mais profundas de contacto entre duas
pessoas. _ tambm uma maneira de ter intimidade e mostrar o amor que se
sente pelo outro. _Ter relaes sexuais por curiosidade, s para ver
como , geralmente no  aconselhvel. _ muito fcil ficar magoado
nessa experincia.
   _A relao sexual  o mais ntimo dos actos e muda a
       51 natureza de um relacionamen- to. _Quando h intimidade sexual,
aumenta muito a pos- sibilidade de a pessoa vir a sofrer emocional e
psicologi- camente, assim como tambm pode aumentar o prazer e o
envolvimento dessa relao e at a alegria de viver.
   _A reproduo da espcie  necessria para que a raa humana
sobreviva. _Para ga- rantir essa reproduo, que ocorre atravs da
relao sexual, o homem e a mulher foram feitos para sentir a
experincia sexual como algo que d prazer. _Os rgos sexuais e algumas
partes no genitais do nosso corpo (.co- mo o seio, a boca/) esto
ligados atravs de nervos aos centros de prazer do crebro. _Sente-se
prazer cada vez que este centro do crebro  activado. _Todas as coisas
que ajudam  sobrevivncia da
       52 espcie (.comida, sexo/) esto ligadas a este centro de
prazer.
   _Tambm temos um centro de dor, que existe para proteger a espcie.
_Se di quando queimas a mo, no repetes a experincia. _Desta forma, o
ser humano vai aprendendo a evitar situaes de dor e a proteger a vida
e a espcie. _A ligao entre sexo e pra- zer contribui para a sobrevi-
vncia das espcies.
   _Vemos ento que a espcie humana, como acontece com outros animais,
sobrevive atravs das relaes sexuais que produzem filhos. _Quase todos
os animais tm activi- dade sexual somente na poca em que esto
frteis. _Por exemplo: o co s procura o acasalamento quando a cadela
est no cio, e ela s se interessa por sexo durante esse perodo. _J o
ser huma-
       53 no  diferente. _Temos senti- mentos e desejo sexual fora da
poca de procriao. _De tal modo que a mulher tem vontade de ter
relaes se- xuais mesmo quando est gr- vida, ou durante a menstrua-
o, quando a hiptese de engravidar  muito pequena. _O ser humano pode
ter rela- es sexuais por prazer e para demonstrar amor e no somente
para reproduo. pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _A sexualidade tambm  usada para vender coisas. _s capaz de
dar exemplos?
   _Cria alternativas publi- citrias para os exemplos que encontraste.
   #b. _Conheces algumas pessoas que acham que o sexo  mau?
   _Quais so os argumentos delas?
   #c. _No texto que vem a
       54 seguir, "_Coisas feias", tens um exemplo das consequncias que
uma viso negativa sobre o sexo acarreta.
   -- _Fizeste coisas feias?
   -- _Olhaste para coisas feias?
   -- _Deixaste que te fizes-
     sem coisas feias?
   -- _Pensaste em fazer coisas feias?
   -- _Viste coisas feias?
   *_Eu tinha sete anos e estava a preparar-me para fazer a primeira
comunho uns trs meses depois. _Con- fesso que no consegui enten- der
o que era uma coisa feia. _Respondi a tudo com vrios nos e fui
informar-me sobre o que eram as tais coisas em que o padre tanto
insistia. _E,  claro, a partir daquele dia passei a fazer coisas feias,
olhar para coisas
       55 feias, pensar em coisas feias. _E, confesso tambm, levei umas
duas dcadas para perceber que aquelas coisas feias no eram assim to
feias. _Eram bonitas.
   *_Os padres eram salesia- nos, a cidade era no inte- rior de _So
_Paulo, e os anos #ej/,#fj explodiam com os seus ares de novidade.
_Pensei que o problema fosse s meu, s daqueles padres, s de uma
cidadezinha do interior. _Mas depois fui percebendo que a represso
sexual sobre a minha gerao (.a que nasceu nos anos #dj/) era
universal. _No _Brasil, ento, nem se fala. _Os nicos beneficiados
foram os psicanalistas que hoje vivem  nossa custa. _Ou melhor,  custa
dos padres dos anos #ej/,#fj.
   *_Depois foi a prostitui- o. _Na casa da _Gacha, uma
       56 mamuda. _amos para l com mil informaes "correctas" dos
amigos. _No beijar na boca, lavar logo a seguir e, na primeira mico,
tapar a sada at no se aguentar mais para soltar tudo num jacto s,
para no apanhar a gonorreia. _E as prostitutas queriam fazer o servio
rpi- do. _Tinham gente na sala. _Pronto, a minha gerao toda foi
educada na base da ejacu- lao precoce. _Sexo com amor? _Imaginem...
_Tratava- -se de depositar os esperma- tozides l dentro o mais
depressa possvel. _Nem bei- jos, nem carinhos, nenhuma palavra. _Jogo
rpido, jogo sujo, jogo feio. _Isso sem contar os campeonatos para ver
quem ejaculava mais depressa atravs da mastur- bao.
  *_Se ns, os rapazes, t- nhamos a prostituio, as
       57 raparigas nem isso. _Faziam o curso "normal" e esperavam
maridos, sem nenhuma informa- o sobre o que fosse sexo. _E no estou a
falar no come- o do sculo. _Foi ontem. _O que acontecia ento? _Na
noite de npcias, as rapari- gas assustadas com aquilo, os rapazes com
os reflexos aprendidos na prostituio... _Comeava tudo mal. _Alguns
casais ficaram assim at hoje. _Vinte anos de um casa- mento mal
informado e infe- liz. _Mas a maioria separou- -se e partiu para
aventuras mais sadias, menos feias, menos tortas, mais saudveis.
   *_Hoje, ao escrever uma pea (._Papai  _Mame/), com _Marta
_Suplicy, vejo que as coisas melhoraram. _Mas no muito. _Existe muita
gente por a que ainda sofre com as tais coisas feias. _ que, de l
para c, nestes ltimos
       58 #bj anos, sofremos todo o tipo de represso. _Sexual,
inclusive. _Mas est a melho- rar. _Vai chegar o dia em que as mes j
no vo ficar preocupadas com a filhinha de dois anos que se masturba,
os rapazes no vo mais iniciar- -se na prostituio e h-de surgir um
papa que diga que fazer amor, fazer sexo, no  feio e no deve ser
feito apenas para a reproduo*. _Mrio _Prata, "_Coisas
   feias". _Revista *_Interaco*.
   _So _Paulo, _Difu-
   so _Nacional do
   _Livro, ano #a, n.o
   #f, _Out./,#hd
   _Os debates deste livro, assinalados com um fundo cinzento, podem ser
melhor aproveitados atravs de v- rios tipos de actividade. _A
realizao de tarefas em
       59 grupo possibilita a troca de ideias e o aprofundamento da
discusso. _Vrias alternati- vas podem ser desenvolvidas:
   -- criao de peas tea- trais;
   -- cartazes;
   -- painel de recortes de revistas e jornais;
   -- histrias em banda desenhada;
   -- audiovisuais (.filmes, vdeos e slides/);
   -- dinmicas de grupo.
   _Quanto maior for o desen- volvimento de cada um, melhor ser o
aproveitamento de todos. v---------------------------#
       61 __II. _Puberdade
   o _O que est a acontecer comigo?
   o _O ritmo das mudanas
   o _Porque crescem uns mais cedo e outros mais tarde?
   o _Hormonas
   o _Mudanas fsicas
   o _Mudanas psicolgicas
   o _Seios, finalmente!
   o _Transpirao, o que fazer?
   o _Espinhas, que trag- dia!
   o "_Paranias". _Fora com elas!
       63 _Querida _Marta, _-me difcil escrever
   esta carta, porque a minha
   pergunta pode parecer
   estpida. _Mas, para mim,
    um problema horrvel.
   _Todos os meus amigos j
   tm plos, menos eu. _Porque esto a demorar
   tanto?
   _Um abrao do _Mar-
      cos (.#ac anos e
      #a ms/) _Querida _Marta, _Eu sofro muito, porque
   sou baixinha e os meus
   peitos no cresceram.
   _Acabo sozinha nas festas
   e sinto-me muito mal.
   _Quanto tempo vai isto
       64
   durar?
    _Um beijo da _Joana
       (.#ac anos exac-
       tos/)
    _P._S.: _O meu
       irmo tem os
       peitos inchados.
       _ algum proble-
       ma grave?
   _o que est a acontecer
     comigo?
    _Ests a iniciar um pe- rodo muito especial da tua vida: a
puberdade e a adoles- cncia. _Agora comeam as grandes transformaes
no teu corpo, modifica-se tambm a tua forma de ver a vida e de entender
as pessoas. _ como se fosse um segundo cresci- mento, desta vez para a
so- ciedade. _Agora s tu a tomar a iniciativa. _Comeas a
       65 desligar-te dos pais e a ter vnculos afectivos com os teus
colegas. _ um perodo no qual, s vezes, as mudan- as no teu fsico
no vo ocorrer como gostarias: ou vo depressa de mais, ou demoram a
acontecer...
   _Algumas raparigas, como a _Joana da carta citada, sen- tir-se-o
superchateadas por ainda no terem seios desen- volvidos. _Alguns
rapazes, como o irmo dela, preocupar- -se-o porque os deles ficam
inchados. (._ bom saber que isto acontece por um excesso de hormonas,
bastante comum nesta fase, e que desaparece espontaneamente/).
   _Alguns rapazes, como o _Marcos, sentir-se-o enver- gonhados porque
os plos do pbis ainda no apareceram, ou porque so uma cabea mais
altos ou mais baixos do que os colegas.
       66
   _A puberdade  uma fase na qual percebes em ti prprio sensaes de
gente grande, mas de repente ds contigo a discutir, por um pequeno
nada, com o teu irmo de #g anos.
   _ uma poca confusa, porque passas pela transio entre seres
criana e torna- res-te adulto. _D-se o nome de *puberdade* s
transforma- es biolgicas que vivers nessa fase, e chama-se *ado-
lescncia* ao conjunto de transformaes psicolgicas, fsicas e sociais
desse pe- rodo. _Para deixares de ser criana e chegares a ser adulto,
vo ser necessrios muitos anos. _Desde que o processo comea, ele no
pra. _No te preocupes, com maior ou menor rapidez todos chegam l.
       67
    _O ritmo das mudanas
   _O crescimento repentino comea para a maioria dos rapazes aos #ab
anos e meio. _Mas existem alguns que ini- ciam o crescimento acelerado a
partir dos #aj anos e meio e outros aos #af anos. _ at engraado
verificar como uns esto a parar de crescer enquanto outros ainda nem
comearam. _Depois desse perodo de crescimento rpi- do, o rapaz ainda
continua a crescer por um perodo de #b a #d anos.
   _Essas mudanas no acon- tecem ao mesmo tempo para todos, nem so
iguais para os rapazes e raparigas. _As transformaes fsicas nas
raparigas comeam mais cedo que nos rapazes, em algumas a partir dos
#h-#i anos. _Algu- mas raparigas j tero aos
       68 #ac anos corpo de mulher, enquanto outras nem inicia- ram a
puberdade.
   _Todos so normais, e no precisas arrancar os cabelos porque s a
nica da classe a quem no surgiu o perodo ou o nico que ainda no
ejacu- lou. _Vocs podem estar a desenvolver-se mais devagar do que a
mdia, mas, tirando essa preocupao que esto a viver, no sero
afectados por esse atraso.
   _Algumas pessoas acham que, se a puberdade comea cedo, ela termina
cedo. _Nem sempre isto ocorre. _A idade em que a puberdade comea no
tem a ver com a rapidez do desenvolvimento. _Um rapaz que comea a
puberdade cedo tanto pode ficar com o fsico de um adulto em dois anos,
como pode levar para isso cinco ou seis anos. _Pode acontecer que um
jovem seja
       69 dos mais baixos da classe e, quando volta das frias, j no
esteja entre os pequeno- tes. _ comum um rapaz, ou uma rapariga, ser
dos mais altos na puberdade e, na idade adulta, essa diferena
desaparecer totalmente. _Pode at ocorrer que aquele teu colega
baixinho, ao chegar  idade adulta, fique mais alto do que tu.
::::::::::::::::::::::::::::
  _A puberdade comea, geral- mente, pelos #h-#aj anos e estar completa
por volta dos #ah anos. ::::::::::::::::::::::::::::
   _Lembra-te de que cada pessoa tem um ritmo prprio de crescimento.
   _Na puberdade  normal sentirmo-nos desengonados. _Isto acontece
porque os braos e as pernas tendem a
       70 crescer mais rapidamente do que a coluna vertebral, tor- nando
esses membros maiores em relao ao tronco. _Depois de um tempo, a
coluna verte- bral cresce e tudo se compe.
   _Os ps e as mos atingem o tamanho definitivo muito antes de te
tornares adulto. _Por isso,  comum ver um rapaz, ou uma rapariga, de
baixa estatura com ps ou mos muito grandes, ou com seios no
proporcionais ao tamanho. pcccccccccccccccccccccccccc
   _Faz, em grupo, uma banda desenhada, representando alguns personagens
que te- nham ou falem das dificulda- des do crescimento.
v--------------------------#
       71
 _Porque crescem
  uns mais cedo
    e outros mais tarde?
   _Ningum sabe ao certo porque  que alguns entram na puberdade com
menos idade e outros mais tarde. _Provavel- mente isso tem a ver com o
clima e o estado de nutrio. _A hereditariedade tambm interfere. _Se
as pessoas da tua famlia tendem a iniciar a puberdade cedo, provavel-
mente tambm comears cedo.
   _No faz diferena para o funcionamento sexual futuro se te
desenvolves cedo ou tarde. _Uma diferena grande de ritmo no
desenvolvimento pode no mximo provocar inse- gurana e desconforto.
_Podes ter a certeza de que daqui a algum tempo as diferenas
diminuiro. _Obviamente, como as pessoas no so iguais,
       72 sempre vo existir os mais altos e os mais baixos, os gordos,
os magros... pccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Que tal perguntar ao teu pai ou  tua me, ou a outro adulto,
quando foi o incio da puberdade para eles e como se sentiram nes- sa
poca da vida?
   #b. _Imagina um persona- gem que no corresponde s expectativas dos
pais acerca do seu fsico. _Um outro personagem  motivo de chaco- ta no
grupo. _Desenvolve uma actividade (.redaco, _B._D., teatro/) em que
eles se saiam bem. v--------------------------#
       73
    _HORMONAS
   _As responsveis pelas mudanas na puberdade so as hormonas.
_Hormonas so subs- tncias qumicas que o corpo produz e que actuam no
so- mente sobre os rgos repro- dutores, mas tambm sobre o crebro.
   _Quando se chega  puber- dade, uma rea do crebro, chamada
hipotlamo, envia uma mensagem para uma glndula chamada pituitria ou
hipfi- se. _Do tamanho de uma ervi- lha, e tambm situada no crebro, a
hipfise comea a produzir duas hormonas: _L_H (._Hormona
_Luteotrfica/) e _F_S_H (._Hormona _Folculo _Estimulante/).
   _Essas hormonas (._L_H e _F_S_H/) viajam pelo sangue at aos ovrios
da rapariga e at aos testculos do rapaz.
       74
   _Com a chegada das hormo- nas, os vulos que esto dentro dos ovrios
comeam a amadurecer, e os testculos iniciam a produo de esper-
matozides. _Essas mudanas vo tornar a rapariga capaz de gerar filhos,
e o rapaz capaz de fecundar uma mulher. _mudanas fsicas
   _Quer sejas rapaz ou rapa- riga, as tuas primeiras alte- raes
fsicas so:
   #a. _Crescimento repentino e acelerado: em poucos meses j no cabes
naquelas *jeans* novinhas;
   #b. _Desenvolvimento das caractersticas sexuais secundrias: plos,
seios, voz;
   #c. _Mudana de cheiro:
       75 antes no precisavas de usar desodorizante, mas um dia, depois
da aula de ginsti- ca, sentes um cheiro...! _E ele vem de ti;
   #d. _Aparecimento da capa- cidade de reproduo (.mens- truao e
ejaculao/).
   _Para a maioria dos jo- vens, as transformaes ocor- rem nesta
sequncia. _Para alguns rapazes e raparigas pode acontecer de um modo
diferente, e isso no deve ser motivo de preocupao. _Cada um tem o seu
ritmo. ::::::::::::::: __NOTA: _Ao longo da
   leitura deste captulo, se
   quiseres obter informaes
   mais detalhadas sobre os
   rgos sexuais masculinos
   e femininos consulta o
   captulo __IV.
       76 *_Se s rapaz*
   _As primeiras mudanas ocorrero provavelmente nos testculos e no
escroto.
   -- _Os testculos ficaro maiores, o saco escrotal mais baixo e
alongado, mais solto, "pendurado" e mais enrugado. _ normal um
testculo ficar mais baixo do que o outro.
   -- _Nos rapazes de pele clara, a pele do pnis e do saco escrotal
fica um pouco avermelhada. _Nos rapazes negros ou morenos, a pele dos
rgos genitais ganha um tom mais escuro.
   -- _Nessa primeira etapa, o pnis no cresce tanto e os plos
geralmente ainda no apareceram.
   -- _Plos:  medida que a puberdade avana, os plos pbicos (.
volta e por
       77 cima do pnis/) aumentam e ficam encaracolados. _Quando os
plos crescem, alguns rapazes ficam preo- cupados, porque pensam que so
espinhas. _Na verdade, essas bolinhas altas so provocadas por plos
ten- tando romper a pele.
   _Outras bolinhas podem aparecer na pele do pnis e do escroto e delas
no nascerem plos. _So gln- dulas sebceas e sudorpa- ras (.de
suor/). _Comeas a transpirar e notas que a pele dessa regio fica mais
hmida e tem um chei- ro diferente. _ porque essas glndulas comearam
a funcionar.
   -- _Quando acaba de se desenvolver, a pele do escro- to e do pnis
est mais escu- ra.
       78 *_Se s rapariga*
   -- _Com a acelerao do crescimento, os seios comea- ro a
desenvolver-se. _apa- recero tambm os plos p- bicos.
   -- _O contorno do corpo comea a mudar. _As ancas ficam mais largas,
por causa do tecido gorduroso que se forma em torno delas, das ndegas e
das coxas e lhes d uma forma arredon- dada.
   -- _Os plos pbicos, a princpio poucos e lisos, aumentam em
quantidade e ficam crespos, distribu- dos em forma de tringulo. _Os
plos servem para ajudar a manter a limpeza da rea dos lbios da
vagina, protegendo-a con- tra a poeira e a sujidade. _Do a mesma
proteco que os clios aos olhos. _No
       79 tentes arrancar os plos pbicos quando comearem a nascer,
pois, alm de crescerem de novo, eles tm uma funo protectora.
   -- _Os plos por baixo dos braos aparecem geralmente depois dos
plos pbicos e dos seios se comearem a desenvolver. _Muitas rapa-
rigas tero esses plos nas axilas depois da pri- meira menstruao.
   _mudanas psicolgicas _Querida _Marta,
 _Eu discuto o dia
   inteiro com a minha me.
   _Ela no me entende. _Se
   quero ouvir a msica alto,
   ela diz que eu pareo
   surda. _Diz que sou trapa-
   lhona e que no estudo.
       80
   _Queria ser filha de outra
   me melhor. _Sinto-me
   muito mal por pensar as-
   sim.
         _Um beijo da
            _Rutinha
   *_Esta  uma poca da vida, _Rutinha, em que ests a tentar
desenvolver a tua identidade: uma maneira de ser s tua. _Talvez at a
confuso, a msica alto, sejam uma forma de te distan- ciares do modo de
ser da tua me, dos gostos dos teus pais, para descobrires como s.
   *_Nessa busca comeas a conhecer-te melhor, a prestar mais ateno s
tuas reaces e s dos outros*.
   _A psicanalista _Anna _Freud, filha de _Sigmund _Freud, que trabalhou
muito
       81 com adolescentes na primeira metade do sculo, fez uma
afirmao que ainda hoje  vlida:
  "_ normal que o adolescen- te se comporte de maneira inconsistente e
imprevisvel. _Lutar contra os seus impul- sos e aceit-los; amar seus
pais e odi-los; ter vergonha de os assumir perante outros e querer
conversar com eles; identificar-se e imitar os outros enquanto procura
uma identidade prpria. _O ado- lescente  idealista, arts- tico,
generoso e pouco egos- ta como jamais o ser nova- mente, mas tambm 
o oposto: egosta, calculista, egocn- trico".
   _Vais perceber que as pessoas pensam de modo dife- rente umas das
outras. _Pro- vavelmente ainda no tens opinio sobre muitas coisas.
_Fazer perguntas e discutir
       82 ideias  o incio da busca da tua verdade.
   _O teu universo est a am- pliar-se: percebes que o mundo  maior do
que a tua famlia e que inmeras coisas acontecem nele. _Muitos as-
suntos que nem sabias que existiam passam a interessar- -te.
   _Na adolescncia as emo- es so vividas com muita intensidade. _s
vezes vais surpreender-te com o aborre- cimento que tiveste com uma
amiga ou um amigo, a ponto de no falar mais com ele, ou por teres
ficado to ofendi- do.
   _Pode haver uma grande confuso: ora procuras os cuidados protectores
da tua me, ora ficas a morrer de raiva por seres mimado ou desejares
cuidados especiais.
   _ mesmo difcil entende- res-te, com tantos desejos
       83 contraditrios! _Em qualquer outra poca da vida serias um
caso srio de psicologia. _Na adolescncia, tudo isto  normal.
   _J deves estar farto de ouvir que essas dificuldades fazem parte da
adolescncia. _Mas no tens outro remdio seno viv-las. _Aos poucos
elas iro diminuindo, entra- rs no final da adolescncia e depois sers
um adulto.
   _Ser adulto no quer dizer no ter problemas, inseguran- a e
conflitos, mas as emo- es sero mais estveis e menos intensas.
     _seios, finalmente!
   _Para a rapariga, o cres- cimento dos seios  geralmen- te o ponto de
maior preocupa- o.
       84
   _Ela quer ter logo os seios desenvolvidos, talvez por ser a parte
mais visvel na transformao do seu corpo de rapariga em mulher. _De
facto, os seios so uma parte da anatomia muito valorizada e um rgo
sexual de grande importncia no processo de sentir prazer.
   _Talvez estejas preocupada porque achas que os teus seios so
pequenos, ou demo- ram a desenvolver-se. _Algu- mas raparigas acham que
os seus seios so muito grandes, outras acham que os seios so de
tamanho diferente um do outro. _Nesta fase  comum que um seio cresa
mais rapi- damente do que o outro: os dois podem chegar a levar dois
anos at ficarem iguais.
   _A realidade  que os seios, como qualquer outra parte do corpo, se
desenvol- vem nas mais variadas formas
       85 e tamanhos. _Essa variao sofre a influncia da heredi-
tariedade.
   _Com a idade passars a dar menos importncia ao tamanho ou formato
dos seios. _ muito agradvel achar que se tem seios lindos. _Mais
importante, porm,  sentir- -se confortvel com os seios que se tem.
   _Existem culturas, como a norte-americana, em que so valorizados os
seios grandes, enquanto noutras so admira- dos os seios pequenos e fir-
mes.
   _Geralmente as estrelas dos *posters* e filmes erti- cos tm seios
grandes. _En- tretanto, as roupas so dese- nhadas para mulheres de
seios pequenos, da a sua facilida- de em encontrar roupas que assentam
bem.
   _Na nossa cultura no existe essa idealizao dos
       86 seios grandes, apesar de um grande nmero de raparigas de
seios pequenos se sentirem desvalorizadas. _Enquanto algumas usam
algodo no *sou- tien*, outras com seios gran- des usaro roupas
folgadas ou tendero a deixar cair os ombros para disfarar.
   _ bom saber que uma mu- lher no atrai todos os tipos de homem, e
que nem todos os homens so atraentes para todas as mulheres. _E isto 
ptimo. _Como seria se todos s sentissem atraco por mulheres altas e
de seios pequenos? _Ou por homens altos e musculosos?
   _ importante saber que assim como os seios podem ser de todos os
tamanhos, os gostos dos homens tambm variam. _Alguns acham as mulheres
de seios pequenos mais atraentes, enquanto outros s se excitam com
       87 mulheres de seios grandes.
   _Algumas mulheres demoram a descobrir que o tamanho dos seios no vai
fazer com que sejam mais ou menos amadas. _Algumas atormentam-se duran-
te toda a vida, tendo at dificuldades em se mostrar ao companheiro,
porque acham que no tm os seios como "deve- ria ser".
   _Numa relao amorosa os aspectos fsicos acabam por no ter
importncia. _Esses detalhes podem ser importan- tes no comeo de uma
relao, como factor de atraco. _Mas no sero os seios, ou o pnis
grande ou pequeno, que faro um relacionamento ser harmonioso,
duradouro, ou no. pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Pesquisa diferentes padres de beleza, de acordo
 com as vrias culturas.
       88
   #b. _No decorrer da _His- tria, o tipo de beleza femi- nina variou
muito. _O que achas destas imagens? _Que outros tipos de beleza acres-
centarias? v--------------------------# :::::::::::::::::::::::::::::
   _As mulheres de antigamen- te eram mais bonitas ou mais feias do que
as de hoje? _E as mulheres actuais sero mais feias ou mais bonitas do
que as do futuro?
   _Vnus de _Milo, #dej a._C.
   _Renoir, sc. __xix
   _Marilyn _Monroe, anos
 #ej
   _Twiggy, anos #fj
   _Xuxa, anos #hj :::::::::::::::::::::::::::::
       89
 _transpirao,
  o que fazer?
   _Na puberdade, as glndu- las sudorparas (.respons- veis pelo
suor/), localiza- das nas axilas, aumentam de volume e ficam mais
activas. _Comeas a suar e a ter chei- ro. _s vezes essas glndulas
levam algum tempo a atingir o equilbrio.
   _Nessa idade, geralmente, um bom banho todos os dias  suficiente
para ficares a cheirar bem. _Um desodorizan- te tambm ajuda, principal-
mente quando vais fazer exer- ccio. _Compra, de prefern- cia, um tipo
de desodorizan- te que tire o cheiro mas deixe o suor sair:  melhor
para a sade, mesmo que mar- que a roupa.
       90
   *_Rapariga*
   _A rapariga tem glndu- las sudorparas na vulva. _Elas produzem um
cheiro caracterstico.
   _Lavar diariamente essa regio com gua e sabonete  o suficiente
para manter o cheiro normal. _Um cheiro desagradvel, forte,  sinal de
que podes estar com alguma infeco; pede  tua me que te leve ao
mdico.
   _No uses desodorizante vaginal: qual  o interesse de cheirar a
"morango"? _O teu cheiro  sempre melhor, pois  o teu. _Alm de que
esses desodorizantes ntimos so desaconselhados pela maioria dos
mdicos.
   *_Rapaz*
   _O rapaz deve lavar, todos os dias, com gua e sabonete,
       91 a parte superior do pnis. _Deve puxar essa pele, que se chama
prepcio (.ela enro- la/), e lavar bem, pois por baixo dela existe uma
secre- o, o esmegma, que se acumu- la e pode provocar mau chei- ro,
irritao da pele ou infeco. _Em alguns casos, quando o prepcio 
muito apertado, torna-se necessria uma operao, chamada circun- ciso,
que consiste em supri- mir a extremidade dessa pele.
  _espinhas, que tragdia!
  _ medida que as glndulas comeam a fabricar mais leo,  comum
aparecerem as espi- nhas. _Quase todos passam por esse problema na
puberdade. _A melhor coisa  no espre- mer essas espinhas, de con-
trrio o rosto ficar marca-
       92 do. _Caso tenhas condies financeiras e muitas espi- nhas, a
ponto de te incomo- dar, faz uma limpeza de pele com um profissional ou
vai a um mdico de pele. _Qualquer rapaz pode fazer o mesmo se o
desejar. pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Qual a grande difi- culdade encontrada na tua idade para cuidar
da higiene e da beleza?
   #b. _Como resolvem os teus colegas esses proble- mas?
v---------------------------# "_paranias". _fora com elas!
 _Querida _Marta,
 _Eu sinto-me muito
    feia, nada parece dar
       93
    certo comigo: eu queria
    ter o corpo de uma miss,
    mas acho que nunca vou
    ter. _Existe alguma coisa
    que eu possa fazer para
    melhorar?
    _Um beijo da _Vera
       _Helena _Querida _Marta, _Eu fao bastante des-
   porto, mas as minhas per-
   nas no ficam fortes e
   grossas como as dos jo-
   gadores de futebol.
   _s vezes penso em
   desistir. _Para azar to-
   tal, o meu tronco  muito
   grande, fica despropor-
   cionado, e tenho muitos
   plos nas costas. _Acha
   que me pode ajudar? _P._S.: _Na escola
   gozam-me e eu deixei de
   despir a camisa.
             _Ricardo
       94
   *_So poucos os rapazes e raparigas que conseguem atra- vessar a
puberdade sem viver pelo menos uma "parania", sem sentir algo a "mais"
ou a "menos" no seu corpo.
   *_Quando j crescemos e olhamos para trs, torna-se at difcil
entender porque era to vergonhoso no ser ainda menstruada quando as
colegas j eram, ou porque  que se morria de vergonha por achar que se
tinha um pnis pequeno ou poucos plos. _Tudo isso passa, se bem que
algumas pessoas continuem o resto da vida suspirando por ter um corpo de
artista ou a altura que no tm.
   *_Cada um de ns tem as formas e a altura da nossa famlia, somadas 
influncia da alimentao. _Fazendo ginstica, alimentando-se bem e
praticando desporto, o corpo pode ficar mais sadio e
       95 proporcionado. _Mas  bom irmo-nos habituando  ideia de que a
maioria das caracte- rsticas no muda: quem  baixo fica baixo, quem
tem pernas finas pode engrossar um pouco mais, quem tem seios grandes
no diminui (.a no ser em casos excepcionais, recorrendo a cirurgia
plsti- ca/).
   *_Assim,  bom aprendermos a conviver com o corpo que temos e a
gostar e cuidar bastante dele. _Esta palavri- nha serve para a _Vera
_Hele- na. _Vais ficar muito mais bonita e harmoniosa do que s agora.
_Talvez nunca fiques uma miss. _Mas so poucas as misses, no  verdade?
_E nem por isso elas so necessaria- mente mais felizes. _Ricardo,
quando fores adulto, as tuas pernas sero bem mais fortes do que hoje.
_No sei se iguais s de um jogador de
       96 futebol. _Alis, as do _Gar- rincha no eram nada lindas, e
como ele jogava bem! _Quan- to aos plos nas costas,  hereditrio, mas
h quem goste. _Vais ver!*
   _Alguns rapazes morrem de vontade de ser musculosos, altos e peludos,
enquanto outros no tm esse tipo de preocupao. _Algumas rapari- gas
acham o mximo ficar menstruadas, enquanto outras ficam aborrecidas,
pensando que j no vo poder brincar mais e que a vida vai mudar.
_Nessa poca tambm se apren- de muita parvoce, do tipo:
   -- que existe uma propor- o entre o tamanho do pnis e o da mo, ou
ento do geni- tal feminino e da boca;
   -- entre a altura da pes- soa e o tamanho do pnis;
       97
   -- entre ter canela fina e ser boa na cama;
   -- que quem comea a vida sexual primeiro fica mais "sbio" ou se
torna melhor amante.
   _Essas parvoces so fruto da falta de informao e do preconceito.
pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Lembras-te de mais alguma parvoce do tipo cita- do acima?
   #b. _Faz tambm, com os teus colegas, uma lista de "parvoces" da
puberdade.
   #c. _Comenta a cano _Humanos: at que ponto ela coincide com os
teus senti- mentos? _Faz tambm a tua cano. _Esses humanos que
circulam pela cidade a fora
       98 eu no aguento, eles querem
   conquistar-me eu no aguento, eles querem
   controlar-me. _Querem obrigar-me a ser do
   modo que eles so cheios de certezas e vivendo
   de iluso mas eu no sou, nem quero ser
   igual a quem me diz que sendo igual eu posso ser
   feliz. _Humanos -- _Conjunto
   _Tokyo, _Supla e
   _Bibi (._Letra/) v---------------------------#
       99
  __III. _O que influencia
 a vida sexual?
   o _Influncias
   o _Diferentes, mas no
 desiguais
   o _Os nossos pais
   o _O melhor comeo: res-
 peitar o corpo e os
 sentimentos
       101
  _influncias
   _Inmeros factores in- fluenciam a maneira como cada um de ns vive a
sexualidade.
   #a. _A sade  um dos mais importantes. _Quando algum est doente,
mal alimentado, sentindo dor ou cansao, dificilmente tem vontade de
fazer amor.
   #b. _A vida mental -- as coisas que a pessoa pensa e sente e tambm
as coisas que ela nem percebe que pensa ou sente -- afecta o seu compor-
tamento e a vontade de fazer amor. _Por exemplo: uma mu- lher pode ter
vontade de trocar carcias ntimas com o namorado e sentir-se cul-
       102 pada. _Esses dois sentimentos em conflito vo interferir na
sua vida sexual. _Um homem que est muito preocupado com problemas do
trabalho pode perder o interesse se- xual pela companheira.
   #c. _Vida cultural: a famlia, a escola, o lugar onde se vive afectam
o modo de perceber e viver a vida. _Tais factores determinam a maneira
de vestir, comer, brincar... e amar. _Comporta- mentos que consideramos
es- pontneos, na realidade so produzidos pela nossa cultu- ra. _Modos
de ser e de sentir que para ns so naturais, noutras culturas provocam
estranheza. _Por exemplo: os homens soviticos e rabes cumprimentam-se
beijando-se nas faces.
   _As crianas indgenas, ou as que moram  beira-mar,
       103 esto acostumadas a quase no usar roupa ou a andar de
cales. _Devem achar muita graa ao verem um rapaz de um pas onde
neve, cheio de agasalhos.
   _Existem culturas, como na _Polinsia, em que se comem insectos e
cobras fritas. _Na _China comem-se ovos que foram colocados durante anos
debaixo da terra. _Esses alimentos so considerados verdadeiras
delcias.
   _Criados dentro da nossa cultura,  difcil para ns apreciar comidas
de diferen- tes caractersticas, de ou- tros povos. _Gostamos muito de
feijoada, mas quando se oferece esse prato a uma pessoa da _Sucia, da
_Norue- ga, da _Dinamarca, ela estra- nha bastante.
   _Assim como todo o ser humano tem fome mas come alimentos tpicos da
sua
       104 cultura, todas as pessoas tm desejo sexual mas a forma de
expressar e viver a sexuali- dade  influenciada pela cultura  qual
pertencem.
   _Cada cultura encara de forma diferente o amadureci- mento fsico do
jovem e o aumento do seu desejo sexual.
   _Actualmente, os pases escandinavos e os _Estados _Unidos so mais
liberais, enquanto os pases rabes e os da _Amrica _Latina so mais
proibitivos.
   _Na _Repblica _Popular da _China, o governo probe o casamento at
por volta dos vinte anos. _Quando ocorre o casamento, s se pode ter um
filho. _A procriao  limi- tada porque a populao  muito grande e as
relaes sexuais so desencorajadas. _O governo justifica isso dizendo
que dessa forma a
       105 energia sexual  canalizada para o crescimento do pas.
   #d. _A poca histrica: no mundo ocidental vive-se hoje uma
transformao ace- lerada de costumes e de valo- res sexuais. _Est a
desapa- recer a antiga famlia pa- triarcal, em que o pai manda- va e a
mulher e os filhos obedeciam. _Agora caminha- -se para uma relao mais
democrtica na famlia. _As mudanas que esto a ocorrer na organizao
da famlia tambm afectam a sexualidade.
   _Durante muito tempo, o tema do sexo foi considerado pecaminoso e
feio, algo de que no se podia falar. _As raparigas deviam casar vir-
gens e os rapazes eram quase obrigados a ter bastante experincia sexual
antes do casamento. _Esses comporta- mentos esto a ser questiona-
       106 dos.
   _Existem famlias que so a favor da virgindade, en- quanto outras j
aceitam que a mulher tenha relaes se- xuais antes do casamento. _O
aparecimento da __SIDA trouxe problemas s famlias que acham que o
homem deve ter uma iniciao sexual cedo com mulheres de vida sexual
livre ou prostitutas.
   _Enquanto esses novos modos de encarar o sexo no so assimilados
pela socieda- de, encontramos no mesmo quarteiro, at na mesma famlia,
pessoas com posies diferentes em relao ao comportamento sexual.
   _No ser difcil encon- trar uma me que ache normal o interesse do
filho pelos prprios rgos sexuais, enquanto a sua irm, igual- mente
boa me, se sente hor- rorizada com tal interesse e
       107 tente abaf-lo.
   _Certamente j encontr- mos, no mesmo grupo de ami- gos, pais que
acham normal a filha ter relaes sexuais com o namorado, enquanto
outros se opem totalmente a isso.
   _Cada uma dessas pessoas guia-se pelos valores com que foi criada e
acha que est a fazer o melhor pela filha ou pelo filho.
   _A poca em que vivemos  de forte transio. _Espera- -se que a
sociedade caminhe para uma situao em que o sexo seja considerado uma
funo humana natural. pcccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Consegues citar uma situao de vida e da cultura portuguesa em
que a sexuali- dade se manifesta?
   #b. _Pede aos teus pais ou avs para contarem como eram
       108 as regras de namoro no tempo deles.
   #c. _Faz uma pea ou uma redaco em que se misturem situaes do
namoro de anti- gamente e de hoje. v---------------------------#
    _Diferentes, mas no
    desiguais
   _Com a mulher a trabalhar fora do lar, frequentando as universidades,
podendo con- trolar a prpria fertilidade, comea a questionar-se a
tradicional diviso de pa- pis. _Passou a ser necess- rio que o homem
divida as tarefas domsticas, ajudando a cuidar dos filhos e at a
cozinhar.
   _Chamamos "papis sexuais"  forma como se comportam as pessoas do
mesmo sexo. _Esses
       109 papis so determinados pela cultura e pela sociedade e tm
mudado atravs dos tem- pos. _Antigamente nem passava pela cabea das
mulheres ter um trabalho igual ao dos homens ou vestir calas com-
pridas.
   _Entretanto, apesar da conscincia de que as pes- soas,
independentemente do sexo, no nascem com "tendn- cia para lavar
pratos" ou "com vontade de sustentar uma famlia", a educao continua a
ser bem diferente para homens e mulheres. _Os livros escolares costumam
apresentar a me varrendo a casa e o pai sentado na poltrona.
   _At a expectativa dos pais  diferente em relao aos filhos de um
sexo ou de outro. _Quando nasce um ra- paz, todas as profisses so
possveis para ele. _Quando nasce uma rapariga, a primei-
       110 ra ideia para muitas famlias  de que ela "vai ser profes-
sora" e depois casar.
   _Desde a primeira infncia das crianas, os pais tendem a estimular
no rapaz compor- tamentos mais agressivos, competitivos, e a incentivar
as raparigas a serem delica- das e submissas.
   _A rapariga brinca com bonecas e o rapaz com brin- quedos de guerra.
_E nunca o contrrio!
   _Quando cresce, a liberda- de da adolescente  mais controlada do que
a do rapaz. _O rapaz vai a festas sozi- nho, muitas vezes comea a
conduzir sem carta, bebe, fuma, faz tudo o que  proi- bido  rapariga.
   _Na vida sexual, as dife- renas so ainda maiores: o rapaz 
incentivado a ter vrias experincias, a rapa- riga a guardar-se para o
       111 casamento.
   _Depois do casamento, o padro tradicional  o marido ir trabalhar e
sustentar o lar e a mulher ter filhos e cuidar da casa.
   _Nem todos se portam ou so educados da forma descri- ta, mas para um
grande nmero de pessoas ainda  assim.
   _Hoje sabemos que a dis- tribuio de papis sexuais  varivel, no
corresponde  natureza fsica ou psquica de cada sexo. _Existem socie-
dades em que os homens so tradicionalmente responsveis pelo lar e
pelas crianas.
   _No  verdade que todos os homens "no tenham jeito para cuidar do
beb" ou que todas as mulheres "guiem mal". _As pessoas executam melhor
aquilo que praticam mais.
   _A aprendizagem tem muita influncia na melhor ou pior
       112 execuo das actividades. _As mulheres no lutam para ser
iguais aos homens, mas para ter direitos iguais e poder desenvolver-se
de acordo com as suas aptides. pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _O que achas que a mu- lher e o homem tm de dife- rente?
   #b. _Em tua casa os homens so tratados de maneira diversa das
mulheres?
   #c. _Nesta sociedade em que vivemos, quais as vanta- gens e
desvantagens de ser homem ou de ser mulher?
   #d. _Achas que esta si- tuao deveria ser mudada? _Seria
interessante esta mudana? _Porqu?
   #e. _V, esta semana, os anncios da _T_V. _Depois, muda o sexo dos
personagens principais e comenta. _Para comear, utiliza o anncio do
       113 sabo __OMO, aquele "que lava mais branco". _Ters uma ideia
clara de como se torna engraado e evidente o pre- conceito. _Podes
fazer a mesma coisa com os persona- gens das novelas.
v---------------------------#
 _OS NOSSOS PAIS
   _Muitos pais acham difcil falar sobre sexo com os fi- lhos.
_Educados noutra poca, eles sentem dificuldades em agir de forma
diferente, apesar de acharem que a edu- cao que receberam no foi boa
para eles e desejarem que tivesse acontecido de outra forma.
   _Na educao sexual, a ignorncia e a mentira provo- cam resultados
desastrosos. _A ignorncia e a mentira
       114 provocam medo e culpa. _A mentira corta os canais de
comunicao entre os pais e os filhos.
   _Muitos pais no sabem exactamente como funcionam os rgos
reprodutores, ou acham que tm de ser especialistas no assunto para
falar dele. _Alguns sentem vergonha de dizer que no sabem e que se vo
informar. _A maioria nunca teve esse tipo de con- versa com os prprios
pais e sente-se embaraada para falar com os seus filhos sobre sexo. _
um facto que a maioria dos pais quer o me- lhor para os filhos. _Mas
justamente a  que est o problema. _ muito difcil saber o que  o
melhor: as regras j no so to claras como no tempo dos nossos avs.
_Antigamente as pessoas achavam que sabiam o que era o melhor para os
filhos. _No
       115 existiam muitas opinies divergentes quanto  educa- o: as
raparigas tinham que casar virgens, e ningum discutia se essa atitude
era boa ou no para elas. _Era assim, e pronto.
   _Com as mudanas nos cos- tumes e nos valores sexuais, os pais muitas
vezes ficam na dvida quanto ao modo como ajudar os filhos. _Alguns
tornam-se mais autoritrios para no terem que enfrentar discusses e
pr em xeque os seus conflitos, enquanto outros abdicam completamente do
seu dever de educadores, no colocando regra alguma.
   _Alguns pais tm receio de que, ao conversar sobre sexo, estejam a
despertar os filhos para uma vida sexual. _Pelo contrrio. _A falta de
infor- mao, a ignorncia,  que aumenta a curiosidade e em- purra o
jovem para aprender
       116 apenas atravs da experin- cia, nem sempre bem orientado e
consciente. _ importante que esses pais percebam que uma conversa,
inclusive sobre a intimidade no namoro, vai orientar e diminuir a angs-
tia do adolescente.
   _Ningum precisa ficar grvida ou engravidar a par- ceira para
aprender a fazer uso de anticoncepcionais. _Uma rapariga e um rapaz que
conversaram e reflectiram sobre sexo vo ser muito mais responsveis
antes de entrar numa relao sexual. _E, se o fizerem, provavelmente
esta- ro muito mais preparados pa- ra ter uma relao mais gra-
tificante e adulta do que ou- tros que nunca puderam con- versar sobre o
assunto.
   _Confiana no  controlo, no  forar o jovem a agir como os pais
querem. _Confiar  colaborar para que o filho
       117 tome as suas prprias deci- ses de maneira responsvel. _
esse tipo de conversa que ajuda.
   _Ser ptimo se puderes discutir os assuntos tratados neste livro e
nestas aulas com os teus pais, ou com algum outro adulto em quem
deposites confiana. _Tenta entender as dificuldades deles em falar
contigo sobre um assunto que at h pouco tempo era proibido. _O impor-
tante  que vocs conversem sem discusses, podendo cada um apresentar
as suas ideias e reflectir sobre elas.
   _Muitas vezes as proibi- es sem ps nem cabea vm do receio de
poderes ficar grvida ou engravidar algum, contrares uma doena
sexual- mente transmissvel, magoa- res-te...
   _Lembra-te tambm que as restries que os teus pais
       118 pem podem fazer sentido e ser fruto da experincia e do bom
senso deles. _Uma conver- sa franca pode diminuir o teu receio e
tornar-te mais res- ponsvel e mais livre para aproveitar esse perodo
to bom da vida. pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _As mudanas nos valo- res sexuais fazem com que certas famlias,
e pais, se sintam em dificuldades na orientao dos filhos. _Ters algum
exemplo dessa dificul- dade na relao de filhos com pais?
   #b. _Como  a conversa sobre sexo na tua casa? _A- chas que poderia
ser dife- rente? _Organizem dois grupos na sala de aula, representan- do
diferentes tipos de pais, e discutam como conseguir
       119 conversar com eles. _Uma boa ideia  fazer isto em forma de
teatro. v--------------------------# _O MELHOR COMEO: RESPEITAR O CORPO
e oS SENTIMENTOS
   _Pensa no seguinte:
   #a. _No sexo  fundamental o respeito pela dignidade e igualdade de
cada pessoa. *_Igualdade*: as coisas que consideras certo fazer com o
outro tambm so certas para a outra pessoa fazer contigo. *_Dignidade*:
tratar o outro com respeito, sem o gozar, sem querer "aproveitar".
   *_Recado especial para os rapazes*: s vezes acontece algum "armar"
dizendo que
       120 fez isto ou aquilo com aquela colega. _Pode dar uma sensa-
o de que se  mais macho, mais adulto. _Mas essa sen- sao no dura:
no se fica mais homem porque se "factu- rou" uma mulher. _Pelo con-
trrio, a maturidade existe quando h capacidade de per- ceber o outro
como ele  e respeit-lo. _Pessoas que tm necessidade de exibir o outro
como trofu de conquista s mostram que so imaturas e sem confiana em
si mesmas.
   #b. _No faas com o pr- prio corpo e sentimentos, ou com o corpo e
os sentimentos do outro, coisas que no queres ou no te sentes bem a
fazer. _No uses o parceiro para satisfazer os teus ca- prichos; ele tem
sentimentos que devem ser levados em considerao.
   _No vs namorar ou ter
       121 relaes sexuais porque as tuas amigas j tm ou porque s o
nico rapaz da turma que no tem namorada ou que no teve relaes.
   _Respeitar significa no impor a sua vontade nem ten- tar convencer o
outro a fazer o que ele no quer.
   _Ter respeito quer dizer tambm que o sexo no  para ser "anunciado"
ao grupo de amigos. _ algo particular, entre duas pessoas no porque
seja vergonhoso, mas porque faz parte da nossa intimida- de.
   #c. _Reconhece que cada um tem o direito de pensar e de agir de forma
diferente de ti e deve ser respeitado.
   _O facto de muitos compor- tamentos novos j serem acei- tes no quer
dizer que eles estejam assimilados por toda a sociedade. _Essa aceitao
       122 no pode ser confundida com mudanas estabelecidas.
   _A sexualidade  um campo em que as pessoas pensam e se comportam de
maneira muito diferente.
   _Existem tambm posies religiosas muito firmes em relao ao
comportamento sexual. _Cada um deve ser respeitado nas suas convic- es
religiosas e morais.
   #d. *_Responsabilidade*. _O sexo  uma relao humana natural, que
nasce e morre connosco e d muito prazer e alegria. _No deveria provo-
car conflitos psicolgicos ou terminar em gravidez indese- jada.
   _Mas nem todo o temor acerca do sexo  infundado. _O medo de
engravidar  real para as raparigas, assim como o medo dessa
responsabilidade afecta os rapazes.
       123
   _O medo das doenas se- xualmente transmissveis (.__SIDA,
inclusive/) tambm  real, assim como o medo de ser objecto de chacota
dos colegas.
   _Os jovens que decidirem ter um comportamento sexual diferente do que
ensina a sua religio ou a sua famlia tero que aprender a lidar com o
conflito nos seus sen- timentos. _ melhor discutir esses conflitos e
no guard- -los dentro da gaveta. _Mui- tas vezes eles no sero
solucionados, mas certamente conversar ajudar a conviver com esses
sentimentos.
   _Conflitos e medos fazem parte da vida. _No devem ser negados, mas
tambm no devem impedir a pessoa de viver. _Caso sintas que algum pro-
blema te est a atrapalhar muito, no tenhas vergonha de pedir ajuda.
       124 pccccccccccccccccccccccccccc
   #a. _Vamos pensar no que significa dentro da tua vida, do teu
dia-a-dia, ter respei- to pelo outro.
   _Ocorre-te alguma situao em que existe respeito e outra em que no
existe?
   #b. _Como ages quando as pessoas pensam de um modo diferente do teu?
_Talvez fosse uma boa ideia formar dois grupos mistos na aula: um
defendendo a igualdade entre os sexos, outro a sub- misso de um sexo.
   #c. _Quem procurarias para discutir um problema teu numa situao de
conflito?
   #d. _Desenvolve os temas (.em forma de banda desenha- da, notcias de
jornal, tea- tro/):
   -- _Igualdade;
   -- _Dignidade;
   -- _Respeito pelo corpo e
       125 sentimentos (.prprios e do outro/);
   -- _Liberdade de opinio (.do outro/). v--------------------------#
       127
     _ndice _Prefcio  edio por-
   tuguesa \\\\\\\\\\\\\ #17 _Agradecimentos \\\\\\\\ #23 _Abertura
\\\\\\\\\\\\\\ #29 _i. _introduo \\\\\\\\ #33 __ii. _puberdade \\\\\\\
#61 __iii. _o que influen-
   cia a vida sexual \\\ #99
     _fim do _primeiro _volume #
